21 de maio de 2026

Decisão de Dino sobre emendas pode ameaçar pacote fiscal no Congresso

Para sinalizar diálogo com o Congresso, governo entrou com recurso contra "travas" das emendas, mas Dino rejeitou
Foto: SCO/STF

A poucos dias para o recesso parlamentar e judiciário, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve as condições para o pagamento das emendas parlamentares, ao negar um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

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As emendas parlamentares foram liberadas, na última semana, pelo ministro e pela Suprema Corte, em decisão coletiva, mas mantiveram exigências que foram vistas com críticas pelos parlamentares.

As exigências, que incluem adoção de informações de transparência, rastreabilidade e controle público, segundo os parlamentares, criam obstáculos e burocracias para a liberação dos montantes, que seriam destinados a municípios, ainda neste ano.

Recentemente, uma proposta do Congresso foi aprovada determinando maiores informações sobre as emendas parlamentares – as chamadas emendas PIX, as de relator e as de comissão -, mas as regras do Judiciário, segundo aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), são maiores.

Em meio ao impasse e insatisfação dos congressistas, o próprio governo Lula, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), apresentou um recurso no STF contra a decisão recente, pedindo esclarecimentos e para revisar as regras, com vistas a impedir que a decisão de Dino e do STF prejudique os pagamentos.

Nesta segunda (09), a duas semanas para o recesso parlamentar, Dino negou o recurso da AGU e manteve as normas exigidas.

“Ante o exposto, rejeito integralmente o pedido formulado, mantendo as determinações constantes na decisão proferida em 02/12/2024 e referendada, à unanimidade, por esta Corte”, disse o ministro da Corte.

Parlamentares tentam ameaçar com pautas do governo

A decisão ocorre, ainda, em momento de paralisação da votação de matérias importantes para o governo Lula – o corte de gastos e a reforma fiscal. Até a semana passada, os líderes do Congresso haviam se comprometido a tentar aprovar ambas pautas ainda em 2024.

Mas, diante da decisão de Dino, o presidente da Câmara teria sinalizado que o Supremo precisaria dar um gesto melhor, caso contrário, as pautas do governo estariam ameaçadas de paralisação.

O governo sinalizou dialogar com Congresso no caso das emendas parlamentares com o recurso da AGU e, também, na semana passada, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), se reuniu com líderes partidários e afirmou que o Executivo se comprometia a pagar R$ 7,8 bilhões dos recursos das emendas parlamentares que estavam bloqueados.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. EDUARDO PEREIRA

    9 de dezembro de 2024 7:02 pm

    1 – Tease – Mercado financeiro quer a inflação sob controle e que o governo gaste menos
    2 – Antítese – Congresso travando aquilo que ajudaria ao governo manter a inflação sob controle e gastando menos
    3 – Sintese – Necessidade de desgastar o governo politicamente é o que realmente importa.

  2. +almeida

    9 de dezembro de 2024 7:13 pm

    É uma vergonha ver o governo se mostrar submisso as ameaças do legislativo, para possivelmente trocar um apoio as suas pautas pela suposta possibilidade de afrouxar um controle eficiente dos fabulosos gastos previstos, sem o olhar responsável e confiável dos que fiscalização esse esperado carnaval da gastança sem controle.
    Ainda acham implicância quando se denuncia a injustiça covarde, ilegal e
    traidora contra os aposentados e aposentadas, no tema 1102 da Revisão da Vida Toda.
    Um caso digno de denúncia, de investigação, de processo e de julgamento, contra os abusos e a insegurança jurídica gravemente atacada.

  3. +almeida

    10 de dezembro de 2024 10:18 pm

    Quanto mais alguém cede mais o opositor avança e domina novos territórios. Até quando o governo afastará a possibilidade da coragem do enfrentamento, como uma das soluções para aniquilar definitivamente a chantagem, a dependência da ganância alucinada e a viciante obsessao descontrolada por poder? Até quando o governo continuará a se submeter aos caprichos da indiferença patriótica e republicana? Até quando o governo continuará fazendo o papel principal do desgoverno? Batalhas de guerra só se vence com coragem e um com enfrentamento rígido, determinado, constantee sem trégua, até que o inimigo se renda e o objetivo seja alcançado.

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