O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) informou a aliados nesta quinta-feira (13) que não deve preparar um novo parecer para o PL Antifacção. Até agora, o relator já elaborou quatro versões diferentes do projeto.
De acordo com interlocutores, Derrite afirmou que pretende limitar as mudanças à análise de emendas e destaques diretamente no plenário, durante a votação marcada para a próxima terça-feira (18). A sessão extraordinária, com pauta única, foi convocada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após o adiamento da apreciação do texto na quarta-feira (12).
Parlamentares têm sido avisados por Derrite de que sugestões ao recém-nomeado Marco Legal contra o Crime Organizado poderão ser enviadas até segunda-feira (17). No entanto, o deputado tem insistido que qualquer alteração será debatida apenas no plenário.
Como antecipado pela CNN, governo e oposição se articulam para tentar garantir a vitória de suas propostas. O governo tenta preservar a redação enviada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquanto a oposição pressiona por um texto mais abrangente, que altere de forma estrutural o combate ao crime organizado e restabeleça a equiparação entre facções criminosas e organizações terroristas.
Sobre essa equiparação, Derrite tem buscado convencer aliados da direita de que o aumento das penas já seria suficiente para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas, tornando desnecessária a inclusão do terrorismo no projeto.
Parlamentares da base governista e integrantes do Executivo criticam o relator pelas múltiplas versões apresentadas, argumentando que isso demonstra falta de rigor e de embasamento jurídico. Eles afirmam ainda que, por motivações políticas, Derrite tem ignorado o texto construído pelo governo ao longo de debates iniciados em agosto de 2024.
Secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, Derrite foi escolhido relator na sexta-feira (7). Desde então, já apresentou quatro redações distintas. A versão mais recente foi classificada por membros do governo como uma “lambança legislativa”, com potencial para causar insegurança jurídica caso seja aprovada.
Aliados do deputado, porém, rebatem as críticas e dizem que as alterações sucessivas demonstram abertura ao diálogo.
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Carlos
14 de novembro de 2025 6:31 amCom certeza será a última versão. Impossível fazer mais cagada que fez até agora.
Por falar em “merda”, fosse ele eu pediria para cagar e voltaria para SP, na companhia de outro idiota.