Em entrevista ao canal TV GGN, o advogado criminalista e ex-promotor de justiça Paulo Brondi traçou um diagnóstico alarmante do cenário político brasileiro, destacando o crescente desgaste da governabilidade e o confronto aberto entre o Congresso e o Judiciário.
Brondi classificou como juridicamente questionável a manobra do senador Davi Alcolumbre para derrubar o veto de Lula à Lei da Dosimetria, alertando que o desmembramento do projeto para isolar a “parte suja” — que beneficiaria criminosos comuns — e focar apenas nos condenados de 8 de janeiro deve levar a uma disputa de inconstitucionalidade no STF. Para o jurista, o tribunal está sendo arrastado para o “ringue político”, enfrentando uma exposição que torna o impeachment de ministros uma ameaça real e inédita na história recente do país.
Sob a liderança do senador Davi Alcolumbre, o Congresso Nacional não apenas impôs uma derrota ao Executivo, mas também sinalizou um confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF), levantando sérias dúvidas sobre a estabilidade democrática do país. Brondi ressalta que essa manipulação formal deve levar o caso ao STF: “vai haver certamente a discussão perante o Supremo Tribunal Federal em relação a esse manuseio do PL em relação ao veto”.
Risco de Impeachment
A crise é alimentada também por divisões dentro do próprio STF. Relatos apontam que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado contra a indicação de Jorge Messias para a Corte, temendo a formação de uma ala divergente. Para Brondi, essa fragmentação é alarmante: “é uma ruptura muito grande o que tem acontecido no cenário político brasileiro nos últimos anos”. Esse cenário de fragilidade abre espaço para que o Senado paute processos de impeachment contra ministros, algo que o jurista afirma que “jamais se imaginou acontecer de verdade”.
A “Última Muralha” Sob Pressão
O embate ocorre em um ambiente de extrema insegurança, onde o STF é visto como a barreira final contra a “ditadura das maiorias”. Contudo, a imagem do Tribunal sai desgastada desses episódios de exposição midiática e política. Brondi reforça o receio de que a Corte saia “muito queimada” desse processo. O jornalista Luis Nassif complementa que o Supremo não pode recuar agora: “se ele piscar, tá perdido. Se mostrar qualquer sinal de fragilidade, as hienas vão em cima”.
O país assiste agora a um jogo de forças onde a governabilidade de Lula é testada a cada votação, enquanto as instituições tentam se equilibrar entre o cumprimento da lei e a sobrevivência política diante de um Congresso cada vez mais belicoso.
ASSISTA:
Carlos
1 de maio de 2026 10:25 pm“Relatos apontam que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado contra a indicação de Jorge Messias ”
É mentira Terta? Não sei, só sei que foram as fontes da Malu..
Vou contar o final desta comédia pastelão promovida pela ala podre do Congresso: Lula não indicará 1 mas 5 ministros.
Consultei minhas “fontes”..
Célio Knipel Moreira
3 de maio de 2026 9:42 amAcho que é necessário ler mais. Aqui mesmo no GGN, Luís Nassif já declarou que há 12 fontes que contestam as 6 da Malu (veja: “Caso Alexandre de Moraes: a arte da mídia mentir, contando meia verdade”).
O veto ao PL não pode ser desmembrado! Não existe precedente disso. Ao desmembrar o veto houve uma violação regimental. Portanto, temos um ato nulo de efeitos. O ato viola o princípio Constitucional da separação de poderes. O desmembramento equivale simplesmente a criar uma nova lei sem que o Poder Executivo tenha qualquer participação (princípio democrático que todos nós aceitamos em nossa Constituição).
Paulo Dantas
2 de maio de 2026 9:39 amComo disse o “Bessias” , o STF virou o PROCON da política.
Claro que a derrubada do veto vai parar na Corte.
Mas, Messias não é pauta da população, é pauta da mídia e dos políticos.