5 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro afirma que não volta ao Brasil e cogita abrir mão do mandato

As declarações ocorrem no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores protocolou no STF um pedido de cassação de seu mandato
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta segunda-feira (14) que não pretende retornar ao Brasil tão cedo e que está disposto a perder o mandato parlamentar para permanecer nos Estados Unidos. Segundo ele, o motivo seria o receio de ser preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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“Minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender”, afirmou à Coluna do Estadão. A licença de Eduardo na Câmara expira no próximo domingo (20). Caso não reassuma o cargo, poderá perder o mandato por ausência prolongada sem justificativa.

As declarações ocorrem no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores protocolou no STF um pedido de cassação de seu mandato, argumentando que ele tem atuado para atentar contra a soberania nacional ao articular, junto a Trump, pressões e ataques à democracia brasileira.

Exílio ou estratégia?

Em tom de martírio, o deputado alegou estar se “sacrificando” em nome de uma suposta luta pela liberdade. Afirmou ainda que já não depende do mandato para manter acesso a redes políticas e diplomáticas nos EUA, onde vem organizando encontros com aliados do presidente Donald Trump. “O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o que poderia fazer no Brasil”, disse.

Eduardo defendeu ainda que sua permanência no exterior seria estratégica para articular apoios e manter viva a possibilidade de candidatura do pai à Presidência em 2026.

“Para que a gente sonhe com Bolsonaro não condenado e na corrida presidencial”, disse, embora o próprio jornal tenha ressaltado que esse sonho se confronta com a realidade, já que Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e a expectativa é de condenação.

A estadia prolongada de Eduardo nos EUA coincide com o anúncio de tarifas de 50% impostas por Trump às exportações brasileiras. Apesar disso, o deputado tem se posicionado como interlocutor do presidente norte-americano, em uma tentativa de manter laços com o trumpismo mesmo à custa de prejuízos ao país.

Em tom de protagonismo, Eduardo afirmou que seu “exílio” teria ajudado a internacionalizar os julgamentos de Bolsonaro e aliados: “Sem escritório de lobby, sem dinheiro, sem apoio partidário, conseguimos colocar isso na mesa”, disse, mesmo o pai tendo enviado cerca de R$ 2 milhões a ele para ficar por lá.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    15 de julho de 2025 12:40 pm

    Ele sabe o que fez no verão passado e o que tá fazendo no verão atual. Por isso, ele tem medo de voltar, até porque quem, como ele, sai cagando pelo caminho, encontrará moscas ao voltar.

  2. Jose Rinaldo

    15 de julho de 2025 2:02 pm

    Tenho algumas ações na Bolsa de Valores e estou levando prejuízo com o tal Tarifaço do Trump, que foi provocado e levado a efeito, SALVO MELHOR JUÍZO, por ação direta e interesse exclusivamente pessoal de um parlamentar brasileiro nos EUA. Consequentemente, quero saber se todos que tiveram prejuízo na Bolsa de Valores – IBOVESPA -, podem ingressar com ação de cobrança – PELOS PREJUÍZOS – contra o(s) culpado(s) por essa vertiginosa queda na bolsa (IBOVESPA: 141.000 pts para 135000 pts)?
    OBS.: A Comissão de Valores Mobiliários não vai fazer nada?
    OBS2: As Instituições Governamentais também devem ter levado prejuízo, daí a AGU e o MPF não vão fazer nada?
    OBS3: Os Bancos também devem ter tido prejuízo.

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