4 de junho de 2026

Ganhar as eleições e diminuir o capital político das milícias, por Ricardo Mezavila

Precisamos refletir sobre a existência, fortalecimento e as raízes profundas das milícias antes, durante e depois do governo atual
Reprodução Rede Social

Ganhar as eleições e diminuir o capital político das milícias

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

por Ricardo Mezavila

Muitas comparações são feitas na tentativa de adjetivar reiteradamente a consolidada polarização entre o PT de Lula e o Centrão de Bolsonaro. Civilização e barbárie; os extremistas de esquerda e direita, e até comunistas e conservadores. As estratégias maniqueístas são antigas e muito utilizadas entre adversários políticos.  

Esse discurso de narrativas dura o tempo de uma campanha eleitoral, não necessariamente dentro do cronograma do TSE, mas principalmente na internet, o maior canal de comunicação disponível. Depois são pulverizados dentro da rotina e do tédio dos noticiários. 

Precisamos aproveitar o tempo para refletir sobre a existência, fortalecimento e as raízes profundas das milícias antes, durante e depois do governo atual que trouxe para dentro do gabinete da presidência figuras ligadas à estrutura de uma organização criminosa. 

Em 1967 surgiu a Polícia Militar nos moldes atuais como força ostensiva e auxiliar dos militares que exerciam o poder através de uma ditadura sanguinária.  

No final daquela década as milícias criaram grupos de extermínio compostos por Policiais Militares e outros agentes de segurança que atuavam como matadores de aluguel, ou seja, a milícia era composta por agentes do Estado. 

É errado dizer que a milícia nasceu pela ausência do Estado, quando na verdade ela é uma continuidade dele. Houve uma fusão entre o poder público e os milicianos, quando estes entraram na política e se elegeram vereadores, deputados, senadores, governadores e presidente. 

No governo Bolsonaro a milícia mostrou que não é um poder paralelo, que não está somente no controle dos bens de consumo de uma comunidade, mostrou força na esfera legal com instalação e assento em gabinetes do Planalto, tornando-se milícia estatal. 

A tendência é que esse poder cresça com a aproximação das eleições, ameaçando a democracia, as instituições, a imprensa, e tudo com o respaldo da lei e das armas. 

Ricardo Mezavila, cientista político

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

Leia também:

Contando os dias na parede, por Ricardo Mezavila

Um tumor chamado Jair, por Ricardo Mezavila

Cabo de guerra, por Ricardo Mezavila

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados