O ex-presidente Lula (PT) manifestou-se, na noite de terça, 31 de maio, sobre a chacina na Vila Cruzeiro e o caso Genivaldo, indicando que o Estado brasileiro não pode autorizar que as polícias pratiquem uma política genocida contra pretos e pobres. No Rio de Janeiro, mais de duas dezenas de pessoas foram assassinadas durante uma operação policial contra o tráfico de drogas. Já Genivaldo de Jesus foi morto dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal de Sergipe, utilizada como “câmara de gás” na semana passada.
Em seu discurso, Lula associou a violência policial ao bolsonarismo e condenou a atitude das polícias. “Nós estamos lutando contra os matadores da Marielle, milicianos; pessoas que não têm medo de fazer com o Genivaldo o que a Polícia Rodoviária Federal fez em Sergipe. Qualquer um de nós, ser humano, tem o direito de reagir emocionalmente e cometer uma barbárie, mas o Estado não tem. O braço armado do Estado não tem direito de chegar atirando a esmo, dizendo que todo mundo é bandido”, disparou.
Lula e outras figuras do PT, como o ex-ministro Fernando Haddad e a ex-presidente Dilma Rousseff, participaram do lançamento do livro “Querido Lula”, no Teatro Tuca, em São Paulo. No palco, a leitura de algumas cartas escritas por seguidores do ex-presidente durante sua passagem pela carceragem da Polícia Federal em Curitiba emocionou o público.
Lula ficou 580 dias preso em virtude de uma condenação na Lava Jato. O processo foi derrubado por decisões do Supremo Tribunal Federal. Após mais de duas dezenas de vitórias na Justiça contra a Lava Jato, o petista recuperou seus direitos políticos e agora lidera todas as pesquisas eleitorais, com chances de derrotar Jair Bolsonaro já no primeiro turno.
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