O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de uma nova operação de busca e apreensão da Polícia Federal, a terceira em sua gestão, desta vez relacionada ao suposto envolvimento em um aporte financeiro do RioPrevidência ao Banco Master. A investigação, que já estava em andamento, foca em um investimento considerado “temerário” dos recursos dos aposentados em um banco que estaria prestes a falir, contrariando pareceres do Tribunal de Contas e da Procuradoria do Estado.
O advogado Vinicius Figueiredo, professor de Direito Constitucional, destacou em entrevista ao canal TV GGN, no Youtube, que embora não tenha havido pedido de prisão preventiva ou temporária para Castro, a operação da PF resultou na apreensão de diversos materiais eletrônicos, incluindo oito celulares. Figueiredo explicou que a Polícia Federal possui expertise para extrair dados desses dispositivos, que podem compor novas provas para a investigação. Ele ressaltou que, mesmo que não se configure um crime, a gestão temerária de recursos públicos pode acarretar responsabilização por improbidade administrativa.
A delação de Daniel Vorcaro surge como um elemento crucial para o ressarcimento dos prejuízos. Inicialmente rejeitada, a delação está sendo renegociada para um valor de R$ 60 bilhões, que, se homologado, poderia retornar aos cofres do Rio Previdência, evitando perdas para aposentados e pensionistas. Figueiredo mencionou que o Banco Master, apesar de ser uma instituição pequena no sistema financeiro nacional, chamou a atenção dos órgãos de fiscalização devido à sua teia de ligações com entidades públicas.
A situação do Banco Master não se restringe ao Rio de Janeiro, afetando diversos municípios e entidades federativas que investiram seus fundos de previdência na instituição. A questão da responsabilização do Banco Central também foi levantada, com a possibilidade de que diretores da instituição sejam responsabilizados por omissão ou erro de fiscalização. No entanto, o foco principal do ressarcimento recai sobre o patrimônio do Banco Master, que, apesar de grande, possui baixa liquidez devido à predominância de imóveis.
Além do caso Banco Master, Cláudio Castro enfrenta outras investigações, como o caso Refit (sonegação de ICMS) e o envolvimento com o caso TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Figueiredo apontou que a probabilidade de Castro ter mais problemas com a justiça pode comprometer sua candidatura e impactar a campanha bolsonarista no Rio de Janeiro.
A entrevista foi concedida aos jornalistas Lourdes Nassif e Icaro Brum, na noite de terça (26), durante o programa TV GGN 20 Horas, no Youtube. Assista abaixo:
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WRamos
28 de maio de 2026 1:36 pmNão parece possível esperar indenizaçao na ordem de 60 bilhões pela delação de Vorcaro. O dinheiro desviado foi quase todo gasto com sua imensa rede de malandros e o que ele pegou está muito bem escondido nos subterrâneos das finanças internacionais. Na proposta que ele apresenta, pede para manter o Master operando sob seu comando. Ou seja, precisa ter sua arapuca funcioando para roubar mais dinheiro com que possa pagar o combinado na delação.