10 de junho de 2026

Esposa de Chomsky desmente ligação de Lula com Epstein; Glenn Greenwald recua

Valéria Chomsky nega que o filósofo tenha intermediado contato durante visita na prisão, desfazendo narrativa impulsionada por jornalista
Valeria Chomsky e Noam Chomsky. | Foto: Reprodução

▸ Valéria Chomsky desmente suposta ligação entre Lula e Epstein, afirmando que nunca houve contato intermediado por Noam Chomsky.

▸ Glenn Greenwald recua após publicação da nota de Valéria, admitindo erro ao associar Lula a Epstein sem checagem prévia.

▸ E-mails de Epstein pressionam figuras públicas nos EUA, incluindo Trump, que nega envolvimento.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A controvérsia sobre uma suposta ligação entre o presidente Lula (PT) e o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, foi desmantelada pela declaração categórica de Valéria Chomsky, esposa do filósofo americano Noam Chomsky. Em nota, divulgada nesta sexta-feira (14), ela nega veementemente que seu marido tenha intermediado o contato entre o petista e Epstein em 2018, período em que político estava preso em Curitiba, no Paraná.

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A alegação de contato surgiu de um e-mail atribuído a Epstein e tornado público pelo Congresso dos Estados Unidos. Na mensagem, o empresário norte-americano escreveu a frase enigmática: “Chomsky me ligou com Lula. Da prisão. Que mundo”. A afirmação, sem qualquer corroboração, foi suficiente para alimentar uma onda de desinformação, inicialmente impulsionada pelo jornalista norte-americano Glenn Greenwald.

O desmentido formal

Valéria Chomsky, que é brasileira, classificou as alegações como “infundadas e mentirosas“. Ela afirmou ter acompanhado o marido na visita a Lula, então detido na Superintendência da Polícia Federal, e ressaltou as regras rigorosas de segurança do local.

“Na qualidade de esposa de Noam Chomsky, participei com ele da visita, em 20 de setembro de 2018, ao presidente Lula na prisão. Esclareço que tivemos de deixar os aparelhos celulares na recepção e fomos revistados pela Polícia Federal antes de iniciar a visita“, detalhou. Valéria acrescentou ter estado presente durante todo o encontro, atuando como intérprete.

A conclusão é direta: “Qualquer alegação de que teria havido um telefonema, durante a visita ou em qualquer outra ocasião, entre o presidente Lula e qualquer interlocutor – intermediado por Noam Chomsky – é infundada e mentirosa“.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) também negou a versão, afirmando que a citada ligação telefônica “nunca aconteceu”.

Valéria informou ainda que seu marido está impossibilitado de se manifestar sobre o episódio, pois se recupera de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2023.

O recuo de Greenwald

A publicação da nota de Valéria no perfil de Glenn Greenwald também representa um recuo para o próprio jornalista. Ele havia dado um papel central na disseminação inicial da alegação. Greenwald havia relatado em uma postagem no X (antigo Twitter) que o linguista teria telefonado para Epstein de dentro da carceragem, baseando-se apenas no e-mail isolado do criminoso sexual.

A postagem de Greenwald, feita sem checagem prévia com a família Chomsky, serviu como chancela para perfis e sites alinhados à direita, que usaram a frase de Epstein como munição política, associando Lula ao financista.

O caso Epstein nos EUA

A divulgação dos e-mails faz parte da liberação de documentos pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA. O conteúdo reacende controvérsias e pressiona figuras públicas, incluindo o próprio presidente Donald Trump, que foi amigo de Epstein por cerca de duas décadas.

Documentos indicam que Epstein teria insinuado ser “o único capaz de derrubar Trump“, alegando que o republicano sabia de sua conduta criminosa. Trump, que nega envolvimento, diz ter rompido com Epstein em meados dos anos 2000.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    17 de novembro de 2025 8:32 am

    O Trump amarelou e agora não é mais contrário à publicação dos arquivos do Epstein, sob os argumentos de que não tem nada a esconder e de que se os Democratas tivessem provas contra ele, os Democratas as teriam publicado no período eleitoral.

    Se atualmente ele é favorável à publicação dos arquivos por não ter nada a esconder, antes, quando ele era contrário à publicação dos mencionados arquivos, ele tinha algo a esconder?

    Acho que o Trump chickened out em relação aos arquivos do seu antigo parceiro por causa da referência que o Epstein faz ao Lula. Então o Trump e seu entorno concluem que, como o Epstein mentiu em relação ao Lula, também está mentindo sobre ele. Uma vez flamengo, sempre mentiroso. Mas a pessoa mentir uma vez não significa que ela mentirá sempre. O Lula nunca se encontrou com o Epstein, ao contrário, do Trump.

    Cão que ladra não morde. Trump não latiu.

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