11 de junho de 2026

Estado tem de garantir direito à universidade, afirma Lula

Ao lado de ministros, presidente lança novo campus da Unifesp e campus Cidade Tiradentes do Instituto Federal de São Paulo (IFSP)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Campus Cidade Tiradentes do Instituto Federal de São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os investimentos em educação vão ajudar o Brasil a alcançar o objetivo de tornar o Brasil um país menos desigual, a partir da igualdade de oportunidades para os filhos de pobres e ricos do país, segundo afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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“Eu só ficarei sossegado o dia que a gente tiver um país em que as crianças disputem uma vaga na universidade, não pelo berço que nasceram, não pelo hospital que nasceram, o Estado tem que garantir à filha mais humilde de uma empregada doméstica o direito de entrar na universidade que vai estudar o filho da patroa”, afirmou o presidente, durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do campus Cidade Tiradentes do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

Em junho, o governo federal divulgou o investimento de R$ 5,5 bilhões para a consolidação e expansão das universidades e dos hospitais universitários federai como parte do Novo PAC.

O montante será dirigido à criação de dez novos campus universitários, espalhados pelas cinco regiões do País, e a melhorias na infraestrutura de todas as 69 universidades federais. Além disso, será repassado R$ 1,75 bilhão para realização de obras em 31 hospitais universitários da Ebserh, sendo oito novos.  

Novos cursos e novos campi

A implantação do Campus Zona Leste da Unifesp prevê a criação de quatro novos cursos de graduação (Arquitetura e Urbanismo; Administração Pública; Engenharia Civil e Engenharia Ambiental e Sanitária), que podem beneficiar até 2.760 novos estudantes.

Além disso, outros 240 alunos correspondentes às vagas vigentes nos cursos de Geografia (Bacharelado e Licenciatura) também poderão usufruir das instalações.

Já o novo hospital universitário terá 32 mil metros quadrados de área construída e contará com 350 leitos. A obra terá um investimento de R$ 157 milhões do Novo PAC. As conversas sobre aporte e o novo projeto são feitas entre a universidade e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A iniciativa ampliará a capacidade de atendimento médico hospitalar na região Sul de São Paulo, além de fortalecer a formação e capacitação médica e multiprofissional.

Quanto à expansão do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), serão criados 12 novos campi, sendo os dois já citados de São Paulo (Cidade Tiradentes e Jardim Ângela) e os demais distribuídos nas cidades de Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; e Mauá.

A meta é gerar 16,8 mil vagas de educação profissional e tecnológica, com um investimento de R$ 300 milhões. Cada unidade tem investimento estimado de R$ 25 milhões, sendo R$ 15 milhões para infraestrutura e R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. Cada campus terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes, majoritariamente em cursos técnicos integrados ao ensino médio.

Com a expansão do IFSP para o bairro Jardim Ângela, os investimentos federais devem chegar a R$ 939 milhões para expansão e consolidação das universidades e dos institutos federais presentes em 40 municípios paulistas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Grevista

    29 de junho de 2024 10:21 pm

    O dinheiro para os novo campi? Vem do reajuste negado aos docentes e TAs. Ao final de 26 teremos acumulada uma defasagem salarial de 20%. Mas se a PRF exigir, ele aceita e paga novo reajuste a eles. Na atual situação já há desistência de concursados para assumir vagas, quando se dão conta dos salários pagos.

  2. evandro condé

    30 de junho de 2024 7:47 am

    Infelizmente Lula ligou o automático: terminou ensino médio o caminho natural é o ensino superior.
    Uma olhada a quantas anda o ensino médio já implicaria numa fala diferente.E quais cursos de ensino superior a tchurma vai atrás com a formação que está tendo? Bem, se for olhar para os concursos públicos, com certeza advocacia será o canal.
    Se for olhar para o mercado de trabalho, o ensino de matemática e ciências vai ter de melhorar muito para atrair os meninos para cursos duros

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