O deputado estadual Renato Freitas (PT) afirmou, em entrevista exclusiva ao GGN, que está ciente de ter “colecionado inimigos” no Paraná e que acredita que está “sob a mira de poderosos neste momento”.
Na conversa com Luis Nassif, transmitida pelo canal TVGGN, no Youtube, Freitas contou em primeira mão ter descoberto, através de fontes seguras, que ele vem sendo monitorado pelo sistema de inteligência do governo do Paraná.
“Aqui em Curitiba tem um programa chamado Muralha Digital. São milhares de câmeras de reconhecimento facial instaladas pela cidade. Eu sabia que, desde uns 6 anos atrás, por conta da minha participação em greves pela educação e protestos contra violência policial, eu sou investigado. O que soube agora é que este programa agora alerta quando aparece meu nome em alguma câmera; os monitores são obrigados a fazer relatórios de onde eu estava, quanto tempo fiquei e com quem estava”, disparou o parlamentar.
Para endossar a suspeita de que está sendo espionado pelas forças de segurança do Estado, Freitas relatou que denunciou dentro da Assembleia Legislativa do Paraná que ele percebeu que estava sendo seguido por policiais. “Eles reconheceram e retiraram o policial que eu descobri que estava sendo seguido, mas devem ter outros. Eu estou sendo monitorado. É quase um Show de Truman”, contou o petista.
Segundo o parlamentar, o cerco começou a fechar ainda mais depois que ele passou a enfrentar o ex-presidente da Alep, Ademar Traiano. Freitas trouxe à tona um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Parabá, publicado também pelo site G1. O portal afirmou que o acordo envolvia a confissão de Traiano, de que ele teria extorquido um empresário do Paraná.
Por dar ainda mais destaque ao caso, Freitas passou a ser alvo de ações protocoladas no Conselho de Ética e, mais recentemente, de uma investida do próprio MP.
“O Ministério Público está promovendo uma devassa na minha vida. Uma investigação inquisitorial. Todas as pessoas que já trabalharam comigo, eles levaram para depor de ofício, tentando achar alguma rachadinha no gabinete ou qualquer coisa contra mim”, disse Freitas.
Para a jovem liderança petista que já enfrentou um processo de cassação na Câmara de Curitiba, passou a enfrentar deputados estaduais suspeitos de corrupção, e agora está às voltas com a Procuradoria, os sinais indicam que “MP e Judiciário estão em conluio com presidente da Assembleia” para retaliá-lo. Freitas afirma ainda que, com ajuda da Alep, o MP ganhou 500 cargos comissionados, com salários entre 10 mil e 15 mil reais, nos últimos tempos.
Assista a entrevista completa abaixo:
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