5 de junho de 2026

Falso coronel em base aérea gera alerta a militares, por Marcelo Auler

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Base Aérea de São Paulo e o falso coronel

Do blog de Marcelo Auler

Marcelo Auler

Um dia antes da Câmara Federal aprovar a Lei Anti-Terrorismo, o ingresso de um falso oficial na Base Aérea de São Paulo (BASP), na manhã de terça-feira, (23/02), muito interessado em visitar o paiol de armas e munições, gerou um estranho alerta, feito por um oficial da própria base, no qual falou de “ameaças que o militares estariam recebendo”. Conforme o oficial da base transmitiu a seus colegas de farda, as ameaças, detectadas por agentes dos serviços de informação das Forças Armadas e da própria Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, “são reais, para esse ano. Para durante as Olimpíadas, principalmente”. No alerta, ele chama a atenção daqueles que andam fardados ou possuam nos carros selo de identificação para “não ficar dando mole, porque a coisa não está brincadeira não”.

O aviso do oficial FAB foi reproduzido por um militar de outra arma em uma rede de WhatsApp o que demonstra que ele não foi repassado apenas à Força Aérea. Na sua fala, a que o blog teve acesso, o oficial fez referência à realização de “um estágio aqui no Comando Militar do Sudeste (CMSE)” – o comando Exército localizado em São Paulo -, ocorrido na semana passada, sem entrar em detalhes do que se tratou, mas nitidamente relacionado às ameaças. Segundo um especialista nos admitiu, são treinamentos contra terrorismo pelas forças de segurança, incluindo as Forças Armadas.

O falso tenente coronel que identificou-se como Luis Antonio Morgon Filho.  Foto reprodução do site montedon.com

O falso tenente coronel que identificou-se como Luiz Antônio Morgon Filho. Foto reprodução do site montedon.com

No áudio retransmitidos na rede WhatsApp o oficial finaliza seu recado com o alerta:

“Isso (a entrada do falso militar no quartel) acende uma luz de alerta. Claro, deixa todo mundo ligado, porque as ameaças que estamos recebendo – teve até um estágio aqui no Comando Militar do Sudeste, na semana passada -, as ameaças que estão sendo levantadas pelos agentes de Segunda Seção (setor de inteligência dos quartéis), pela ABIN são reais, para esse ano. Para durante as Olimpíadas, principalmente. Então, fica o alerta, inclusive para as demais bases aí, para todos nós que tiramos Oscar Delta (Oficiais de Dia), para todos nós que somos brasileiros e estamos andando por aí de farda, com selo de identificação no carro, para não ficar dando mole, porque a coisa não está brincadeira não”.  

O alerta pode soar exagerado aos ouvidos de um leigo mas, no entendimento de um civil especialista em segurança, que também atua paralelamente nos preparativos dos Jogos Olímpicos, “ele é o procedimento adequado para um ano de potenciais ameaças face às Olimpíadas no Brasil. Ao elevar o grau de risco terrorista em nosso País, até ocorrências antes banais agora devem ser consideradas e checadas. No caso, o importante é prevenir. As ocorrências do falso Oficial demonstra necessidade de ajustes na segurança de instalações militares.”

Consultada por e-mail, inclusive sobre as supostas ameaças narradas pelo oficial da Aeronáutica, a  assessoria de imprensa da FAB não se pronunciou sobre o alerta.

Apenas confirmou que “um homem foi preso na manha desta terça-feira (23/02) na Base Aérea São Paulo (BASP) após tentar se passar por militar, apresentando identidade falsa e trajando uniforme da Aeronáutica.

O suspeito está detido na BASP à disposição da Justiça Militar e pode ser denunciado pelos crimes de “uso de documento falso”, “ingresso clandestino” e “uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar”.

O preso foi identificado como Luiz Antônio Morgon Filho no site montedo.blogspot.com.br, especializado em notícias militares. O blog reproduz também a foto do falso oficial preso e a  falsa identificação na qual ele aparece como um  coronel. Não esclareceram, porém, que Morgon Filho já trabalhou na Força Aérea.

Leia mais e ouça o áudio aqui

 

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13 Comentários
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  1. Álvaro Noites

    25 de fevereiro de 2016 6:16 pm

    O suposto invasor, ou um

    O suposto invasor, ou um homônimo, está envolvido em um processo judicial em Maringá-PR (protocolo 2015/350904), movido por Acrílicos Maringá Ltda. contra MAC Morgon Industria e Comércio Ltda.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de fevereiro de 2016 6:53 pm

    Um nóia brincando de militar
    Um nóia brincando de militar assustou os verdadeiros militares. Estamos mal de militares e bem de nóias.

  3. peregrino

    25 de fevereiro de 2016 8:17 pm

    só rindo mesmo…

    muitos aqui no RJ, antigos informantes civis que trabalhavam na Telerj, também adoram se passar por coronéis

    já vi 2, alegando serem de “outra arma” e botando maior banca lá no HFAG

    o cara tá errado, tá no hospital errado, mas, pasmem, muitos acreditam e respeitam

    maior zona aquilo lá

  4. era republicana

    25 de fevereiro de 2016 8:41 pm

    terrorismo abriu o placar;;;

    terrorismo abriu o placar;;;

  5. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    25 de fevereiro de 2016 8:43 pm

    Que grande bobagem!

    Só quem não conhece nada da institucionalidade militar é capaz de levantar preocupações com esse tipo de caso anedótico.

    É até possível que um falso oficial entre em uma unidade militar dizendo que vai conversar com algum oficial conhecido. Daí que ele demonstre interesse pelo conhecimento de pontos sensíveis e seja atendido na sua curiosidade (apenas pelas suas insígnias) vai uma distância abissal.

    Para que alguém seja atendido nesse tipo de interesse é preciso que o estritamente pessoal se transforme em funcional. Para isso é preciso previamente transitar mensagens, ofícios, memorandos… Ou seja, impossível acontecer.

    Passear é uma coisa. Ir além do passeio é outra completamente diferente.

    Se alguém quiser fazer um exercício prático, sugiro entrar, por exemplo, na área da Marinha do 1º Distrito Naval, no centro do Rio. É (quase) tudo aberto para qualquer um durante o horário comercial. Todas as áreas externas são acessíveis, inclusive as vias de acesso à Ilha das Cobras, até o Arsenal de Marinha. Se alguém quiser ir passear pelo pier até a Ilha Fiscal, que vá! Só que para ir mais além do óbvio… aí começam as dificuldades.

    Nessa área, eu soube de pelo menos um caso significativo em que um grupo criminoso tentou infiltrar uma “força tarefa” para tentar assaltar um paiol de armamento de uma das unidades locais (imaginem se num lugar como o Rio isso não poderia acontecer!…). Foram rapidamente desbaratados e detidos. Não sei se algum ficou vivo pra contar história, porque essas coisas passam longe dos olhos e ouvidos da população em geral. (E isso explica muito de por quê, logo num lugar como o Rio, esse tipo de coisa praticamente nunca aconteça — ao menos sem que tenha alguém de dentro no esquema).

    Moral da história: que ninguém confunda aparências e pessoalidades com institucionalidade, porque as diferenças são enormes.

    E que ninguém confunda fachada com interiores, porque as diferenças também são enormes. Afinal, vivemos em um país naturalmente selvagem. Só os tolos não sabem disso.

    1. junior50

      26 de fevereiro de 2016 12:08 am

      Bobagem mesmo

        O cara parou no “Oficial de Dia ” ( um Major ), nem mesmo chegou a entrar nas dependencias da BASP, só depois conseguiu – preso e colocado a disposição da Justiça.

      1. Ivan de Union

        26 de fevereiro de 2016 2:33 am

        Vai ver a BABAH dele apareceu

        Vai ver a BABAH dele apareceu com um bolo de chocolate pro Cadete Nogueira e ele ficou traumatizado pro resto da vida!!

        (Cadete Nogueira era sempre o Oficial Do Dia!)

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=SIPy787ylnk%5D

    2. -Charlie-

      26 de fevereiro de 2016 1:12 am

      “Só quem não conhece nada da

      “Só quem não conhece nada da institucionalidade militar (…)”

      O PT e seus militantes não conhecem absolutamente nada da institucionalidade militar, jurídica ou policial… Por isso só fazem bobagem, metem os pés pelas mãos e cavam a própria cova.

      A última do partido agora é defender a “carreira única” nas polícias civil e federal, a pretexto de “democratizá-las” (como se o ingresso em cada cargo já não fosse feito por concurso público).

      Só que hoje a autoridade presidente de uma investigação é o Delegado Federal ou da Civil, que, bem ou mal, é subordinado hierarquicamente ao Presidente da República ou ao Governador. 

      Com a “carreira única”, extingue-se o Delegado e adivinhem QUEM comandará TODAS as investigações…?

      O MINISTÉRIO PÚBLICO, que não é subordinado a ninguém no Brasil (em outros países é subordinado ao Executivo, ao Judiciário etc), não é eleito, não presta contas. 

      O MPF está fomentando nos bastidores uma campanha suja pela “carreira única” (suja como a que fizeram contra a PEC 37), para que eles (procuradores) abocanhem mais esse naco de poder, sem serem controlados por quem quer que seja.

      E o PT já botou até na “Carta de Salvador” que apóia isso…

      Chapéu de otário é marreta….. 

      1. MBTMelo

        26 de fevereiro de 2016 3:09 pm

        Corporativismo de dispensáveis.

        Corporativismo de dispensáveis.

        Esse é o nome desse mimimi do delegado charlie, em defesa de seus privilégios. Talvez o delegado possa nos explicar porque nas melhores polícias do mundo usa-se a carreira única, com o policial mais experiente e preparado assumindo a chefia, ao contrário dessa nossa jabuticaba, onde um bacharel em direito (ou tudólogo), faz concurso para chefe e vai comandar policiais realmente experientes, ou chefiar setores de administração, logística, comunicação, inteligência, canil, dentre tantas outras que demandam conhecimento especializado, portando apenas seu diploma em tudologia.

        Além do Brasil, quais outros países tem a figura do delegado? Temos uma das piores estatísticas de solução de crimes do mundo, uma polícia ineficiente e burocratizada, mas os delegados estão mais preocupados em serem chamados de excelências do que com a população. A polícia precisa de policiais, não de um despachante jurídico deslumbrado, mendigando holofotes na imprensa. A dor de cotovelo com a fama do controverso agente japonês já diz tudo.

        Pelo visto o cotovelo ainda dói, depois da PEC 37.

  6. Frederico69

    25 de fevereiro de 2016 10:09 pm

    entrou com documento falso no quartel??

    estamos bem arranjados de milicos.

    vão deixar também o morinho detonar a licitação dos jatos?

  7. edsontadeu

    25 de fevereiro de 2016 10:40 pm

     o  cara  ja  trabalhou na

     o  cara  ja  trabalhou na força  aerea, geralmente  o  sujeito que  viveu uma  vida  dando e  recebendo ordens, fica paranoico .  Aqui mesmo  tivemos um  oficial  da policia militar  que  depois  de reformado   deu  para  pegar o  apito  e  ir  para o  transito levou  um bom  periodo  depois  sumiu,  acho que  colocaram o  pobre  no azilo.  É  dificil depois de  servir  varios  anos  voce ficar  em casa como  um  inutil. olhe o  que  estou dizendo. 

  8. Ivan de Union

    26 de fevereiro de 2016 12:26 am

    Num dia, o senado lanca a

    Num dia, o senado lanca a “novidade” da lei que entrega as petroleiras pros Estados Unidos.

    No outro, entra uma “lei anti terrorismo” em acao.

    No outro, um  MI LI TARm  aparece fazendo perguntas claramente terroristas.

    Eu disse, eu disse.

    Nao podia dar outra.

    Seu futuro eh o terrorismo, Brasil.  O de direita.

  9. Carlos Alberto Freitas Lima

    26 de fevereiro de 2016 11:54 am

    JÁ DEVIA SER ASSIM, ALERTA O TEMPO TODO OU NÃO?

    São pagos para ficarem em alerta o tempo todo, o titulo é meio estranho, meio não inteiramente estranho. Soldado cochilando não haveria razão de ser.

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