O início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva agrada à maioria dos brasileiros, de acordo com os resultados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta terça-feira (14). Dos 2.016 entrevistados, 40% classificaram a nova gestão como positiva, 24% disseram ser regular, 20% desaprovam o mandato e 16% não sabem ou não responderam.
A pesquisa mostra ainda que os entrevistados estão otimistas em relação à administração de Lula, pois 60% deles acreditam que o presidente será melhor do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
O Nordeste, onde Lula teve as porcentagens mais expressivas de votos na última disputa presidencial, segue um reduto eleitoral. Lá, 62% dos entrevistados têm uma avaliação positiva sobre os 45 primeiros dias de governo. Já a região em que o chefe do executivo mantém o maior índice de reprovação é o Centro-Oeste, em que 25% desaprovam o mandato e apenas 29% o consideram positivo – menor índice de aprovação registrado em todas as regiões.
Perfil
A pesquisa mostra que os brasileiros que mais sofreram com a política de exclusão de Bolsonaro são os que mais aprovam o governo Lula 3, ainda que este esteja no início. Entre as mulheres – que “devem ganhar menos porque engravidam”, segundo Bolsonaro, a taxa de aprovação de Lula é de 44%. Entre os homens, 37%. Em relação à faixa etária, a aprovação oscila entre 38% e 41%.
Em relação à escolaridade, 49% dos entrevistados que têm até o ensino fundamental são favoráveis ao novo governo. Já os que possuem ensino superior se dividem entre 39% de avaliações positivas e 25% de rejeição.
Lula tem boa avaliação ainda entre os brasileiros que ganham até dois salários mínimos: 47% são simpáticos à nova gestão – provavelmente porque Lula e sua equipe ministerial reiteraram diversas vezes que os mais pobres são a prioridade deste governo. Simone Tebet (MDB), que chefia a pasta de Planejamento, reforçou o compromisso com este perfil em evento da Amcham na última segunda-feira (13). Lula, nesta terça, reinseriu as famílias de baixa renda no programa Minha Casa, Minha Vida.
Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o índice cai para 35%.
Confira a pesquisa na íntegra:
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