22 de junho de 2026

Governo projeta menor índice de pobreza da história do Brasil em 2025

Wellington Dias afirma que retomada e aperfeiçoamento das políticas sociais colocam o país em novo patamar social
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasil deve encerrar 2025 com os menores índices de pobreza, extrema pobreza e desigualdade da história, diz ministro.
Bolsa Família reformulado atende 18 milhões de lares, integrando saúde e educação para superar a pobreza.
Brasil sai novamente do Mapa da Fome da ONU em 2025, com impacto global e redução significativa da fome.

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O Brasil caminha para encerrar 2025 com os menores índices de pobreza, extrema pobreza e desigualdade de renda de sua história, segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

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Em entrevista à Voz do Brasil, o ministro afirmou que os resultados são fruto da retomada e do aperfeiçoamento das políticas sociais a partir de 2023, sob a coordenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Dias, o país não apenas recuperou conquistas interrompidas após 2016, como avançou em ritmo mais acelerado. “Em apenas dois anos, tiramos mais de 30 milhões de pessoas do mapa da fome, segundo os levantamentos da FAO. Foi a maior contribuição para a redução da fome no mundo”, afirmou.

O ministro relembrou que o Brasil havia sido retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, mas voltou à lista anos depois, quando cerca de 33 milhões de pessoas passaram a viver em situação de pobreza e extrema pobreza. Em 2024, o índice de subnutrição ficou em 1,7% da população, e a expectativa para 2025 é encerrar o ano abaixo de 1%, segundo dados da FAO.

Bolsa Família e integração de políticas

Wellington Dias destacou que a redução da pobreza está diretamente associada ao novo Bolsa Família, que passou por reformulações. Atualmente, o programa atende mais de 18 milhões de lares e garante um valor médio em torno de R$ 230 por pessoa da família, além de estar integrado às áreas de saúde e educação.

“O Bolsa Família não é só transferência de renda. Ele garante nutrição adequada, acompanhamento em saúde e permanência na escola. Entrou uma vez, só sai para cima”, explicou o ministro. Diferentemente do modelo anterior, famílias que conseguem emprego ou abrem pequenos negócios não perdem automaticamente o benefício, saindo do programa apenas quando superam a condição de pobreza.

Os efeitos dessa estratégia aparecem nos dados educacionais e sociais. Segundo o ministro, cerca de 3 milhões de jovens que tinham entre 15 e 17 anos em 2014 superaram a pobreza, com grande parte concluindo o ensino técnico ou superior. Em uma década, sete em cada dez adolescentes deixaram o Bolsa Família por melhoria de renda.

Brasil fora do Mapa da Fome e impacto global

Em 2025, o Brasil foi oficialmente retirado novamente do Mapa da Fome da ONU, resultado que, segundo Dias, tem relevância internacional. “Quando o país toma decisões erradas, a situação piora. Quando retoma políticas eficientes, os resultados aparecem rapidamente”, afirmou.

O ministro também ressaltou o papel do Brasil no cenário global, especialmente após a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo país durante a presidência brasileira do G20. A iniciativa reúne mais de 200 membros e busca acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que preveem a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2030.

Dados da FAO indicam que, em 2024, 62 milhões de pessoas saíram da fome no mundo, sendo 24,4 milhões no Brasil, evidenciando o peso das políticas adotadas no país.

Perspectivas

Segundo Wellington Dias, o Brasil já alcançou 4,4% de pessoas em extrema pobreza, o menor patamar da série histórica, e deve reduzir ainda mais esses índices em 2025. Na visão do ministro, 2026 tende a ser um período de consolidação dos avanços econômicos e sociais, com impactos positivos também nas áreas de saúde, educação e segurança pública. “Com trabalho integrado, 2026 será um ano de grandes vitórias para o social”, concluiu.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Carlos

    1 de janeiro de 2026 7:03 am

    O Garotinho, ex gov do RJ, retransmitiu úma denúncia que um veículo da prefeitura de Cabo frio teria deixado na surdina moradores em situação de rua em Marica. Segundo a denúncia original, estas pessoas foram deixadas sem água ou comida e teriam sido alimentadas num primeiro momento com biscoitos pelo denunciante inicial.
    Tal denúncia ainda pendente da necessária confirmação, vale informar.
    Mas como o prefeito de Cabo Frio é de direita (no caso PL, pra variar né?) a coisa é crivel. Afinal, assim agem costumeiramente cidades de alguns estados do sul que tem no executivo politicos de extrema direita e outros proto primatas que isolam, não acolhem, os menos favorecidos.
    Parabéns Lula, por políticas que reduzam a pobreza como um todo. Contudo uma ressalva; que sejam consistentes, sustentáveis, mas priorizadas pois “quem tem fome tem pressa”

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