21 de maio de 2026

Haddad mostra otimismo com proposta de cooperação com EUA

Ministro anuncia canal direto com Washington para rastrear armas e lavagem de dinheiro e vê “grande abertura” do governo americano
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro Haddad discute cooperação Brasil-EUA para combater crime organizado e tráfico de armas. Proposta inclui canal rápido para notificação de cargas suspeitas e investigação conjunta. Brasil compartilhou dados sobre fundos suspeitos ligados ao crime, com operações nos EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mostrou-se “otimista” com a proposta de cooperação permanente entre Brasil e Estados Unidos para o combate ao crime organizado — incluindo lavagem de dinheiro e tráfico de armas com alcance internacional.

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Haddad se reuniu com o encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, e afirmou que saiu da conversa animado com a possibilidade de concretizar um “canal célere” de comunicação entre os países.

A ideia é que autoridades americanas possam ser notificadas sempre que chegarem ao Brasil cargas suspeitas — como peças de fuzil ou armas — e que se apure a origem, o exportador e o destino dessas remessas.

Além disso, Haddad informou ter compartilhado com os EUA detalhes de investigações envolvendo fundos de investimento suspeitos de financiar o crime organizado, com parte desses fundos operando a partir do território norte-americano — especialmente no estado de Delaware.

Evasão, lavagem e armas de um lado; oferta de cooperação do outro

A iniciativa de cooperação bilateral ocorre em meio a operações recentes no Brasil que revelaram esquemas complexos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o crime organizado e empresas dissidentes.

Investigações apontaram uso de empresas sediadas nos EUA para movimentar recursos ilícitos, além da suspeita de que armas e peças de fuzis sejam exportadas dos EUA e entrem ilegalmente no país.

Para Haddad, o Brasil precisa ir além de acordos formais — “não adianta só uma política de boa vizinhança”, afirmou —, propondo que a cooperação seja eficaz e gere resultados concretos.

O que resta observar até 2026

  • Se os EUA de fato formalizarem o canal proposto — com envio de documentação, cooperação aduaneira, rastreamento financeiro e troca de informações — como promete a embaixada.
  • Se a cooperação será suficiente para atingir as estruturas internacionais de lavagem de dinheiro e de fornecimento de armas.
  • A reação das facções criminosas e dos grupos atingidos — e quais medidas internas o Brasil adotará para assegurar que o acordo produza resultados concretos.
  • Como esse movimento de segurança internacional impactará o clima econômico e político local: com possível aumento da pressão por fiscalização, repressão e medidas duras contra evasão e contrabando.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. emerson57

    6 de dezembro de 2025 9:09 am

    Canal célere para o que?
    Para os eua avisarem que fomos taxados unilateralmente?
    Melhor negociar com os BRICS !

  2. emerson57

    7 de dezembro de 2025 6:08 pm

    Grande acordo!
    Os EUA darão guarida aos bandidos brasileiros procurados pela justiça.
    Gente do tipo hamagem e bananinha.
    E proibirão a entrada de ministros não evangélicos em território estadunidense.

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