Da Folha
Casos de estupro provocam queda de 25% no turismo na Índia
Os casos de estupro na Índia impactam o fluxo de turistas estrangeiros no país. Segundo um estudo da Associação Indiana de Câmaras de Indústria e Comércio do país, divulgado na noite do último domingo (31), três meses após as denúncias de ataques sexuais contra mulheres houve uma redução de 25% no número de pessoas que visitaram o país. Entre as mulheres a diminuição é ainda maior: 35% delas desistiram de viajar.
O estudo foi realizado com 1.200 operadores de turismo em todo o país, e constatou que a preocupação com a segurança das viajantes também influenciou o modo como os turistas veem a Índia. Pelo menos 72% dos participantes da pesquisa registraram cancelamentos, principalmente de mulheres, a maioria delas de países como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália. A maioria dos turistas optou por viajar para outros países asiáticos como Malásia, Tailândia, Vietnã e Indonésia.
O período entre novembro e março é considerado alta temporada para o turismo na Índia. Segundo o Ministério de Turismo indiano, pelo menos 6,6 milhões de pessoas visitaram o país no ano passado, gerando um lucro de mais de US$ 17 bilhões.
A morte de uma jovem indiana, causada por um estupro coletivo no centro da capital do país, Nova Déli, em dezembro, chocou o país até então acostumado com a violência sexual. O incidente motivou protestos nas ruas por mais segurança para as mulheres e leis mais duras contra os autores dos crimes.
Outros dois ataques contra estrangeiras também despertaram preocupação. No mês passado, uma turista suíça foi estuprada por um grupo de homens enquanto acampava com o marido numa floresta na região central do país. No segundo incidente, uma jovem britânica disse que foi obrigada a pular de uma janela do hotel em que estava hospedada para evitar um ataque sexual em Agra, cidade famosa pelo Taj Mahal.
Deixe um comentário