5 de junho de 2026

Investigadores encontram pelo PIX financiadores do golpe; um é preso nesta segunda

O PIX foi o principal meio de financiamento das manifestações antidemocráticos de extrema-direita. Um bombeiro foi preso hoje
Marcelo Camargo - Agência Brasil

O PIX, esbanjado por Jair Bolsonaro como uma facilidade financeira criada pelo seu governo, foi o principal meio de financiamento das manifestações antidemocráticos de extrema-direita, dos acampamentos bolsonaristas e da invasão aos Três Poderes. Agora, o mesmo PIX está sendo rastreado para identificar os principais organizadores da tentativa de golpe.

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“Estamos com uma linha segura de investigação consistente justamente no rastreamento das movimentações financeiras realizadas através do PIX”, narrou um dos investigadores, de alto escalão da Polícia Federal, à reportagem da Reuters, sob anonimato.

É o PIX que permitiu as autoridades chegarem a nomes dos financiadores dos transportes e locomoção, alimentação e outros custos para milhares de bolsonaristas invadirem o Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal.

Até agora, 1.398 invasores foram detidos pela Polícia Militar e Polícia Federal. O grupo dos participantes, contudo, não é o mesmo dos financiadores. Outra lista de 52 pessoas e 7 empresas, presos na semana passada, entregou os financiadores dos transportes das diferentes regiões do Brasil à capital.

Bombeiro preso

Com o avanço das investigações, aos poucos, a PF começa a prender outras pessoas, acusadas de patrocinar e também de serem as cabeças do ato. Nesta segunda-feira (16), três deles alvos de mandados de prisão.

Um dos três alvos foi o bombeiro militar do Rio de Janeiro, subtenente Roberto Henrique de Souza Júnior, preso em sua casa, em Campos dos Goytacazes. A corporação dos bombeiros informou, em nota, que repudia “veementemente quaisquer atos que ameacem o Estado Democrático de Direito” e que irá instaurar um inquérito contra o acusado.

Ele foi levado ao Grupamento Especial Prisional, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, e ficará à disposição da Justiça e dos investigadores. Outras duas pessoas também seriam presas hoje, mas ainda não foram encontradas.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. Flavio Emieni

    16 de janeiro de 2023 2:32 pm

    Pois é, mas só a raia miúda usa Pix. Os grandes financiadores, os bilionários patrocinadores do golpe, esses são mais subterrâneos e dissimulados. É preciso ir atrás e prender essa turma da bufunfa graúda. Para que nunca mais se repita a barbárie. Pelo menos, essa barbárie.

  2. Almeid

    16 de janeiro de 2023 9:15 pm

    Eu quero saber do levantamento na Anvisa de liberação de tóxico. E, em outros órgãos reguladores. O trabalho é “ercurio” e outros.

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