5 de junho de 2026

Juiz impede governo Macri de mudar órgão regulador da mídia

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Jornal GGN – Nesta quarta-feira (30), Luis Arias, juiz da cidade de La Plata, determinou que o governo de Mauricio Macri se abstenha de “suprimir ou afetar direitos” do órgão regulador de mídia.

A decisão foi anunciada após o governo argentino antecipar que o presidente vai assinar um decreto que cria um novo organismo que absorverá a Autorida Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca) e a Autoridade Federal de Tecnologia da Informação e das Comunicações (Aftic), criados pelo governo Kirchner para regular a imprensa e as telecomuncações.

O magistrado justificou sua medida pré-cautelar afirmando que a modicação de uma lei por decreto é proibida pela Constituição. Ontem, o governo de Mauricio Macri anunciou que vai elaborar uma nova lei para substituir a Ley de Medios.

Da Agência EFE

Juiz proíbe governo argentino de mudar regulador de mídia

Buenos Aires – Um juiz da Argentina ordenou nesta quarta-feira que o governo do presidente Mauricio Macri se abstenha de “suprimir ou afetar direitos” do ente regulador de mídia, que ficou recentemente no centro da polêmica após a decisão do Executivo de criar um novo organismo que absorva essa função.

A decisão judicial foi anunciada depois que o governo antecipou que Macri assinará um decreto para criar um novo organismo que absorverá a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca) e a Autoridade Federal de Tecnologia da Informação e das Comunicações (Aftic), organismos criados pelas leis kirchneristas para regular a imprensa e as telecomunicações.

O juiz Luis Arias da cidade de La Plata ditou hoje uma medida pré-cautelar que proíbe o governo de fazer modificações na Afsca “mediante todo ato ou regulamento que implique uma modificação a qualquer das previsões contidas na Lei 26.522”, de serviços de comunicação audiovisual.

“A modificação de uma lei por decreto está proibida pela Constituição”, disse Arias à emissora de rádio “Del Plata”.

A decisão do magistrado “afeta todas as medidas que sejam tomadas de 29 de dezembro em diante” e “é uma medida preventiva para que não haja novo atos que agravem a situação”.

Para o ex-titular da Afsca, Martín Sabbatella, deslocado após a intervenção do organismo iniciada por Macri, a medida “outorga um pouco de sensatez a uma situação ilegal”.

Nesta manhã, o governo anunciou que promoverá uma nova legislação para substituir tanto a polêmica lei de mídia – que gerou uma batalha legal entre o Executivo de Cristina Kirchner e o grupo multimídia Clarín, desde 2009, quando foi aprovada – como a lei de telecomunicações de 2014. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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19 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    31 de dezembro de 2015 10:45 am

    O problema de querer vitórias
    O problema de querer vitórias imediatas é a possibilidade de sofrer derrotas humilhantes e irreparáveis. O governo Macri já acabou nas ruas e nos Tribunais argentinos. Next…

  2. Roberto

    31 de dezembro de 2015 10:49 am

    Um cara desses não consegue
    Um cara desses não consegue governar sem o apoio d mídia e do supremo.

    1. alexis

      31 de dezembro de 2015 11:48 am

      A rigor

      Um cara desses só chega a governar se tiver apoio da mídia.

      1. Rodrigo S

        31 de dezembro de 2015 1:42 pm

        Portanto…

        Portanto…

        1. alexis

          1 de janeiro de 2016 9:23 am

          Portanto?

          Portanto fica explicado o seu desejo prioritário de destravar as limitações da Lei em relação aos meios de comunicação que o patrocinaram.

          Leia o texto principal do post e acompanhe o assunto, assim não precisará de pedir esse tipo de informação.

  3. João de Paiva

    31 de dezembro de 2015 10:51 am

    A um colega de trabalho eu

    A um colega de trabalho eu afirmei que a situação da Argentina pioraria, e muito, com a chegada da direita neoliberal ao poder. Em menos de três semanas de governo, Maurício macri já mostrou a que veio e os retrocessos, a recessão, o arrocho e a exclusão que ele quer impor ao povo argentino, além dos decretos sob medida para beneficiar a plutocracia de lá, não deixam qualquer dúvida sobre o carácter, as intencões e finalidade do plano de governo dele.

    Mas na Argentina o povo é mais politizado e participativo; já houve protestos contra os decretos e iniciativas excludentes e recessivos adotados por Maurício Macri. Ele, como fazem os tratores numa demolição de barracos da população pobre após expedição de mandado de ‘reintegração de posse’, quer devastar imediatamente toda o arcabouço legal e institucional que permitiu aos Kirchner governar priorizando os interesses da população mais pobre. Está indo com muita sêde ao pote; se continuar assim, há grandes chances de não terminar o mandato. Talvez não chegue à metade. A ver.

  4. João Bosquo

    31 de dezembro de 2015 11:45 am

    Semelhantes

    Guardada as devidas proporções, Maurício Macri é o Eduardo Cunha deles.

    1. Andre Araujo

      31 de dezembro de 2015 12:03 pm

      Absolutamente NADA A VER.

      Absolutamente NADA A VER.

    2. Chris

      31 de dezembro de 2015 12:21 pm

      Sinceramente

      Ele está mais para um Collor… Na arrogância , é intempestivo, imprudente. Vai com tanta sede ao pote que é capaz de se afogar antes de terminar o mandato

    3. Emma

      31 de dezembro de 2015 1:30 pm

      Cunha, não

      Macri está mais para Aécio Neves que para Eduardo Cunha. Filho de político, de família muito rica, tem um quê de playboy e ganhou popularidade por presidir o Boca Juniors, um dos maiores times da Argentina. Por enquanto responde a um processo por escutas ilegais, mas não se sabe de contas ocultas fora do país. Amicíssimo da grande mídia, principalmente do grupo El Clarin, sempre foi e continuará sendo protegido pelos empresários do setor. Em agradecimento já está tentando derrubar a Ley dos Medios, do governo K, que acabava com o monopólio dos meios de comunicação. A ver.

    4. Quintela

      31 de dezembro de 2015 1:39 pm

      Concordo! 
      Na Argentina não

      Concordo! 

      Na Argentina não tem mais nada importante a ser feito? Horas depois e ser eleito o Sr Macri já disse pra que veio quando anunciou repúdio ao governo Maduro e guerra a Lei de Medyos.

      E em menos e um mês já sofreu derrotas.

      Tomou um nano histórico da Chanceler Venezuelana que o deixou sem palavras e com cara de bunda. Não encontrou eco em nenhum país sul-americanos, em relação ao câmbio só a China lhe deu apoio… E ora completar o judiciário cortando suas asinhas de ditador. Pobre povo argentino.

  5. Andre Araujo

    31 de dezembro de 2015 12:07 pm

    Na Venezuela um Tribunal

    Na Venezuela um Tribunal suspende a posse de 9 Deputados eleitos pela oposição.  Na Venezuela e Argentina o Judiciario foi aparelhado pelo  regime, quem ganha não leva facilmente, o terreno politico já foi previamente minado, politica de terra arrasada para quem derrota regimes populistas.

    1. Quintela

      31 de dezembro de 2015 1:41 pm

      Manda um link confiável…

      Manda um link confiável…

    2. Rekern

      31 de dezembro de 2015 10:02 pm

      Mais um que se desinforma pela Veja!

      Depois saem por ai atacando brasieiros.

    3. Quintela

      3 de janeiro de 2016 2:14 am

      Foram 4 deputados, sendo que

      Foram 4 deputados, sendo que um deles é chavista.

      Ou seja, foram 3 deputados da oposição e 1 dep. chavista TEMPORARIAMENTE suspensos.

      Foi o que eu li num site de Portugal.

      Não considero a mídia brasileira confiável, principalmente falando da Venezuela.

      Fiz pesquisa no Google e várias informações diferentes. De 3 a 9 deputados e outro falando de TODA a oposição não iria tomar posse…

  6. altamiro souza

    31 de dezembro de 2015 2:25 pm

    o curioso é que, quiando a

    o curioso é que, quiando a direita obtémbhegenia na sociedade,

    nasinstituições, está tudo bem, faz parte da cultura ocidtnal…

    quando a esquerda torna-se hegemonica,

    em todos os cantos passa ser chamada de ditadura…

    – el cagón defecará um monte de merda antes de cair –

    disse-me recentemente um antigo peronista…

    o termo el cagón ouvi tb da massa furiosa no vídeo postado ontem…

     

  7. Rekern

    31 de dezembro de 2015 10:04 pm

    Que fiasco

    Já cagou fora do pinico, atacando a Venezuela, agora faz xixi num canto da sala, querendo livrar seus parceiros do CLARIN.

  8. Heloísa Coellho

    31 de dezembro de 2015 10:53 pm

    Há juízes na Argentina!

    Que bom que pelo menos em algum país da América do Sul haja juízes com coragem e integridade de caráter para se oporem ao Poder Midiático. Pode-se dizer que na Argentina as instituições funcionam. Como deve ser bom viver num país onde há baixa pusilanimidade.

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