O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reafirmou nesta quinta-feira (21), em Belo Horizonte, o apoio do governo federal ao fim imediato da escala 6×1 e à redução da jornada semanal para 40 horas sem diminuição salarial.
“Quero cumprimentar especialmente as mulheres e a juventude que, com seu grito, colocaram a redução em pauta: nós queremos acabar com a escala 6×1 imediatamente”, afirmou o ministro, durante audiência conjunta das comissões do Trabalho e de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo Marinho, o Projeto de Lei nº 1.838/26, enviado ao Congresso, prevê a adoção imediata da jornada de 40 horas semanais com duas folgas por semana, mantendo integralmente os salários dos trabalhadores. “Tenho certeza de que o Congresso vai ouvir o clamor popular e aprovar a mudança”, declarou.
Também presente na audiência, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, argumentou que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e melhorar a qualificação profissional dos trabalhadores.
Ao citar mudanças trabalhistas anteriores, Boulos lembrou que previsões de colapso econômico feitas em debates passados não se concretizaram. “Em 1988, quando a jornada foi reduzida para 44 horas, diziam que o Brasil ia quebrar. Quando aumentou o salário mínimo, disseram que ia quebrar, mas nada disso aconteceu”, afirmou.
O ministro também defendeu que produtividade não depende apenas de ampliação da carga horária, mas de melhores condições econômicas e sociais. “O que aumenta a produtividade é dar tempo ao trabalhador para cursos de qualificação; é baixar os juros”, acrescentou.
Durante a audiência, o presidente da comissão especial que analisa a proposta na Câmara, Alencar Santana, afirmou que o relatório final deverá ser apresentado na próxima segunda-feira (25), seguindo posteriormente para votação em plenário.
Segundo o parlamentar, o cenário político atual é mais favorável à aprovação da proposta.“O momento político mudou, agora temos condições de aprovar”, declarou.
Marinho também rebateu críticas de setores empresariais que defendem compensações fiscais para absorver os impactos da redução da jornada.
De acordo com ele, experiências já adotadas por empresas que migraram para o modelo 5×2 demonstram aumento de produtividade, redução do absenteísmo e melhora da qualidade do serviço. Dados citados pelo ministro indicam que 66,8% das empresas brasileiras já operam em escala 5×2, enquanto 33,2% ainda mantêm o regime 6×1.
brunobgl
23 de maio de 2026 10:17 amMas ele já liberou o processo da JBS/Seara ou está recorrendo da decisão da Justiça do Trabalho de Brasília para proteger empresas gigantes, ditas “campeãs nacionais”, exploradoras de trabalho escravo?
6×1, não! Trabalho escravo, ok!
Quem precisa de direita com um ministro desses?!