21 de maio de 2026

Lula afirma que relação do Brasil com a China entra “em outro patamar”

Presidente volta de viagem à Ásia com contratos de parceria assinados com os chineses e com os Emirados Árabes Unidos
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao Brasil após cumprir agenda e assinar diversos acordos de cooperação com a China e os Emirados Árabes Unidos.

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“Bom dia! Retorno ao Brasil hoje com a certeza de que estamos voltando à civilização. Nos Emirados Árabes, fechamos acordos que somam R$ 12,5 bilhões. Na China foram 50 bilhões. E, mais importante, reabrimos as portas do mundo para mais avanços para o nosso país”, afirma o presidente nas redes sociais.

Entre as possibilidades a serem abertas na relação com a China, o presidente brasileiro citou o aumento da presença de chineses nas universidades brasileiras e de brasileiros nas instituições de ensino chinesas.

Outros pontos destacados foram as parcerias no processo de transição energética, com o potencial brasileiro de produzir energia limpa, e na área de conectividade, considerando o compromisso do governo de universalizar o acesso à internet banda larga nas escolas públicas de todo o país.

“Não temos escolhas políticas ou ideológicas. Temos escolha de interesse nacional, do povo brasileiro, da indústria nacional, de nossa soberania”, disse Lula, ao afirmar que o Brasil precisa buscar seus interesses e necessidades para construir acordos possíveis.

Ao deixar a China rumo aos Emirados Árabes Unidos, Lula afirmou que sai do país satisfeito e que sentiu “uma extrema vontade” do presidente Xi Jinping e dos ministros em melhorar a interação com o Brasil.

“Eu acho que nossa relação estratégica vai se aperfeiçoando cada vez mais. E nós não precisamos romper e brigar com ninguém para que a gente melhore”, disse.

Acordos nos Emirados Árabes Unidos

Nos Emirados Árabes Unidos, foram assinados acordos de cooperação nos segmentos de comércio, esportes e inteligência artificial.

Vale destacar o memorando de entendimento assinado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, com o fundo financeiro de Abu Dhabi Mubadala Capital, controlador da refinaria de Mataripe.

Os representantes do fundo financeiro se comprometem a investir R$ 12 bilhões em um período de dez anos para a construção de uma fábrica de diesel verde e de querosene de aviação sustentável.

Além disso, foram assinados memorandos nas áreas de educação, sustentabilidade e energia, como o entendimento entre o Instituto Rio Branco e a Academia Diplomática Anwar Gargash dos Emirados Árabes Unidos, para estimular a cooperação entre academias diplomáticas, promover o intercâmbio de estudantes e professores e a troca de informações de estudo e pesquisa em diplomacia, bem como e-learning.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Thiago Magri

    16 de abril de 2023 10:56 am

    São movimentos interessantes, porém (não sei se pelo resumo da matéria) me parecem ainda um pouco modestos pras necessidades brasileiras. Não vi menção a projetos de saneamento, urbanização, indústria férrea… áreas estratégicas onde o Brasil poderia evoluir brutalmente. Outro ponto onde poderíamos aprender mujito com a China é na maneira que eles articulam os bancos regionais de desenvolvimento.

    Espero que a equipe tenha tido competência e visão pra tensionar a NECESSIDADE da transferência de conhecimento e tecnologia, como tem acontecido com outras parcerias importantes que a china tem estabelecido com paises do oriente, sempre tentando fortalecer nossa soberania.

    Quem sabe esse tipo de parceria não acabe se tornando uma alternativa viável de crescimento frente à austeridade estrangulante proposta pela parceria local entre Banco Central e Ministério da Fazenda. Governo nenhum conseguiu ainda superar essa expropriação da classe trabalhadora que dura décadas.

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