Enquanto Lula já recebe o apoio do alto escalão de articulações de outros partidos – do PSDB, do MDB, PDT e PSB, Michel Temer decide apoiar Jair Bolsonaro para a disputa presidencial.
Assim como os apoios de Cláudio Castro, governador eleito no Rio de Janeiro pelo próprio PL – partido de Bolsonaro, e de Romeu Zema (Novo), reeleito em Minas Gerais, já eram esperados e não representaram novidade no campo de alianças, a declaração de Temer tampouco soou como um aporte ao atual mandatário.
Governo Bolsonaro extensão de Temer
Michel Temer destituiu Dilma Rousseff do poder em 2016, ao concluir a estratégia da oposição à Dilma no Congresso, e por isso não foi validado pela sociedade brasileira como um governo legítimo, terminando 2018 com 7% de aprovação e 62% de reprovação, segundo o Datafolha.
Da mesma forma, a transição da faixa presidencial de Temer para Bolsonaro foi amistosa e com o compartilhamento de alguns nomes de governo de um para o outro – com destaque para o interventor federal no Rio de Janeiro escolhido por Temer, general Braga Netto, passou a ser ministro da Casa Civil de Bolsonaro e é hoje o seu candidato a vice-presidente.
Pelos olhos da oposição, o governo Bolsonaro é visto, também, como uma extensão do desmonte de políticas públicas e sociais do mandato Temer. A declaração de apoio do emedebista, que desde a sua impopularidade desapareceu da cena política, é recebida sem surpresas.
Apoios de Lula
Já Lula construiu apoios declarados, até agora, de grandes nomes da sua antiga oposição e de partidos que levam maiores chances de transferência de votos. É o caso de Simone Tebet (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra (PSDB), mais 4 ex-presidentes do PSDB, Ciro Gomes (PDT) e Tábata Amaral (PSB).
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Fábio de Oliveira Ribeiro
5 de outubro de 2022 2:24 pmFaz sentido. Todos esses vagabundos saíram do mesmo esgoto e devem ser devolvidos juntos aos seu lugar de origem.