Lula deve ser eleito e a probabilidade de Bolsonaro é mínima, calculam pesquisadores

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Lula tem 76,7% de chances de ser o próximo presidente. Jair Bolsonaro tem poucas (23,3%) chances de virar, mostram pesquisadores

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

Lula tem 76,7% de chances de ser o próximo presidente no segundo turno das eleições. E o atual mandatário, Jair Bolsonaro, tem poucas (23,3%) chances de virar as preferências dos eleitores. Os cálculos são de cientistas do Centro de Política e Economia do Setor Público da FGV-SP.

Trata-se de um modelo de estatística que prevê as chances eleitorais. Em 2018, o mesmo cálculo foi aplicado pelos pesquisadores, que acertaram 13 dos 15 governadores eleitos no segundo turno.

À diferença das pesquisas de intenções de voto, essa estatística é feita com base nos resultados do primeiro turno e não gera os gastos das pesquisas tradicionais. Não se trata, contudo, do monitoramento dos eleitores e sim da chance de os candidatos serem eleitos.

Com os números do primeiro turno, os pesquisadores usam o percentual de votos válidos recebidos pelo líder do primeiro turno e a diferença em relação ao segundo colocado.

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Detectaram que variáves como a tentativa de reeleição, características do eleitorado, perfil dos candidatos e distribuição dos votos entre os candidatos que não foram ao segundo turno não afetavam o resultado final.

Isso porque, ao analisar 128 disputas presidenciais de segundo turno em 44 países, incluindo o Brasil, e mais 287 disputas estaduais e municipais do país, constataram que somente 6% dos eleitores mudaram de opção entre os dois candidatos e que o movimento ocorre para ambos, não afetando o resultado final.

Pelas contas, ainda, todos os que poderiam votar no segundo colocado são os eleitores que se abstiveram e os que votaram em outros candidatos. Seria preciso que quase a sua totalidade votasse no segundo, neste caso, em Bolsonaro, para ele virar e se tornar o mais votado, o que é pouco provável.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

3 Comentários

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  1. Esses prognósticos deveriam levar em conta o comportamento de rebanho de parte do eleitorado mais desinformado, o qual se deixa influenciar por fake news. Nesse terreno ainda não saturado, Bolsonaro leva vantagem.

  2. Voto Lula OBVIAMENTE e confiante mas preocupado demais com razão pois MG está um antro de minions como nunca foi antes! Mas de novo o salto alto que já quebrou dia 2, não foi consertado pelo PT. Há trackings do próprio PT aos monte em Minas, São Paulo e Rio mas MUITO, mas MUITO mesmo preocupantes.

    Ainda há estrangeiros ignorantes com medo de Lula e um deles, uma multinacional canadense de tecnologia, que adiou para 2023 começar ou não operar no Brasil. Motivo? Se Lula vencer, vão para o Panamá. Perderíamos 4 mil empregos diretos e 3.400 indiretos.

    Parem de pesquisas dentro de bolha, parem de metodologias que não se aplicam ao voto. Meu Meu cunhado é de Jaboatão dos Guararapes, ao lado do Recife, e o Bolsonarismo é escancarado. A maior pesquisa da Black Rock, onde estão as maiores fortunas do mundo e feitas para NÃO errar pois para eles perder um dólar é demais, dão Bozo com quase 54% dos válidos, ou seja, quem irá votar com 110% de certeza.

    Acodem, vamos votar! Não caiam na da Folha, UOL, Datafolha pois são feitas com Senso de uma década ou mais de atraso. Essas matérias só dão conforto BURRO, para quem acha que Lula já ganhou e não vai votar.

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