5 de junho de 2026

Lula envia dois projetos ao Congresso sobre big techs, para regular conteúdo e evitar concorrência desleal

Entre as preocupações do Planalto estão o uso indevido da imagem de pessoas públicas na aplicação de golpes e prevenção de fraudes e veiculação de conteúdos ilegais
Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai enviar, na próxima semana, dois projetos de lei para o Congresso, a fim de debater regras sobre a atuação de big techs no Brasil.

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Uma das propostas foi elaborada pelo Ministério da Justiça e Secretaria de Comunicação Social, a fim de estabelecer regras de conteúdo.

Entre as preocupações do Planalto estão o uso indevido da imagem, para evitar que influenciadores e pessoas públicas sejam usados na aplicação de golpes ou disseminação de informações falsas.

O PL prevê ainda que as plataformas digitais sejam mais transparentes em relação aos critérios de monetização e de suspensão, bloqueio ou desligamento de conteudistas da plataforma.

As big techs terão ainda de adotar o “dever de prevenção e precaução” para vetar a veiculação de conteúdo ilegal, relacionadas à fraudes usando marcas de governo ou de pessoas públicas.

Já a segunda proposta foi desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, para pôr fim à prática de concorrência desleal pelas plataformas, colocando-as, por exemplo, no mesmo patamar de outras empresas prestadoras de serviço, a exemplo da telefonia.

Assim, as empresas de tecnologia terão de oferecer canais para a notificação a respeito da veiculação de conteúdos criminosos e serão reguladas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Se aprovadas pelo Congresso, as novas regras incluem ainda o bloqueio das plataformas que não adotarem medidas de prevenção.

Prazos

Durante a coletiva de imprensa junto ao presidente do Equador, Daniel Noboa, na última segunda-feira (18), Lula defendeu a urgência da regulamentação das redes sociais no Brasil.

“Erradicar a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma imposição moral e uma obrigação do poder público”, declarou o presidente brasileiro.

Para o chefe de Estado, as redes sociais não podem ser terra sem lei, em que é possível incitar o ódio e a violência e atentar contra a democracia.

No entanto, o projeto deve ser enviado ao Congresso apenas na próxima semana, tendo em vista a agenda já comprometida de Lula. O presidente deseja, ainda, alinhar o envio do PL com Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente.

“Ele [Trump] diz que não aceitaria qualquer regulamentação das big techs americanas, mas vamos regulamentar, porque é preciso criar o mínimo de comportamento, o mínimo de procedimento no funcionamento de uma rede digital que fala com crianças e com adultos e que, muitas vezes, ninguém assume a responsabilidade pelo conteúdo”, ressaltou o presidente, na entrevista com Reinaldo Azevedo, em 12 de agosto. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    20 de agosto de 2025 7:50 am

    “Quaest: 55% acham que Bolsonaro está agindo mal no tarifaço; 46%, que Lula age mal”.

    É possível ter uma pesquisa de opinião com 101%?

    Prá fechar os 100%, deve ser 45 o percentual dos que acham que o Lula age mal acerca do tarifaço. Ou 54% dos entrevistados acham que Bostomerda está agindo mal no tarifaço.

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