10 de junho de 2026

Lula passa por procedimento para impedir novos sangramentos no cérebro

Procedimento não é uma nova cirurgia nem será realizado no centro cirúrgico
Marcelo Camargo - Agência Brasil

Internado após passar por uma cirurgia para conter uma hemorragia intracraniana, o presidente Lula será submetido a um novo procedimento nesta quinta-feira (12) pela manhã, informou o Hospital Sírio-Libanês em boletim divulgado às 16h30 desta quarta-feira (11).

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A nota à imprensa diz que o procedimento endovascular (embolização da artéria meníngea) faz parte da “programação terapêutica” e “fará complementação de cirurgia” realizada em Lula na madrugada de terça (10). “Outras atualizações serão dadas durante coletiva de imprensa a ser realizada amanhã às 10 horas. O Presidente segue sob acompanhamento da equipe médica, sob os cuidados do Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e da Dra. Ana Helena Germoglio.”

Em entrevistas divulgadas por sites de notícias, o médico pessoal de Lula, Roberto Kalil, explicou que o procedimento é minimamente invasivo e não será realizado no centro cirúrgico. O objetivo é impedir novos sangramentos no cérebro do presidente.

“Esse procedimento não é em centro cirúrgico, é numa sala de cateterismo. Esse procedimento deve demorar em torno de mais ou menos uma hora. É via femoral, é um procedimento relativamente simples e de baixo risco”, afirmou Kalil, segundo informações do Estadão.

Histórico

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça (10), os médicos do Sírio Libanês atualizaram a situação do presidente Lula, que foi operado às pressas por conta de uma hematoma frontoparietal (sangramento na região superior do crânio) decorrente do acidente doméstico que ele sofreu no mês de outubro.

O hematoma removido pelos médicos cirurgiões na madrugada de terça não havia atingido o cérebro, estava situado entre camadas da meninge – uma membrana que envolve e protege o encéfalo – e a operação descomprimiu a área de sangramento sem deixar sequelas. O “risco de lesão” cerebral em Lula é “zero”, afirmou o médico Roberto Kalil.

Segundo o médico Marcos Stavale, no caso de Lula, “o sangramento estava situado entre o cérebro e a membrana meninge, chamada dura-mater. Ele comprimiu o cérebro, ele foi removido e o cérebro foi descomprimido. Lula está com as funções neurológicas preservadas”, assegurou.

O médico Mauro Suzuki explicou que o nome técnico do procedimento realizado em Lula chama-se trepanação. “Traduzindo, é uma pequena perfuração no crânio, são orifícios pequenos. Um procedimento relativamente padrão em neurocirurgia. Não é uma abertura ou violação do crânio importante”, esclareceu. O termo que vinha circulando na imprensa, “craniotomia, não está errado, mas a gente usa esse termo para aberturas maiores”, comentou.

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