O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nessa quinta-feira (17) que houve fraude nas eleições parlamentares de 6 de dezembro, em que a oposição obteve, pela primeira vez em 16 anos, uma maioria que lhe permite controlar a Assembleia Nacional.
A oposição reagiu e pediu que sejam auditados os boletins de voto das eleições presidenciais de 2013, em que Nicolás Maduro foi eleito com uma diferença de apenas 1,49% dos votos (223.599) em relação ao seu principal rival, Henrique Capriles.
“Nas investigações abertas há elementos de prova que começam a surgir, de como grupos se moveram para controlar parte do sistema eleitoral, violar os seus mecanismos de segurança e pagar votos, é um fenômeno que ressurgiu”, afirmou Nicolás Maduro, no Panteão Nacional em Caracas, durante as comemorações dos 185 anos da morte de Simón Bolívar, o político e militar venezuelano responsável pela independência da Bolívia, Colômbia, do Equador, Panamá, Peru e da Venezuela do império espanhol.
“Procuraram que a nossa pátria se confunda outra vez e têm poderosos aliados. Ninguém pode subestimar o êxito eleitoral [da oposição], resultado de todo um conjunto de circunstâncias de caráter econômico, sociopolítico, psicológico, outras de caráter político, de debilidades de governo, de liderança e outras causas ou circunstâncias complementares, como o surgimento da antipolítica da fraude, da armadilha, da corrupção político-eleitoral”, acrescentou.
O governo venezuelano questiona que em regiões onde tradicionalmente o chavismo (linha política dos seguidores do ex-presidente Hugo Chávez) era vencedor, os candidatos chavistas tenham perdido por menos de uma centena de votos e tenha havido mais de mil votos nulos.
O ex-candidato presidencial Henrique Capriles reagiu às denúncias e desafiou o Executivo a começar por fazer uma auditoria nos votos das eleições presidenciais de 2013.
“Agora dizem que querem pedir uma auditoria dos votos de 6 de dezembro. Que bom, vamos, mas vamos auditar os votos teus, Nicolás [Maduro], e os meus de 2013. Se querem revistar os cadernos, vamos, comecemos, eu quero ver esses cadernos”, disse Capriles aos jornalistas, lembrando que questionou o resultado das eleições presidenciais de 2013.
Para Capriles, “é uma incoerência falar de golpe com votos, o que houve foi um mandado claro, foram mais de 2 milhões de votos de diferença entre a proposta de câmbio e o modelo fracassado do partido do governo”.
Por outro lado, ele apelou a Maduro para que deixe o discurso de confrontação, destacando que “o país necessita de diálogo e de acordo entre todos os venezuelanos” para solucionar problemas como a inflação e a escassez” de produtos básicos.

Daytona
18 de dezembro de 2015 2:00 pmLeônidas
Vai ser impagável
Leônidas
Vai ser impagável ver o Leônidas defendendo a lisura das eleições venezuelanas.
Vamos aguardar!
Tio_Zé
18 de dezembro de 2015 6:01 pmPipoca?
Estou com a minha aqui já!!!
João Alexandre
18 de dezembro de 2015 2:08 pmEsquisito
Tá ficando muito esquisito isso…
Pedro Mundim
18 de dezembro de 2015 3:05 pmVirou Ópera Bufa
Fidel Castro foi a tragédia, Hugo Chávez foi a farsa, e agora esse Maduro é… Sílvio Santos? Gugu? Ratinho?
Será que um dia nós, latino-americanos, seremos bons em alguma outra coisa além de programa de auditório e comédia pastelão?
Daytona
18 de dezembro de 2015 4:32 pmPelo nível do seu comentário,
Pelo nível do seu comentário, sou pessimista.
Bem que podíamos ter grandes presidentes, como os anglo-saxões, presidentes do porte intelectual de um George W. Bush, democraticamente eleitos com menos votos que o adversário.
ATT
18 de dezembro de 2015 2:08 pmSe confirmada a veracidade do
Se confirmada a veracidade do que Maduro diz, isso é muito grave. E por aqui, que fiquemos atentos às próximas eleições… Parece que as táticas da direita de lá são às vezes copiadas pela de cá. Tomara que eu estja enganda, mas todo cuidado é pouco.
Paulo F.
18 de dezembro de 2015 2:16 pmKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!
No do alheio é refresco!
Como diria Bento Carneiro : minha vingança sera maligna!
O que Capriles alegara?
Pereira LF
18 de dezembro de 2015 2:19 pmTal e qual
Sábias palavras da Dilma do Hugo Chaves.
evandro condé de lima
18 de dezembro de 2015 2:49 pmEu já vi historia parecida
Acho que um candidato que perdeu as eleições por aqui lançou duvidas no ar semelhantes.
Andre Araujo
18 de dezembro de 2015 5:41 pmAqui é muito diferente, tem
Aqui é muito diferente, tem Justiça Eleitoral independente do Executivo, lá não dá para fazer essa acusção pois é o proprio governo quem organiza as eleições.
Andre Araujo
18 de dezembro de 2015 3:27 pmhttp://www.cne.gob.ve/web/ind
http://www.cne.gob.ve/web/index.php
O organismo que executa as eleições é o CONSEJO NACIONAL ELECTORAL, que é orgão do Poder Executivo, que é comandado por Nicolas Maduro, se fraude houve foi sob a presidencia de Maduro, então ele está se auto-acusando.
Ana Torres
18 de dezembro de 2015 6:57 pmÉ auto-fraude.
É auto-fraude.
Nira
19 de dezembro de 2015 12:59 amQuando o presidente conversa
Quando o presidente conversa com passarinho azul, nada é impossível.
Ricardo S
18 de dezembro de 2015 7:42 pmNão é porque é órgão do poder
Não é porque é órgão do poder Executivo, que necessariamente seja controlado pelo presidente da República, direta ou indiretamente. Aqui no Brasil, por exemplo, temos uma PF que também é do Poder Executivo e que no entanto, o governo dá total independência e autonomia de ação. Há o comando governamental apenas administrativo, como parece ser o caso da Venezuela, cujo governo tem sido sempre criticado pela mídia de direita como sendo controlador das instituições, mas se assim fosse, não haveria a menor possibilidade de derrota eleitoral quando, conforme você diz, “o organismo que executa as eleições é o CONSEJO NACIONAL ELECTORAL, que é orgão do Poder Executivo, que é comandado por Nicolas Maduro”.
Andre Araujo
19 de dezembro de 2015 9:21 pmNa Venezuela do Poder Popular
Na Venezuela do Poder Popular Bolivariano TUDO, ansolutamente TUDO é controlado pelo grupo chavista, especialmente o Judiciario, o CNR é controlado pelo chavismo desde 1998, não tem nem legalmente independencia, esse conceito não existe na Venezuela, lá governo é governo para tudo.
Os resultados desta vez foram respeitados porque o Camando do Exercito pela primeira vez brecou Maduro que tentou prorrogar a eleição por duas horas para ajustar os resultados e o Exercito não concordou prevendo pessima repercusão internacional.
marcelo alonso lemes
18 de dezembro de 2015 4:28 pmAceite o resultado das urnas
Aceite o resultado das urnas e trabalhe para resolver os problemas do país e deconquistar a maioria. Democracia é assim….
altamiro souza
19 de dezembro de 2015 2:30 amouvi ontem de um cara.
embora
ouvi ontem de um cara.
embora soubesse que houve 699 eleições na venezuela nesses
períodos, a pessoa teve a desfaçatez de dizer que na venezuela vige uma ditadura.
o processo venezuelao é interessante oorque o chavismo
ganhou hegemonia, mudou o poder no país e, agora,
parece que está perdendo essa hegemonia.
a diferença do brasil com a venezuela, me parece, é que lá o
chavismo conseguiu obter a hegemonia em todos os poderes.
mas aqui o pt governou sem onseguir essa hegemonia,
lutando sempre contra os ionteresses dessa oligarquia escravocrata
que domina o país há quinhentos anos…..
orlando soares varêda
28 de dezembro de 2015 11:55 pmBom mesmo é o modelito
Bom mesmo é o modelito paraguaio, onde quem decide são os supremos do Supremo. Honduras também é uma democracia “muderna”. Infelizmente no Brasil, no nosso STF, contamos apenas com Gilmar Dantas Mendes e seu cãozinho poodle de estimação. Dessa maneira, estaremos condenados a viver incivilizadamente até o final dos tempos. Amém.
Orlando