Pesquisa FSB divulgada nesta segunda-feira (21) a pedido do BTG Pactual mostra que o eleitorado está dividido a respeito da responsabilidade pelos expressivos e frequentes reajustes nos preços dos derivados do petróleo, mas a maioria ainda considera que a culpa é do governo Bolsonaro (29%) e da política de preços da Petrobras (22%), e não da guerra na Ucrânia (18%), ao contrário do que tenta fazer a crer a grande mídia. Outros 21% ainda disseram que a culpa é dos governadores, por causa dos impostos estaduais.
No começo de março, a Petrobras anunciou um aumento de quase 30% no preço dos combustíveis para os brasileiros. O custo dos derivados de petróleo vendidos ao consumidor interno estão amarrados ao mercado internacional e tem gerado lucros exorbitantes para os acionistas da petroleira. Em entrevista recente à TV GGN, o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou que essa situação dificilmente será revertida se não houver ampliação das refinais no Brasil para reduzir a dependência das importações. Assista abaixo.
O bolsonarismo, que deu continuidade à política de preços que o governo Temer criou para a Petrobras, tem culpado os governadores de Estado e a guerra na Ucrânia pelos reajustes, e dito que não pode intervir na petroleira. A invasão da Rússia começou em fevereiro, enquanto o brasileiro vê os preços subirem constantemente desde 2021.
O ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas eleitorais, já afirmou que se for eleito em outubro de 2022, vai “abrasileirar” o custo dos combustíveis. Leia mais aqui.
LULA SERIA ELEITO SE A ELEIÇÃO FOSSE HOJE
A pesquisa FSB também mostrou que Lula é o franco favorito para vencer a corrida pelo Palácio do Planalto em outubro de 2022. Na pesquisa estimulada, o petista tem 43% de intenções de voto, ante 29% de Bolsonaro, 9% de Ciro Gomes (PDT) e 8% de Sergio Moro (Podemos). João Doria (PSDB) tem apenas 2%, assim como André Janones (Avante). A senadora Simone Tebet (MDB) tem 1% de intenções de voto.
No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 54% dos voto, contra 35% de Bolsonaro. Apenas 11% afirmam que votariam branco, nulo ou ainda estão indecisos. As simulações de segundo turno mostram que Lula derrotaria qualquer adversário. Já Bolsonaro perderia para qualquer oponente.
AVALIAÇÃO DE GOVERNO
Bolsonaro é mal avaliado por 53% dos eleitores, ante 29% que disseram que seu governo é ótimo ou bom. Outros 61% disseram que desaprovam a forma de Bolsonaro governar.
A pesquisa foi realizada entre 18 a 20 de março, por telefone, com 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
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Ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli explica aumento nos preços dos combustíveis para os brasileiros. Assista abaixo:
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