22 de maio de 2026

Musk e a ignorância ciclópica do Brasil, por Luís Nassif

O que se lê, na imprensa mundial, é a defesa da posição de Alexandre Moraes, e uma crítica contra os desafios de Musk aos estados nacionais.

Seja digital ou em papel, sem ou com rede social, o país padece de uma ignorância endêmica, profunda. E, mais uma vez, demonstrou essa ignorância na repercussão inicial em relação à decisão do Ministro Alexandre Moraes, de intimar e, depois, suspender os serviços do X no Brasil.

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Porque se exige de empresas estrangeiras uma sede local? São inúmeros fatores a que se chega com um mínimo de bom senso, sem precisar consultar códigos legais:

  1. Obrigações fiscais.

Se a empresa tem lucros no país, eles têm que ser tributados. E, para tributar, há a necessidade de um CNPJ nacional.

  1. Proteção ao consumidor.

A empresa tem clientes pessoas físicas e jurídicas. Logo, tem que se submeter ao código de defesa do consumidor. Se desobedecer a algum direito, o cliente tem a prerrogativa de processá-la. Se não tiver sede local, vai processar onde? Na corte de Nova York?

  1. Responsabilidade civil.

Da mesma maneira, a empresa precisa responder por danos causados ao meio ambiente, à paz social e a outros temas regulados. Para tanto, há a necessidade de uma sede local responder pelas ocorrências.

O que se lê, hoje, no primeiro time da imprensa mundial, é a defesa da posição de Alexandre Moraes, e uma crítica contra os desafios de Musk aos estados nacionais.

Mais que isso, nenhuma empresa pode atuar livremente para criar clima propício ao tumulto, sem responder perante a justiça do país.

Vamos a um apanhado da imprensa tupiniquim sobre o tema;

Estadão, de 09.04.2024

“O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), fosse incluído no rol de investigados no longevo e vasto inquérito das “milícias digitais”. O crime que Musk teria cometido virou pecado capital por estas bandas: ele criticou as ordens de Moraes para suspender contas de bolsonaristas no X e afirmou que reativaria essas contas – o que ainda não fez. Só isso, basicamente. Mas foi o que bastou para irritar o mercurial ministro Moraes – cada vez mais parecido com a Rainha de Copas, a célebre tirana do País das Maravilhas que mandava cortar a cabeça de todo mundo que a contrariava”.

É inacreditável como a parcialidade política mergulha editorialistas no mais profundo pântano da ignorância. Foi só depois de verem a repercussão na imprensa estrangeira é que acendeu um mínimo de luz em cérebros carcomidos pelo terraplanismo de papel.

O que disse a BBC News, notório participante do Foro de São Paulo:

A onda contra Musk se ergueu na imprensa de vários países. Como o francês Le Monde:

“Há poucas dúvidas sobre a responsabilidade parcial de X e do próprio Elon Musk na eclosão da violência em todo o Canal da Mancha, afirmam especialistas na luta contra o ódio online e a imprensa britânica . Ao reativar no final de 2023 os relatos de figuras da extrema direita mais dura, como o influente fundador da Liga de Defesa Inglesa, Tommy Robinson, “Elon Musk abriu as portas do Asilo Arkham [onde estão trancafiados criminosos perigosos no Batman universo] e libertou terroristas, pedófilos e extremistas de direita, estima Imran Ahmed, diretor da ONG Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH). Desde então, ele também se revelou o Coringa Chefe, o grande disseminador da desinformação”.

O mesmo alerta foi feito pelo britânico The Guardian:

““Você vê essa reação em cadeia nesses canais de notícias alternativos, onde a desinformação pode se espalhar tão rapidamente e pode mobilizar as pessoas a tomarem as ruas – que então são propensas a usar a violência porque há essa raiva e essas emoções realmente profundas que estão, é claro, sendo amplificadas. E então, desses canais alternativos, é levado para X ou para as principais plataformas de mídia social.”

Este “ecossistema de informação alternativa” – que inclui Telegram, Bitchute, Parler e Gab – flui frequentemente de forma invisível sob a mídia convencional ou mesmo o cenário da mídia social. Ele provou ser um terreno fértil para ideologias de extrema direita, conspiração e extremistas que esta semana colidiram e mobilizaram pessoas para as ruas.

“Os políticos precisam parar de dizer ‘o mundo real’ em oposição ao ‘mundo online’”, disse Ressa. “Quantas vezes precisamos dizer isso? É a mesma coisa.”

Musk tem investido contra todos seus críticos. Quando não têm o amparo de estados nacionais, os críticos são esmagados por saraivadas de processos judiciais. Como as ações que abriu contra o Centro de Combate do Ódio Digital

Lute contra Elon Musk

“O CCDH teve o processo infundado e intimidatório de Elon Musk contra nós rejeitado no tribunal! Esta é uma grande vitória para todos que trabalham para responsabilizar os gigantes da mídia social. Lutar contra o processo de Elon Musk nos custou milhares de dólares e atrasou nosso trabalho para responsabilizar os gigantes da mídia social. Ajude-nos a voltar aos trilhos. Apoie-nos hoje”.

A posição mais contundente foi de Robert Reich, ex-secretário do Trabalho dos Estados Unidos, em artigo para o The Guardian: “Ellon Musk está fora de controle”.

“Musk repostou uma versão falsa do primeiro vídeo de campanha de Kamala Harris com uma faixa de voz alterada soando como Harris e dizendo que ela não “sabe nada sobre como administrar o país” e é a “contratação de diversidade definitiva”. Musk marcou o vídeo como “incrível”. Ele tem centenas de milhões de visualizações até agora.

O secretário de estado de Michigan acusou o America Pac apoiado por Musk de enganar as pessoas para que compartilhem dados pessoais. Embora o site do Pac prometa ajudar os usuários a se registrarem para votar, ele supostamente pede aos usuários em estados de campo de batalha que deem seus nomes e números de telefone sem direcioná-los a um site de registro de eleitores – e então usa essas informações para enviar a eles anúncios anti-Harris e pró-Trump.

De acordo com um novo relatório do Center for Countering Digital Hate, o próprio Musk postou 50 falsas alegações eleitorais no X até agora neste ano. Elas tiveram um total de 1,2 bilhão de visualizações. Nenhuma delas tinha uma “nota da comunidade” do suposto sistema de verificação de fatos do X”.

Este é o personagem enaltecido pelos editoriais de jornais.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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16 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    2 de setembro de 2024 5:03 pm

    Melon Eusk é um problema maior para os acionistas e investidores do Twitter/X, cujo valor de mercado afundou nos últimos meses. A ambição dele de projetar poder político usando a empresa não funcionou. Os conflitos que ele causou são maiores do que a habilidade dele de resolvê-los. É previsível que em algum momento futuro ele será afastado das empresas que comanda. Dito isso, Nassif tem razão em parte. A imprensa brasileira não acompanhou a imprensa internacional e o enquadramento do episódio como violação do direito de liberdade de expressão está errado. Mas o STF também errou ao descer o porrete nos usuários e anunciantes da plataforma que não podem ser responsabilizados pelos abusos criminosos cometidos por Melon Eusk. Não devemos aplaudir os excessos e exceções criados “ad hoc” pela Suprema Corte. Ela é guardiã da constituição não uma assembleia constituinte permanente de 11 membros que reescreve o texto constitucional sempre que quer ou que se sente ameaçada. Quem vai colocar limites nesses juizes? Ninguém. Quem vai sofrer em razão de outros abusos que eles praticarem? Nós mesmos.

  2. Luiz barros

    2 de setembro de 2024 5:04 pm

    Regular as redes digitais no mundo antes que seja tarde(já está tarde). Com diz o Lula, redes não são sociais e sim apenas digitais

  3. J.Maaarcelo

    2 de setembro de 2024 5:10 pm

    Nassif estou sendo censurado oela Camila !!!!

    1. Josecheiodvergonhaponto...

      3 de setembro de 2024 12:03 am

      RETIFICANDO.:Camila nao me censurou,ela escreveu dois artigos e achei.q.foi no q não comentei CAMILLA NÃO FALE COM O MORAES OU STF PFV MIL DESCULPAS

  4. grevista

    2 de setembro de 2024 5:48 pm

    Nassif, use o português claro: não há ignorância, há interesses, grandes e enormes interesses. São os mesmos que justificavam a continuidade da escravidão, que apontavam a falência do país quando da abolição, que suicidaram Getúlio, que deram manchetes contra o décimo-terceiro salário, que conspiraram em 61, 64, 68, 92-94, em 06, em 12-16. Nada muda. Os mesquitas (com m minúsculo mesmo) são os principais representantes dessa continuidade inamovível. Mas, sejamos claros de outro modo: será que Alexandre de Morais irá compreender que a defesa enfática que faz do fim da Justiça do Trabalho responde aos interesses só e somente só daqueles que hoje o atacam de todas as formas (e continuarão atacando para todo o sempre, pois eles não esquecem e não perdoam traição de interesses) ? Ou permanecerá fiel a Temer e a Gilmar, calados em sua defesa?

    1. Flavio Emieni

      3 de setembro de 2024 6:54 am

      No ponto! Nassif insiste na tese da ignorância dos jornalistas dos meios ‘conservadores’. Não há um mísero miligrama de ignorância: É projeto. Míope, mesquinho, nefasto, estúpido, canalha… use-se o adjetivo que quiser, mas é projeto.

  5. ed.

    2 de setembro de 2024 6:51 pm

    Existe uma frase muito comum sobre a suposição de causa ou origem de uma ação humana ruim:
    Ignorância ou MÁ FÉ…
    Este rebote atual de descivilização que tenta nos remeter a tenebrosos tempos do nazifascismo ou até de conflitos medievais, tem muito mais de má fé do que de ignorância.
    Má fé ativa de poderosos e ignorância passiva de massas de manobra, como no 6/1 do Capitólio, no 8/1 dos Três Poderes, no BREXIT, no recrudescimento da extrema direita alemã, francesa, italiana, estadunidense, braZileira, etc.
    Todos nós estamos sujeitos à manipulação, principalmente a emocional, hoje tão facilitada pelo direcionamento cirúrgico de (des)informação algorítimica aos que dela têm fome e sede.
    O único remédio visível no momento é a LEI, já que a neutralidade, a isenção, a imparcialidade, o conhecimento prevalente sobre a crença e o devido contraditório noticioso, informativo, educativo e opinativo são quase inalcançáveis nas sociedades democráticas (e pior ainda nas totalitárias).
    Enquanto não nos dermos conta, como sociedade, que a mentira e a desinformação contidas na “liberdade de expressão” são afinal opostas ao direito à informação que conduz ao conhecimento e a boa decisão, estaremos como em tempos do século XIV onde a lei garantia a LIBERDADE DE ESCRAVIDÃO!
    Com as novas tecnologias de comunicação, principalmente a Internet, o mundo mudou drasticamente!
    Não no conteúdo que é o mesmo das históricas lutas dos “mais contra os menos”, mas na FORMA: comunicação intensa e informação transbordante (boa ou ruim) a ponto de não conseguirmos dar conta.
    Veja-se que o elemento mais destacado (mas não o único) da democracia é o voto. Porém ele depende dentre outros de informação, conhecimento, enfim, de CONSCIÊNCIA.
    A mentira, a desinformação e a manipulação (intectual e emocional) destroem as chances do voto consciente. Aí elegemos “democraticamente” o pior congresso da história (nunca foi lá muito bom), presidentes inacreditáveis, prefeitos, governadores, câmaras e assembléias que vão ditar-nos como sociedade!
    P.ex.quem elege Lira? Um obstáculo incivilizatório relevantíssimo, que além de desvios bilionários de nosso dinheiro, impede que uma lei ESSENCIAL, a de regular e, quando for o caso, criminalizar a mentira e a desinformação por seu ALCANCE e EFEITOS.
    Como elegemos Nicolas, Carlas, Gayers, Bias, Bobjeffs, Daniels, Tiriricas, Pazuellos, Julias, Kims, Tonis, Marcels, Ratinhos e tantos outros, generais, coronéis, delegados, pastores? Como damos tanto poder, explícito ou oculto, a p.ex. a ruralistas predatórios, “FÉmpresários” e “nepobabies” da banca e da míRdia?
    Certamente o são e o foram pelas liberdades democráticas, que então precisam de muitos aperfeiçoamentos e novas leis civilizatórias neste paradigmático cenário atual.
    Ou nos destruiremos em 3, 2, 1 …

    1. Milton

      3 de setembro de 2024 8:14 am

      Total apoio ed.
      Considero, ainda, que a EDUCAÇÃO PÚBLICA no Brasil é ruim e pouca. Professores, escolas e alunos são desvalorizados já no nascedouro da Orçamento Federal sequestrado por ínfima parte da população com a ação deletéria do BC.
      Ali 40% é destinado em sua maior parte a uns poucos bilionários que com a “engenharia financeira” escapa do pagamento de IMPOSTOS.
      A mídia, que vive do “leitinho” do Caixa, NUNCA toca no assunto mas escandaliza os “gastos sociais”, a menor parte.
      Nada mudará com o GOVERNO FEDERAL cabresteado pelos “comentaristas” midiáticos que, na sua maioria, sã apenas papagaios amestrados pelos patrões.

  6. Jicxjo

    2 de setembro de 2024 7:59 pm

    O Estadão há muito virou uma sucursal da Gazeta do Povo. RIP.

    (Além da imprensa internacional, parece que até o Google deu uma cutucada no Musk por meio do Doodle de hoje na página de busca: tendo como pano de fundo o início das competições de tiro com arco nos Jogos Paralímpicos, retratou um passarinho azul aparentemente careca (!) atirando em uma placa de trânsito com um grande X…)

  7. José de Almeida Bispo

    2 de setembro de 2024 9:07 pm

    A “nossa” imprensa não é, nem nunca foi nossa. São reles pistoleiros interlectuais a serviço do estrangeiro. Há exceções, claro. Não na midiazona.

  8. fabricio coyote

    2 de setembro de 2024 9:14 pm

    o que pablo boçal faz é gritante: ontem assisti ao debate à gazeta e, meia hora depois, havia canal no youtube com milhares de vizualizações dez minutos após o entrevero dos candidatos, com milhares de comentários em favor do boçal, acompamhando as edições do vídeo em favor do boçal. há óbvio disparidade de armas na campanha. e aí se pergunta: quando alexandre de moraes vai prender o gabinete do ódio, que inaugurou esse modus operandi de veicular notícias falsas e manipuladas durante a campanha ao Sufrágio Universal?

  9. Paulo Dantas

    3 de setembro de 2024 6:49 am

    Mas como me ponderou um colega no trabalho o “tigrinho” não tem representante legal aqui e está aí.

    Os concorrentes do X idem.

    Mas o STF não teve alternativa.

    Tenho ainda minhas dúvidas para os $50K da VPN e a desconsideração da Starlink e X não foi forçado mas sou leigo em Direito.

    Musk queria o bloqueio, nisto ele ganhou.

  10. +almeida

    3 de setembro de 2024 9:48 am

    O que pretende o Brasil? Continuar sendo manchete mundial de não ter competência para acabar com o crime comum e organizado, que deixa parecer que já dominam parte da estrutura dos três poderes? São essas notícias da nossa fragilidade, que alimenta a ambição estrangeira sobre nossas riquezas, que incentiva a ousadia abusiva de desequilibrados escravos do mercado mundial,em desafiar as nossas leis e na inacreditável tentativa de interferência interna. Espalham cortinas de fumaça e balões de ensaio para tirar o Brasil da brilhante recuperação que o coloca de volta na estrada do desenvolvimento e que vem lhe devolvendo o merecido protagonismo internacional, que lhe foi sequestrado pelos mesmos que espalham todas as armadilhas já identificadas, mas que não cessará tão cedo.
    Qual o preço que pagaremos por todo o bombardeio das inevitáveis retaliações externas, que possivelmente já estejam previstas e redigidas na cartilha de maldades usadas e abusadas pelos coloniais controladores mundo?
    É impossível conviver com essa idiota política de ficar “enxugando o gelo” da esperança e do “chove e não molha” dos jargões enganadores, tipo: avante Brasil, o petróleo é nosso, a ponte para o futuro ok, etc. São táticas que enganam e distrai o povão brasileiro, do mesmo modo que uma porteira aberta deixa a boiada passar.
    Se não há saída para romper as seculares amarras, que nos mantém como eternos reféns dos olhos gordos da ensandecida ganância internacional, que se encerre toda imensa sangria causada pela corrupção interna, na marra, através de uma ação nacional planejada e coordenada. Uma ação que tenha a presença das forças militares e civis, que extermine em definitivo toda a estrutura dos crimes e das quadrilhas criminosas, no país. Que seja exemplar e bastante divulgada, para mostrar ao mundo que aqui a lei reassumiu o controle e punirá com a prisão, qualquer um, desde a pessoa comum até qualquer autoridade pública e privada, que: pratique, participe, ajude, contribua e que tire qualquer proveito de toda essa criminosa traição as leis do país.
    Então será uma ação nacional única e potencialmente bélica, feito uma grande operação de guerra que só poderá de fazer acontecer, após o sinal do serviço de inteligência, de que é momento certo para agir com a certeza da vitória definitiva das forças nacionais que compõe a nossa segurança pública.

  11. Jose

    3 de setembro de 2024 10:38 am

    Palavras bonitas, texto bonito, mas a boa e velha hipocrisia da esquerda sempre prevelace, enquanto falam nos comentários que a direita quer “liberdade de expressão” e a continuidade da escravidão, ora, que escravidão? A minha ou a sua? Pois quando inibe a liberdade de expressão exibe a escravidão, talvez os escravos do passado so foram escravos porque a elite da época inibia o acesso a informação irrestrita, então de qual liberdade de expressão estamos falando? Temos que libetar a expressão de todos, não so a dos que não nos convém.

    1. MARCONI CAVALCANTE BENCK

      3 de setembro de 2024 5:29 pm

      Sabemos que verdade liberta e mentira escraviza. Afeto fortalece o ser e gera properidade. Ódio enfraquece e traz destruições. Propalar mentiras, calúnias, difamações e injúrias, portanto, não pode ser deixado no campo da impunidade.

      1. Jose

        4 de setembro de 2024 8:46 am

        Claro… mas o que é verdade e o que é mentira? Dentro desse diapasão não cabe a mim nem a você ser o dono da razão, a liberdade deve prevalecer é uma regra, preceito fundamental, o que para você, pode ser uma mentira para mim pode ser verdade e vice-versa. De qual ódio falas? De que mentidas, cálúnias, difamações, injúrias falas? E de que verdade falamos?

        A história do ‘STF’ americano julgou como verdade, no auge da escravidão de lá, que o negro era objeto e não pessoa, além dessa barbárie a condenção aplicou-se como súmula vinculante (poder de lei), e isso está no próprio livro do sr Alexandre de morais, hoje temos uma verdade diferente, não é mesmo? Volto a dizer, de que verdade falamos?

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