A última novidade do Ministério da Saúde, envolvendo o ex-diretor do Departamento de Logística Roberto Dias, reforça suas ligações com o ex-Ministro Ricardo Barros.
Segundo o G1, Dias autorizou contrato por 18 vezes oi valor recomendado por técnicos do Ministério da Saúde.
O contrato em questão é da empresa VTLOG. Segundo a reportagem, o contrato inicial previa pagamento de R$ 485 milhões até 2023. Em fevereiro, o valor subiu R$ 88 milhões, alta de 20%, e foi sancionado por Dias.
Segundo a reportagem, desde 2019 a empresa e o Ministério divergiam sobre o cálculo da remuneração; Os técnicos do Ministério calcularam o valor em R$ 1 milhão. A VTLOG reivindicava R$ 57 milhões.
Coube a Dias aceitar a contraproposta da empresa, de pagamento de R$ 18 milhões.
O que faltou na reportagem foi conferir o início do contrato. No dia 26 de maio, o GGN contou.
Nele, passamos a dica à CPI do Covid:
Em seu período de Ministro, Barros fechou a Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos e passou a operação para uma empresa do grupo brasiliense Voetur.
Jogou fora toda uma experiência acumulada para transporte de vacina, com perdas mínimas. Técnicos especializados foram demitidos, todos eles com curso de especialização em redes de esfriamento desenvolvidas junto com a Fiocruz.
Na reportagem, contamos as suspeitas sobre a Covaxin e, especialmente, as ligações do principal operador de Barros, o advogado Roberto Bertholdo, com o Banco Neman – alvo de uma operação do Ministério Público Federal. O banco em questão lavava dinheiro proveniente de empreiteiras de Curitiba, – denunciadas por obras na gestão Barros como Secretário de governo -, escândalos de saúde no Rio de Janeiro – com participação efetiva de Bertholdo – e tráfico de cocaina.
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