5 de junho de 2026

O tiro no pé da indicação de Meirelles para a Fazenda

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As esperanças suscitadas por Henrique Meirelles na Fazenda são similares às de um doente de câncer buscando apoio médico em pai de santo.

Joaquim Levy tem inúmeros defeitos. É duro de cintura, extremamente ortodoxo. Mas tem uma virtude: é homem público, manteve a vocação de funcionário público responsável e jamais ousaria aventuras.

Meirelles é um bon vivant  que, em seu tempo de Banco Central, limitou-se a endossar a apreciação irresponsável do câmbio.

Lembro-me de um evento na Fenaban (a federação que reúne bancos médios) com Levy, então Secretário do Tesouro, e Meirelles, presidente do BC. Levy esmerou-se em um discurso preparado, recheado de dados e de raciocínios. Meirelles limitou-se a frases de efeito, superficiais como foi sua carreira no Bank Boston.

Na época de sua indicação para o BC, Veja soltou uma de suas reportagens mais obtusas. Nela dizia que Meirelles atingiu o mais alto posto que qualquer executivo estrangeiro conquistou nos EUA; que era tão relevante que, antes, seu nome precisou ser aprovado por autoridades internacionais. Afinal, era o Global Presidente do 7o banco em tamanho nos EUA.

Global President era o título dado ao diretor da área internacional, que respondia por apenas 8% dos ativos do banco e resumia-se a Brasil e Argentina.

Na grande crise de 2008, o BC foi uma peça morta. Enquanto Planejamento e bancos públicos mapeavam os pontos de escassez de liquidez, o BC de Meirelles vinha com o diagnóstico de que a economia estava robusta, o que justificava alta de juros.

Levy é um técnico cabeçudo, porém de boas intenções. Puxar seu tapete para abrir espaço para Meirelles será (mais) um tiro no pé.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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49 Comentários
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  1. Victor Hugo Agudo Romão

    11 de novembro de 2015 6:01 pm

    O abismo cavado por Levy
    O abismo cavado por Levy

    “Ouça-me bem, amor
    Preste atenção, o mundo é um moinho
    Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
    Vai reduzir as ilusões a pó

    Preste atenção, querida
    De cada amor tu herdarás só o cinismo
    Quando notares estás à beira do abismo
    Abismo que cavaste com os teus pés”

    Cartola

    Aqueles que viram a contundência de minhas críticas ao fracasso de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda (https://jornalggn.com.br/noticia/joaquim-levy-vale-quanto-pesa) podem ser levados a crer que apoio sua saída. De fato, não foram poucos os fiascos de Levy nesses 10 meses:

    Aumento de mais de 100% no déficit primário;
    5ª maior recessão da história do Brasil;
    Maior inflação desde 2002;
    Perda do “investment grade”;
    Redução dos investimentos empresarias e
    Fracasso em obter apoio político do mercado e da mídia ao governo.

    O fato de um ministro ser fraco não é motivo em si para demiti-lo. Nesse sentido, o abismo cavado por Levy e, de certo modo, por Nelson Barbosa e Mercadante ajuda a compreender melhor porque Levy deve ser mantido no cargo.

    Levy foi nomeado Ministro devido ao consenso de seu nome no mercado. PhD pela conservadora Universidade de Chicago e executivo do maior banco privado do Brasil, Levy foi aposta de Dilma em ganhar o apoio do mercado e de parte da mídia, buscando reduzir a polarização política que emergiu das eleições de 2014.

    No entanto, Levy não mostrou a que veio, pois foi incapaz de articular os seus apoiadores do mercado num novo projeto de desenvolvimento. Assim, a simpatia que era recebido no congresso, inclusive por parlamentares da oposição, virou água.

    Hoje resta ao grande nome do mercado, o mimimi contra o congresso e a pose de coitadinho que a mídia lhe impõe, por ser alvejado pelo moribundo PT.

    Engalfinhado em lutas palacianas com outros dois mirins da política (Nelson e Mercadante), Levy entrou num jogo de soma zero por mais cortes orçamentários, num campo que os limites políticos e legais para mais reduções de gastos são claros.

    Não podemos minimizar a miopia política de Nelson Barbosa, que após negociar R$ 500 bilhões em desonerações e ter o PAC e as concessões nas mãos, ainda não conseguiu viabilizar o apoio dos grandes empresários. Quando deixou a secretaria-executiva do MF e foi abdicou do Rio em prol de São Paulo, até sugeriu que poderia se tornar um grande nome da economia. Mas passados 10 meses a frente do Ministério do Planejamento e do PAC, não podemos mais nutrir qualquer ilusão a respeito de suas condições de articular o PIB.

    Assim, após 10 meses de governo, Mercadante foi rebaixado, Barbosa foi reduzido a burocrata e Levy agoniza com sua planilha.

    Por outro lado, temos a volta de profissionais da política. Jaques Wagner e Berzoini formam uma promissora dupla na articulação do governo com a sociedade e com as forças políticas. Se conseguirem não bater cabeça dentro do palácio, podem mudar o jogo da economia e da política.

    Prova da visão promissora de Jaques Wagner é rearticular o Conselhão, abandonado na prática pelas dificuldades de compreensão política de Dilma e Mercadante.

    Desta forma, se desenha um processo onde a grandes decisões econômicas serão tomadas pela Casa Civil, que também poderá arbitrar as disputas entre Fazenda e Planejamento. Mas o mais importante é decidir com quem tem relevância para tal, qual a próxima fronteira da acumulação capitalista no Brasil. Onde se ganhará dinheiro por aqui.

    A mídia de jornalistas amadores e a classe média despolitizada não conseguem discernir a diferença entre cargo e poder e no mercado parece que ainda há apoio a permanência de Levy.

    Nesse modelo, existe nome melhor do que Levy para tomar sermão do William Wack quando perdermos mais um rating? Ou explicar ao mercado por que a meta fiscal não foi atingida mais uma vez?

  2. D_P

    11 de novembro de 2015 6:05 pm

    Será ?
    Nâo que Meirelles seja

    Será ?

    Nâo que Meirelles seja grande coisa, mas o Levy ja mostrou que é muito ruim como Ministro.

    Nassif, bons técnicos a Fazenda deve ter nos mais baixos escalões e não como Ministro.

    Eu acho que essa troca seria melhor que nada.

  3. Paulo F.

    11 de novembro de 2015 6:10 pm

    Médico que erra no diagnóstico

    É mais perigoso que pai de santo que receita banho de ervas.

    Dar remedio de elefante enfartado à tatu com gripe mata!

    A sangria daqueles muitos que pagam impostos para os rentistas continua. Juros de 14,25% são bons para quem?

  4. gabi_lisboa

    11 de novembro de 2015 6:13 pm

    Para o povão, o governo vai trocar seis por meia dúzia

    Nenhum dos dois é bom para o Brasil e o resultado já é explícito: aumento do desemprego, perda de poder aquisitivo, inflação e transferência de dinheiro do setor produtivo para os banqueiros.

  5. José Abrantes Gonçalves

    11 de novembro de 2015 6:22 pm

    Para mim o PT

    morreu como partido de esquerda, quando deram status de ministro a esse senhor por problemas dele com sonegação. Não vi Suplicy nem ninguém do partido dar um pio. Hoje até voto em um ou outro candidato do partido, mas o PT a partir desse momento passou a ser só mais um entre tantos. Portanto, não fiquei nada surpeso com o que veio depois.

  6. Ivan de Union

    11 de novembro de 2015 6:26 pm

    Da

    Da Reuters:

    http://www.reuters.com/article/2015/11/11/brazil-meirelles-rumors-idUSE6N11G05G20151111

    “Um minuto atraz”, de acordo com o google news.

    A noticia eh ruim demais se for verdadeira.

  7. jasantos

    11 de novembro de 2015 6:29 pm

    A impressão que tenho
    Não vou comentar o sr Meirelles como presidente do Bacen.

    Mas como executivo de banco foi alguém que soube muito bem utilizar o seu networking. Foi elevado á potencia maxima nas publicações nacionais, mas o banco dele não mais existe há muito tempo…

    1. Andre Araujo

      12 de novembro de 2015 12:38 am

      E nunca foi um banco

      E nunca foi um banco importante nos EUA, era medio medio. Ele inflou sua carreira e seu banco muito alem da realidade.

      O grande departamento do Boston no seu tempo de presidente no Brasil era o de relações publicas de Henrique Meirelles.

      É um profissional-balão, tem muotos no Brasil, gasta a maior parte do tempo enfeitando sua posição e curriculo, cavando premios de “o melhor do ano”, batalhando por entrevistas no VALOR e Exame, um saco de vento, não tem nada dentro.

      Os anos 2003-2008 foram brilhantes por causa do boom das commodities, não tem nada a ver com brilho de alguem da equipe economica, se no BC tivesse o Rolando Boldrin seria a mesma coisa.

  8. Fernando J.

    11 de novembro de 2015 6:30 pm

    Paúra. Medo. Covardia

    Dilma sabe, ou tem uma leve desconfiança, de que deve mudar. O momento é delicado, não há horizonte para o fim da crise. Uma mudança a esta altura para um Ministro da Fazenda identificado com a esquerda (Pochmann) seria entendido pelo deus-mercado como uma catástrofe, um jogar de toalha, o fim da austeridade e a volta do populismo fiscal, rebaixamento do Brasil nas agências e nos mercados internacionais (Banca), mais inflação, enfim, caos. Daí, apenas para mudar e dar uma satisfação de que não está fazendo nada, e não provocar um maremoto no deus-mercado pode optar pelo Meirelles sim, se fizer isso será mais um ato típico dela e de seus assessores diletos. 

    Mirelles ganha uma nota preta como CEO do Grupo JBS-Friboi, o maior processador de carnes do mundo. Por que aceitaria ser Ministro a razão de trintinha por mês? Patriotismo? Não, por pura vaidade mesmo, a mesma que o levou a se candidatar a deputado federal por Goiás em 2002. Depois, o Bacen caiu no seu colo. 

  9. João de Paiva

    11 de novembro de 2015 6:30 pm

    Quem tem de estar na Fazenda

    Quem tem de estar na Fazenda é alguém que, além de entender de economia, entenda de Política. Que tal convidar Ciro Gomes para essa pasta?

  10. Jandui Tupinambás

    11 de novembro de 2015 6:39 pm

    Nem um nem outro

    Levy pode ser bom ou até  excelente. Mas sua área, pelo que percebemos, é operacional. Precisamos de um ministro da Fazenda que mostre para a nossa Presidente que estamos no rumo errado e que existe caminhos melhores para combater a doença sem matar o paciente.

    Em um país tão rico onde a desigualdade impera, as saídas são diversas. A começar com projetos para ativar políticas de distribuição de renda, por exemplo. Se não dá pra produzir mais, distribuimos mais.

    De qualquer maneira, Meirelles também não é esse médico que a sociedade está esperando. 

    Tomara que o ex-ministro seja somente especulação. 

     

  11. Angelo Italo

    11 de novembro de 2015 7:18 pm

    Eu chutaria que o nome da

    Eu chutaria que o nome da Dilma é o Luciano Coutinho, presidente do BNDES. É um nome neutro (não é temido e nem amado pelo mercado), que pode dar certo dependendo do cenário econômico e politico.

    1. Andre Araujo

      12 de novembro de 2015 1:25 am

      Teve e tem mega provlemas no

      Teve e tem mega provlemas no BNDES.

  12. glib

    11 de novembro de 2015 7:22 pm

    Nunca me cadastrei porque não

    Nunca me cadastrei porque não tenho inteligência pra rebater os comentaristas do blog (eu os acho inteligentíssimos e eu tenho apenas o segundo grau, ou seja, eu sou semi-analfabeto). Masssssssssssssssssss, me diga, Nassif! Qual é o ministro da fazenda ideal? Diga nomes. Nomeie quantos quiser… Senão os burros iguais a mim serão eternamente burros…!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

     

  13. Ataíde Coutinho

    11 de novembro de 2015 7:38 pm

    Historias

    Me lembro das historias dele sobre as limusines e os telefonemas sobre o que fazer na especulaçao que seguiu a quebra do Lemman em 2008,

    Sempre disse que Mantega deixaria saudades !!!

  14. Moacir

    11 de novembro de 2015 7:46 pm

    Mudar a Dilma

    Não adianta trocar de ministro se não trocar de política. E aí mora o busílis, que muita gente aqui não gosta de encarar: Dilma adotou a política de Levy, de Meirelles, dos tucanos: a do ajuste para os bancos em detrimento do país. Então, pouco importa quem será o ministro, pois o resultado será o mesmo. Mudança de rumo, mesmo, só com outro caminho. PT, PSDB e PMDB são exatamente a mesma coisa, mudando apenas a cor do laço.

  15. Franco

    11 de novembro de 2015 7:51 pm

    É tudo meio irrelevante.

    É tudo meio irrelevante. Nenhum ministro desse governo terá coragem de mexer no sistema financeiro, no sistema de dívida. Meirelles, Levy ou qualquer outro continuará com a política do remendo.

    Só iremos ter uma mudança (para pior) com a próxima gestão que deve ser da direita verdadeira. Essa direita verdadeira não terá tanta vergonha de implementar um novo ciclo de liberalismo e desmonte de Estado, por isso dará certo.

    Certo que digo para o mercado, único alvo das políticas econômicas desse país.

    O governo nos últimos 13 anos sempre foi liberal. O fato de ter feito bolsa família, ampliado crédito e indexado o salário mínimo não significa que o governo não seja extremamente liberal.

    Não existe guinada a esquerda. Se Meirelles entrar e isso anima o mercado, automaticamente vc tem um ganho. Afinal de contas, vivemos uma crise de terrorismo especulativo, portanto o simples fato de acalmar os especuladores é melhor que quelquer medida fajuta de austeridade.

    Se não vamos contra o sistema, então que ao menos o governo resolva jogar o jogo, sem tentar ficar tão em cima do muro.

    Não acredito nem por um segundo que no fundo da alma Levy seja um homem de boas intenções, mas enfim…

  16. ST_Gardot

    11 de novembro de 2015 8:13 pm

    Falta algo??????

    Quem será o “padrinho” de HM…huuuuuuuuuummmmmmm….Depois reclama…

  17. Ana Torres

    11 de novembro de 2015 8:14 pm

    É Lula que quer Meirelles

    E é Lula quem está governando o país. Dilma está tão enfraquecida que não onsegue mais se impor, Lula e seus aliados tomaram as rédeas. E por isso Meirelles vai assumir. Ele já era quem Lula queria há um ano atrás, mas ele recusou.

    1. Andre Araujo

      12 de novembro de 2015 1:24 am

      Se Lula está governando o

      Se Lula está governando o Pais qual a nota que vc dá para o governo dele?

      1. Rui Daher

        12 de novembro de 2015 1:46 am

        nove

        com louvor

      2. Ana Torres

        12 de novembro de 2015 6:47 am

        Ele pegou o barco naufragando

        Ele pegou o barco naufragando há cerca de algumas semanas e não tem varinha de condão. 

  18. Rui Daher

    11 de novembro de 2015 9:08 pm

    Não digo na Fazenda,

    mas olhando para Tombini, acredito que Meirelles iria melhor, além de amansar as vivandeiras que estão parando, injustificadamente, o País. Lula sabe disso e o número 2018 não sai da cabeça dele.

  19. Vander

    11 de novembro de 2015 9:32 pm

    Não sei o que (ou quem) é

    Não sei o que (ou quem) é pior! Afinal, a questão central é que nem Levy nem Meirelles falam em baixar a taxa Selic que dá muito dinheiro aos bancos e sustenta os rentistas, porém massacra a economia real encarecendo o crédito e brecando a produção. Levy é a favor da CPMF e Meirelles diz que é preciso cortar gastos públicos (ainda mais?) o que acarretaria mais recessão e desinvestimento! Com todos os defeitos, ainda prefiro o menos ruim: Levy!

  20. azzisem

    11 de novembro de 2015 9:50 pm

    Para mim Paulo Nogueira
    Para mim Paulo Nogueira Batista Jr. Tem idéias mais que as do governo, conhece os mecanismos internacionais, tem CV.

    1. Andre Araujo

      12 de novembro de 2015 12:45 am

      Ele é 100% anti mercado, dá

      Ele é 100% anti mercado, dá para ser 50% mas não 100%. Politicamente é um desastre ambulante, por uma picuinha com a representante da Colombia que estava no bloco liderado pelo Brasil no FMI, o bloco se rompeu e o Brasil que tinha 4,68% dos votos caiu para pouco mais de 2%, o Brasil perdeu poder, prestigio e presença no FMI porque o PNB não gostava do “texto” dos relatorios da representante da Colombia, com a qual ele jamais deveria implicar, ela foi escolhida pelo Pais dela e o Brasil não tinha nada com isso. O caso causou uma crise diplomatica entre o Brasil e Colombia e quem perdeu foi o Brasil.

      1. Roregio

        12 de novembro de 2015 1:49 am

        Concordo

        Ademais, é uma mala pesadíssima…

      2. azzisem

        12 de novembro de 2015 1:57 am

        Esse foi um episódio

        Esse foi um episódio polêmico, mas o governo brasileiro o manteve no FMI. PNB defende maior indepedência dos países emergentes na construção de políticas no FMI, ter uma maior participação, mas não poder pensar diferente pouco adianta. A questão foi  incongruência de pensamento. 

  21. Carioca

    11 de novembro de 2015 9:58 pm

    Montão de blá blá blá

    para uma solução simples: Aumento de impostos para tapar deficit fiscais ou que nome tenha.

    E lá vamos nós rever tudo: Desemprego, desaceleração, paralização …

    O resto é um enche linguiça cansativo, mordorrento, enfadonho. 

  22. Márcio Valentim

    11 de novembro de 2015 10:04 pm

    Seis por meia dúzia

    Põe o Joseph Stiglitz. In Joseph we trust!

  23. alfie

    11 de novembro de 2015 10:08 pm

    pegada social

    Faltou a Levy uma pegada social. Ou se tem (ou tinha), não a demonstrou com clareza. Quando em fim de agosto anunciou que “por falta de fluxo de caixa o governo não poderia pagar o tradicional adiantamento do 13º salário para os aposentados”, ficou perceptível uma ausência de razão e sensibilidade. A decisão parece ter surpreendido até a presidente. Foi feio, colaborou para o descrédito que, atualmente cerca o governo Dilma. Outro ato pouco elegante: ficar falando ou mexendo em celular enquanto um deputado falava no plenário . Levy foi ma, demorou para taxar os bancos (área de onde ele veio), justamente os bancos que tiveram lucros absurdos. E nem se preocupou em reduzir os subsídios culturais

  24. MARCOSBH

    11 de novembro de 2015 10:40 pm

    Seria delirio ?

    Pode até ser delirio meu mas o meu sonho como brasileiro , seria ver um destes nomes como ministro da fazenda :

     

    Primeiríssimo lugar : João Pedro Stedile 

    Segundo : Conceição  Tavares

    Terceiro : Belluzzo

    Pau nos rentistas !

    1. Andre Araujo

      12 de novembro de 2015 12:40 am

      Os dois primeiros não seriam

      Os dois primeiros não seriam aprovados nem na Republica Democratica do Congo.

  25. antonio francisco

    11 de novembro de 2015 10:54 pm

    Meirelles disse que não recebeu convite

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/11/meirelles-diz-que-nao-recebeu-convite-para-o-ministerio-da-fazenda.html

  26. joel lima

    11 de novembro de 2015 11:13 pm

    O mais estranho é que

    O mais estranho é que Meirelles entraria para fazer um plano econômico que faria o que foi feito em 2008. O Brasil passou por algo parecido quando Delfim voltou em 79 no governo Figueiredo e tentou repetir  o “milagre de 73”. Só que as condições externas mudaram e em 82 o Brasil quebrou – iniciando a terrível década perdida. Fora que Meirelles e Dilma adoram mandar – e portanto entrariam direto em choque. Mas antes Meirelles do que Belluzzo , o dedo podre (rs) 

    1. Ana Torres

      12 de novembro de 2015 6:31 am

      Dilma ADORAVA mandar

      Hoje não manda mais, porque perdeu a força política e a credibilidade. Hoje  é Lula quem dá as cartas. Seu comentário é muito pertinente, só com essa ressalva.

  27. ST_Gardot

    11 de novembro de 2015 11:28 pm

    Melhor Frase

    Melhor frase dos últimos tempos, Ciro Gomes: “Eu não gostaria de ser presidente para fazer O TRABALHO dos meus adversários.”

     

    Pode passar a régua…

    1. ricardoaraxa

      12 de novembro de 2015 3:00 am

      DISSE TUDO!!

      DISSE TUDO!!

  28. Gomes Alexandre

    12 de novembro de 2015 12:55 am

    Carreira superficial?

    Luis, 

     

    tudo bem! Você sabe de fatos que eu não sei, agora, “carreira superficial” foi um pouco demais né? 

    Mas você não gostava do Levy. Não entendi mais nada!

  29. Sidnei Brito

    12 de novembro de 2015 1:16 am

    Em branco

    Para dizer a verdade, nenhum dos dois serve.

  30. Jose de Almeida Bispo

    12 de novembro de 2015 2:19 am

    O problema é que economia é,

    O problema é que economia é, acima de tudo questão de credibilidade, Nassif. Números são apenas detalhes. E nisso parece que Meirelles leva vantagem.

  31. Miguel A. E. Corgosinho

    12 de novembro de 2015 3:51 am

    O Banco Central tem que

    O Banco Central tem que deixar de ser proativo, vendendo produtos financeiros e valores cambiais para o Brasil pagar.

    Me parece que esse problema de confiança é cronico: o BC tem a formula independente (pesquisas de inflação manipuladas para aumentar os juros), e a Fazenda, agregado tribal, divide o bolo do crescimento; retirando as receitas do governo para os Bancos.

    A forma do câmbio é a tarefa interminável de doar o Brasil para os especuladores pelo custo do próprio desenvolvimento nacional, gerando uma base diária de comissões para gestão daqueles que não trabalham, mas operam os interesses mutuos entre o BC e o mercado.  

  32. José Muladeiro

    12 de novembro de 2015 9:03 am

    Parece-me que não basta ser um bom caráter

    como o Levy, pois hoje precisamos um ministro que tenha mais jogo de cintura para enfrentar o ambiente político armado pela oposição. De que adianta ficar tentando criar uma CPF se o Congresso está chantageanndo a Dilma? Eu penso que um bom ministrro da fazenda deve ter a coragem de aumentar a arrecadação  utilizando somente os instrumentos que não dependem do Congresso, como a CIDES,  IOF  e outras que existirem.  Na medida que saia das cordas, ai sim deveria enviar ao Congresso um pacote fiscal, incluindo a CPMF, que é um bom imposto.  Neste sentido eu penso que o Meireles é melhor do que o Levy.

  33. Paulo F.

    12 de novembro de 2015 12:32 pm

    Tanto faz

    “o governo Dilma virou um bando de tecnocratas de costas para o povo” J.P. Stedile

    Enquanto não corrigir o rumo, esta fadado ao fracasso.

  34. alfredo machado

    12 de novembro de 2015 12:42 pm

    ceo de araque

    Nassif,

    A boataria desta semana a respeito de HMeirelles é coisa de louco.

    Sobre o tititi, o CEO de araque do BBoston declarou que é a favor do ajuste fiscal prá ontem, então, prá que trocar seis por meia dúzia ? O certo é que a chegada de HMeirelles ao Min. da Fazenda interessa a mais de um lobby. Basta identificá-los e pronto.

  35. luiz Souza da Silva

    12 de novembro de 2015 1:02 pm

    Ex-petista

    É por essas e outras coisas que não voto mais no PT. O Lula sempre combateu os coxinhas dizendo que tudo que eles faziam estava errado, que era contra o trabalhador, blablabla. Agora, o PT colocou um coxinha como ministro da fazenda e o Lula agora quer um banqueiro no comando do ministério da fazenda. Definitivamente eu tenho que concordar com os coxinhas: o PT só sabe criticar, na ora de fazer as coisas direito tem que correr atrás de coxinhas para consertar as merdas que esse governo tem feito. Agora, quando olho para trás só vejo 2 coisas: bolsa família e corrupção desenfreada. A corrupção sempre existiu nos governos do PSDB, mas nunca vi um esquema tão grande de corrupção que envolve todas as áreas do governo. O PT me decepcionou muito e não adianta tentarem me convencer de que o Lula não sabia de nada. Uma pessoa que nunca sabe de nada, durante 13 anos de governo do próprio PT, para mim não pode ser presidente de um país, pois mesmo que eu leve em consideração que isso que o Lula diz seja verdade, o fato de nunca saber de nada prova que ele de fato é incompetente, só sabe fazer blablabla mas na hora de administrar tem que passar para os outros.

  36. luiz Souza da Silva

    12 de novembro de 2015 1:03 pm

    Ex-petista

    É por essas e outras coisas que não voto mais no PT. O Lula sempre combateu os coxinhas dizendo que tudo que eles faziam estava errado, que era contra o trabalhador, blablabla. Agora, o PT colocou um coxinha como ministro da fazenda e o Lula agora quer um banqueiro no comando do ministério da fazenda. Definitivamente eu tenho que concordar com os coxinhas: o PT só sabe criticar, na ora de fazer as coisas direito tem que correr atrás de coxinhas para consertar as merdas que esse governo tem feito. Agora, quando olho para trás só vejo 2 coisas: bolsa família e corrupção desenfreada. A corrupção sempre existiu nos governos do PSDB, mas nunca vi um esquema tão grande de corrupção que envolve todas as áreas do governo. O PT me decepcionou muito e não adianta tentarem me convencer de que o Lula não sabia de nada. Uma pessoa que nunca sabe de nada, durante 13 anos de governo do próprio PT, para mim não pode ser presidente de um país, pois mesmo que eu leve em consideração que isso que o Lula diz seja verdade, o fato de nunca saber de nada prova que ele de fato é incompetente, só sabe fazer blablabla mas na hora de administrar tem que passar para os outros.

  37. Andre B

    12 de novembro de 2015 3:25 pm

    Meirelles é melhor para o trabalho sujo.

    Levy é o homem público do Bradesco, não? Se for para fazer o trabalho sujo – e a proposta de politica econômica do segundo governo Dilma não passa de trabalho sujo, a começar pela mentirada na campanha eleitoral – talvez seja melhor o Meirelles ou talvez chamar logo o Arminio Fraga. Seria mais honesto.

  38. Ruy Messi

    12 de novembro de 2015 5:49 pm

    A Quem Interessa Meirelles?

    A quem interessa Meirelles no ministério? 

    Não é homem de aceitar idéias ou colaboração. Se acha auto suficiente, é prepotente, um eterno candidato

    a Presidente do Brasil!

    Ortodoxo, apesar de espírito público, está pouco se lixando para o povão e suas dificuldades, afinal ele

    faz parte do grupo dos rentistas: mais juros, mais arrocho etc!

    Quem está incentivando seu nome?

    Será ele mesmo atuando na mídia em seu favor, como se fosse um assessor plantando notícias 

    favoráveis a sua indicação e fragilizando o Levy? A troco de quê?

    Isto é falta de ética, é uma forçar a barra! 

    Seria o novo nome dos apoiadores do Aécio?

    O projeto do Aécio perdeu as eleições…

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