19 de junho de 2026

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de manifestações

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de Manifestações:

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1- Não compartilhe o vídeo dos atores da Globo contra Belo Monte. Esse vídeo de 2011 está cheio de informações falsas. Inclusive alguns atores que gravaram o vídeo se arrependeram depois de descobrir que o que eles disseram não era bem assim.

2- Não diga que foram gastos 30 bilhões em estádios. Na verdade, foram gastos 7 bilhões, que é coisa pra caramba. Desses 7 bilhões, grande parte é emprestado pelo governo federal, mas a maior fatia será paga pela iniciativa privada. Os outros 23 bilhões foram investimentos em infraestrutura, transporte e aeroportos. Inclusive, o investimento em transporte é uma das reivindicações dos protestos.

3- Nunca peça pro governo gastar com saúde o mesmo que se gastou com estádio de futebol. Nos 7 anos de preparação para a Copa, foram gastos aproximadamente 7 bilhões com estádios. Neste mesmo período, foram gastos mais de 500 bilhões com saúde. Então se vc fizer isso, na prática vc ta pedindo pra reduzir consideravelmente os gastos com saúde. Gastos com saúde nunca são demais. Então cuidado pra não pedir a coisa errada.

4- Não peça um presidente pra garantir que algum político seja preso. Isso é papel do poder Judiciário. O manifesto deve ser endereçado a este poder.

5- Não peça um presidente pra impedir a votação de uma lei ou PEC. Isso é prerrogativa do Congresso. O manifesto deve ser endereçado aos parlamentares.

6- Não peça um presidente pra cassar o mandato de algum deputado ou senador. Isso é papel das casas legislativas. Está escrito no artigo 55 da Constituição Federal.

7- Nunca peça pra fechar o Congresso e acabar com os partidos. O último presidente que fez isso foi um Marechal. Tal ato aconteceu em 1968 e foi nada menos do que o temido AI-5 da ditadura.

8- Não compartilhe aquelas informações falsas sobre o auxílio reclusão. O auxílio reclusão é um benefício pago à família do detento que contribuiu com o INSS, logo ele está recebendo um valor pelo qual já pagou anteriormente. O detento deve ser punido, não sua família.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. Amanda Santos

    14 de maio de 2014 5:20 am

    Aff. Esse é o problema que as

    Aff. Esse é o problema que as folhas em branco já sofriam e agora a interne: aceitar qualquer coisa. Informações verdadeiras misturadas com falsas traz credibilidade a quem as escreve. Infra-estrutura? Aeroportos? Transporte? Ahã…

    1. Cebolinha

      19 de fevereiro de 2015 4:07 pm

      Desminta o autor com dados,
      Desminta o autor com dados, se puder.

  2. Leo BR

    15 de maio de 2014 4:23 pm

    500 bi na saúde ???

    Me diz da onde vc tirou essa informção ? de 500 bilhões foram gastos na saúde !!

    E se foi gasto acho que devemos exigir que sejem bem gastos, pq nao adianta destinar verba e ela ser desviada no meio do caminho !! 

    SDS….

    1. Cebolinha

      19 de fevereiro de 2015 4:05 pm

      É só somar os orçamentos
      É só somar os orçamentos executados de cada ano, meu caro. Muito simples.

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