Os crimes envolvendo Chico Rodrigues, o aliado de Bolsonaro com dinheiro na cueca

Senador afastado é investigado por operar como "gestor paralelo" da Secretaria de Saúde de Roraima e usar duas assessoras de seu gabinete na empresa privada do filho e suplente

Jornal GGN – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo do inquérito que investiga a participação do senador afastado Chico Rodrigues em esquemas de corrupção que desviaram recursos do enfrentamento à Covid-19. Chico é o aliado e ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro que só perdeu o cargo depois de ter sido flagrado pela Polícia Federal com R$ 33 mil nas vestes íntimas, parte disso dentro da cueca, entre as nádegas.

De acordo com as informações já levantadas pela PF, há pelo menos três números de investigação contra Chico. Um diz respeito a uma empresa contratada por Roraima para fornecer álcool em gel para higienização e esterilização das mãos durante a pandemia. Mensagens mostram que o senador afastado tinha interesse pessoal nos pagamentos à empresa, que inclusive forneceu álcool inapropriado ao Estado: álcool 65%, indicado para limpar móveis, não as mãos.

A empresa para a qual Chico cobrava pessoalmente de funcionários do Estado o adiantamento do pagamento é Haiplan Construções Comércio e Serviços Ltda, que tem como sócios Júlio Rodrigues Ferreira, marido de Gilce de Olliveira Pinto, que seria o contato do senador.

Para a PF, Chico Rodrigues agia como um “gestor paralelo” da Secretaria de Saúde de Roraima.

Ele também ficava em cima de outro contrato do Estado, com a empresa Quantum Empreendimentos em Saúde, que tem como sócio Jean Frank Padilha Lobato, apontado como “operador do senador”. Ele é casado com uma funcionária do gabinete de Chico Rodrigues.

Leia também:  Governo federal pode descartar 6,8 milhões de testes contra covid-19

DESVIO DE FUNÇÃO

A terceira linha de investigação da PF é o uso de assessoras do gabinete de Chico Rodrigues pela empresa privada de seu filho e suplente, Pedro Rodrigues.

Para a PF, “a estrutura parlamentar do senador, o que inclui a atividade de suas assessoras Adriana e Cláudia, está sendo utilizada para a administração da empresa privada de seu filho Pedro, a San Sebastian, o que evidencia, no mínimo, o desvio de função de suas assessoras parlamentares”. A informação é do G1 desta quinta (22).

Após o escândalo da busca e apreensão com dinheiro na cueca, Chico Rodrigues pediu licença de 120 dias do Senado.

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome