Ex-ministro da Justiça (2007-2010), Tarso Genro é o convidado da TV GGN 20 Horas desta terça-feira (25), cuja participação ficou marcada pela análise da participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado [assista neste link].
O advogado com longa carreira política criticou as declarações de Campos Neto, pois o economista não respondeu nenhum questionamento dos senadores “com perícia técnica e formulação adequada”.
“Campos Neto, na verdade, é uma marionete do capital financeiro global e ele vai se acomodar sim. Um cara que aceita ser alto escalão de um governo genocida, funesto, que não tem nenhuma parecência com qualquer governo brasileiro, nem com os da ditadura, é uma pessoa desqualificada”, afirmou.
Confira a entrevista de Tarso Genro na íntegra:
Autonomia do Banco Central
Alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a autonomia do Banco Central também foi tema recorrente na comissão do Senado.
Para Genro, a Lei Complementar 179, de 2021, que garante a autonomia da instituição criou um mito ideológico, pois o Banco Central pode ser autônomo e independente, mas não pode ser soberano.
“O presidente faz bem em dizer: ‘Olha, segundo a Constituição Federal, o chefe da administração pública é o presidente’. Não tem essa de que o BC faz o que quer. Ele pode ter uma margem de liberdade para promover determinados cordéis, mas ele tem de cumprir as orientações estratégicas da soberania popular, que está estruturada na Presidência da República, no Congresso Nacional e no Poder Judiciário. Esses são os poderes soberanos.”
Governo Lula
O ex-ministro avalia positivamente o início do governo Lula, apesar das debilidades naturais do primeiro ano de gestão, especialmente depois de uma administração problemática como a de Jair Bolsonaro (PL).
Lula acertou em compor três eixos de mobilização centrais para o início do mandato, que são o arçabouço fiscal, a retomada das relações internacionais e o combate à fome.
Genro elogiou ainda a estratégia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para conquistar o Congresso Nacional e construir a base do governo para aprovar projetos futuros.
“Acho que o Haddad está abrindo um caminho. ‘Temos de dizer que tem uma margem de manobra para tratar da capitalização do estado brasileiro, para fazer investimentos. Temos de ter conexões internacionais para isso e temos de cativar uma base majoritária para fazer algumas reformas. Isso é o que estou entendendo do arcabouço. Ele não é o fim, ele é uma travessia, uma volta por cima para chegar a um determinado ponto de um não retorno”, finaliza.
Confira a entrevista na íntegra no Youtube da TV GGN. Aproveite para apoiar o jornalismo independente: se inscreva no canal, curta o vídeo, deixe seu comentário e faça parte da nossa comunidade.
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Edgar lima filho
26 de abril de 2023 2:38 amAssisti na tv as declarações desse rapaz aí, campos neto ,com algum assombro: de alguém num posto importante como presidente do banco central do Brasil sempre se espera alguma coisa fora da curva, oração exímia,tecnicidade, enfim ,um cidadão preparado que te convença..! Não foi nada disso…
Célio Ferreira Facó
26 de abril de 2023 7:54 amNa sua manifesta estupidez Campos, office-boy do Rentismo, acredita que o Banco Central tem é soberania!
josé Oliveira de Araújo
26 de abril de 2023 8:08 amNa sabatina do senado o Mister Bob disse que não sabe quando vai começar a baixar os juros. Mister, dá uma ligada para o André Esteves, quem sabe ele te ajude sobre a data.
Se chutemetria desse prémio, o presidente do BCB, poderia se cadidatar a receber algum.
O pessoal do COPOM podia ter uma postura mais modesta, pois se nos 23 anos das metas inflacionárias, eles nunca conseguiram acertar o centro da meta uma única vez, e não conseguem acerta nem a inflação do próximo mes, como ousam pousarem de técnicos cpazes de definir taxas de juros? Está passando da hora desse pessoal baixar a bola!