3 de junho de 2026

PGR diz a Moraes que Bolsonaro não deveria ir à posse de Trump por “cautela”

O passaporte de Bolsonaro está retido com a Polícia Federal desde 8 de fevereiro de 2024, devido às investigações da tentativa de golpe
Marcelo Camargo - Agência Brasil

Na última quarta-feira (15) o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra a viagem de Jair Bolsonaro (PL) e orientou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o pedido de liberação do passaporte do ex-presidente.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Bolsonaro solicitou seu passaporte na última sexta-feira (10) para que pudesse comparecer à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), agendada para a próxima segunda-feira (20).

Além de dar vistas do pedido à PGR, Moraes solicitou que o Bolsonaro precisaria apresentar um documento oficial” que comprovasse a veracidade do convite recebido. 

O passaporte do ex-presidente foi apreendido pela equipe da Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, em 8 de fevereiro de 2024, devido às investigações da Operação Tempus Veritatis, deflagrada para investigar a trama golpista que tentou impedir a posse do presidente Lula. A apreensão do documento tem como objetivo evitar uma possível fuga do Brasil.

De acordo com o parecer da PGR, a viagem de “interesse privado” de Bolsonaro não é considerada de nível “elevado valor de interesse público” a ponto de sustar os efeitos da apreensão do passaporte. 

“A situação descrita não revela necessidade básica, urgente e indeclinável, apta para excepcionar o comando de permanência no Brasil, deliberado por motivos de ordem pública”, diz o documento.

Segundo Gonet, Bolsonaro não ocupa mais um cargo que dê “status” de representação oficial para ir à posse de Trump.

“A medida de retenção do passaporte visa, obviamente, a impedir que o requerente saia do País e objetiva satisfazer eventual instrução criminal e aplicação da lei penal”, escreveu Gonet. 

“A cautela se baseia, portanto, em razão de ordem pública, com o objetivo de preservar substancial interesse público, no contexto de investigações criminais de que resultou”, acrescentou Gonet.

Veja o documento completo na íntegra aqui.

Após essa manifestação da PGR, Moraes tomará sua decisão sobre a liberação do documento. Caso a resposta seja negativa, o solicitante poderá abrir um recurso.

Leia mais:

Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Carlos

    16 de janeiro de 2025 3:35 pm

    Xandao já interrompeu a fuga.
    Mas, na minha opinião, quem tentou este golpe do fakinvite deveria ser chamado a se explicar

Recomendados para você

Recomendados