O regime político brasileiro mudou nos últimos três anos – e para pior, ao apresentar uma desproporção crescente entre a democracia e o autoritarismo, sendo uma espécie de “feijoada institucional que leva pedaços de democracia e sobras variadas de ditadura”, na visão do jornalista Jânio de Freitas.
Em artigo publicado no site Folha de São Paulo, Freitas aponta como uma das razões a assimilação das práticas do presidente Jair Bolsonaro ante os limites morais, legais e políticos.
Entre os pontos citados pelo articulista, está a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) em invalidar a cassação de deputado bolsonarista por fake news.
Outro ponto relacionado à “licenciosidade antidemocrática” de Freitas está a falta de iniciativa do procurador-geral da República, Augusto Aras, com o que foi apresentado pela CPI da Covid-19, sem contar o posicionamento das autoridades em torno dos casos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“As idas e voltas para chegar a lugar nenhum, nesses casos, têm o mesmo motivo: os incumbidos de resolvê-los sabem onde vão dar. De responsáveis pela aplicação da lei, passam a confundir-se com os fugitivos da lei”, afirma o articulista.
“Como na ditadura havia os crimes a serem investigados e os crimes protegidos, a depender de sua natureza ou dos autores, é vergonhosa a fuga do Judiciário, do Ministério Público e das polícias nos casos de Flávio Bolsonaro. E do fuzilamento do ex-PM Adriano da Nóbrega na Bahia. E do assassinato de Marielle Franco”, diz Freitas.
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Evandro Condé
5 de junho de 2022 1:07 pmSobre o Adriano, bom voltar a baila. Ele vivo seria uma fonte de dados sem comparação. A PM sabia. Eu, ignorante que sou, me pergunto pq entrar numa casa cercada se não ha ia pressa alguma?