Ruralistas financiaram campanhas de deputados da CPI do MST

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Pelo menos sete parlamentares obtiveram recursos de acusados; crimes cometidos vão de desmatamento ilegal a contrabando de ouro

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Pelo menos sete parlamentares listados para participar da CPI do MST receberam recursos de ruralistas acusados de cometer crimes agrários e contra o meio ambiente para suas campanhas eleitorais.

Levantamento divulgado pelo jornal O Globo afirma que seis desses deputados – Evair de Melo (PP), Domingos Sávio (PL), Joaquim Passarinho (PL), Marcos Pollon (PL), Coronel Assis (União) e Marussa Boldrin (MDB) – possuem algum tipo de ligação com o agronegócio.

Entre os doadores, estão os irmãos Nelson e Geraldo Vigolo, donos de uma agropecuária que doou R$ 60,5 mil para a campanha do deputado Evair de Melo e que acumula mais de R$ 10 milhões em multas por infrações ambientais.

Além disso, Nelson Vigolo foi denunciado em operação conduzida pelo Ministério Público da Bahia na Operação Faroeste, aberta para apurar esquema de vendas de sentenças judiciais em processos ligados a grilagem de fazendas.

Da base governista, o único citado foi o deputado Charles Fernandes, do PSD, cuja campanha recebeu R$ 27,6 de Manoel Rubens, ex-prefeito da cidade de Palmas de Monte Alto, acusado de cortar ilegalmente uma árvore protegida e que possui mais de R$ 100 mil em infrações pelo Ibama.

A CPI do MST deve ser dominada por políticos de oposição ao governo e críticos notórios ao MST, como os deputados Ricardo Salles (PL), relator da comissão e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro comissão, e o tenente-coronel Zucco (Republicanos), que será o presidente.

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