Seu Frias e o almoço com Lula

Do Clóvis de sempre:

“O que incomoda nesse episódio não é ele em si, menor. É a fabulação que o presidente faz em torno do que aconteceu. Por acaso, eu estava no almoço e sei perfeitamente o que se disse e o que não se disse. Como posso confiar em que Lula não fabula também ao relatar encontros com políticos ou governantes estrangeiros?”

Realmente não dá para confiar. O Cara!?, só um idiota, um lulo-petista, acreditaria nessa bobagem fabulosa – alías, até hoje o Clóvis não perde oportunidade de desmentir, de uma forma ou outra, o que foi gravado e filmado. Afinal, ele, o Clóvis, sabe perfeitamente o que se disse e o que não se disse.

Abaixo vai o que Frias, o Pai, disse que sabia:

“O governo quer a mídia de joelhos”

Jorge Felix

Publicado originalmente no AOL Notícias, em 21/10/03, em <http://noticias.aol.com.br/brasil/fornecedores/aol/
2003/10/21/0004.adp
>

Ele é o último barão da imprensa. Neste ano de 2003 viu seus congêneres morrerem: os donos de O GloboO Dia e Jornal do BrasilO Estado de S. Paulo há muito é administrado por herdeiros. Aos 91 anos, o jornalista Octavio Frias de Oliveira, há mais de 40 anos à frente da Folha de S. Paulo, é o único dos históricos donos de jornais em atuação no país.

(…)

O senhor certamente teve grandes encontros com personagens do poder. Como foram os presidentes da República como interlocutores?

O.F.O. – O que eu tive relações melhores foi o Fernando Henrique, que foi nosso colaborador por mais de dez anos escrevendo no jornal. Eu sempre me mantive afastado do  poder. Para ser independente você tem que estar um pouco distante porque senão entra numa situação moral difícil. A independência no Brasil é muito mal compreendida ainda. Então não tenho histórias para contar a este respeito porque sempre procurei manter uma distância entre a posição do jornal, a minha pessoal e os dirigentes do país.

O senhor já teve alguma conversa com o presidente Lula?

O.F.O. – Nunca tive nenhuma conversa com ele. Só um incidente que houve aqui na Folha.

Eu gostaria que o senhor contasse a sua versão para este episódio porque o senhor nunca falou e foi um encontro importante com quem está hoje na Presidência da República. Todo o meio jornalístico comentou muito sobre isso, mas pouco se sabe do que realmente ocorreu

O.F.O. – Nós o convidamos para almoçar aqui na Folha [durante a campanha eleitoral], ele veio. Na conversa, o Otavio, meu filho [Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal] perguntou a ele como ele se sentia no que dizia respeito ao preparo para exercer a presidência uma vez que ele não tinha curso superior. Ele não gostou da pergunta. Achou a pergunta impertinente. Não entendi porque tinha respostas facílimas a serem dadas, não? E se levantou da mesa no meio do almoço e saiu. Eu tive que acompanhá-lo até a porta. [Ri] Foi isso. Até hoje não entendi. Depois eu sei que ele mandou recado para esquecermos isto.

E o senhor esqueceu?

O.F.O. – Eu, da minha parte, esqueço. [Ri]

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