25 de junho de 2026

Só escravidão explica insensibilidade da elite com o povo, diz Dilma à Mano Brown

A ex-presidente Dilma Rousseff falou deste e outros temas - economia, golpe e eleições - ao músico, no podcast Mano a Mano
Foto: Divulgação

Só a escravidão explica a insensibilidade da elite com o povo brasileiro, defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista a Mano Brown, no podcast Mano a Mano.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Nunca vamos esquecer que um dos problemas mais graves do Brasil é a escravidão. Não só porque escravizaram nosso povo, mas porque, quem escravizou, e o fez por 300 anos, é a elite desse país. É só isso que explica a insensibilidade dela perante o seu próprio povo”, disse Dilma.

A ex-presidente falou deste e outros temas ao músico e ativista.

Lembrou que essa mesma elite é a que impede escolas gratuitas, da creche à faculdade, defendeu que o Teto dos Gastos Públicos que limitou ainda mais os investimentos sociais deve ser revogado, e que o preço do combustível é a representação mais clara da limitação do Brasil como eterno “exportador de commodities”.

Sobre o golpe, afirmou que “havia uma certa dificuldade de me acusar de qualquer coisa” e por isso a pedalada foi o argumento para retirar um governo “que representava um projeto diferente para o Brasil, de inclusão social”.

Perguntada se tem pretensões eleitorais, Dilma disse que não, mas que deverá “ajudar” nas eleições “de várias outras formas”. “Não quero compromisso eleitoral porque quero falar as coisas que acredito. A bola corre, eu participo, posso ajudar de várias formas”.

Ouça o podcast Mano a Mano com Dilma Rousseff aqui.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Pedro de Alcântara

    28 de abril de 2022 5:17 pm

    “Nunca vamos esquecer que um dos problemas mais graves do Brasil é a escravidão. Não só porque escravizaram nosso povo, mas porque, quem escravizou, e o fez por 300 anos, é a elite desse país. É só isso que explica a insensibilidade dela perante o seu próprio povo”, disse Dilma.
    Não pretendo fazer muito barulho sobre essa sua afirmação a respeito do nosso mundo, este de uma sociedade de classes e sua forma no Brasil.
    Atribuir à escravidão os males que nos afligem hoje, talvez possa correr o risco de nos desviar de sua causa principal, a qual, é o que penso, deve ser procurada, não no passado escravista, mas no presente capitalista. O que Engels relata na Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra não me parece poder ser creditada a um passado escravista. A burguesia inglesa tratava sua classe trabalhadora, composta de cidadãos ingleses, pior do que os proprietários de escravos americanos, segundo B. Franklin, tratavam seus escravos. Crianças de três anos, isto mesmo, três anos, trabalhavam no colo dos seus pais nas cidades fabris inglesas.
    Mas o que considero mais perigoso em sua afirmação é que ela pode ser tomada como apologia do capitalismo ou como uma forma de amenizar seus efeitos concentrados atualmente num processo geral de devastação. O que me parece estarmos vivendo em toda parte, ou seja, no mundo capitalista, é este processo de devastação, gerado em função da total incapacidade do capital de se reproduzir como tal. Isto, sim, produz uma ralé social, esta mesma que lhe desferiu um golpe, premeditado exatamente para dar um freio ao progresso que significou o período de 16 anos do PT no governo. Durante a farsa do seu impeachment você declarou que não ficaria pedra sobre pedra. Pois é, é isto que estamos vivendo…
    Isto que acabei de escrever é motivado pela grande admiração que tenho por Dilma.

Recomendados para você

Recomendados