Michel Temer, que assumiu o poder com a derrubada de Dilma Rousseff em 2016, disse que “o ideial” é o próximo presidente eleito “fazer um grande pacto nacional”, como o do fim da ditadura da Espanha, prevendo anistias à Jair Bolsonaro.
“O ideal seria fazer um grande pacto nacional, como aconteceu na Espanha. E quem for eleito chama a oposição, os 27 governadores eleitos, os chefes de poderes e organizações da sociedade civil para trabalhar até a posse. Quero ver quem se oporia a isso. As pessoas respirariam aliviadas. Isso seria o ideal”, opinou.
A solução de Temer para “as pessoas respirarem aliviadas” foi em referência a Jair Bolsonaro e o “quem for eleito” a Lula. As declarações foram feitas em debate de O Globo e do Valor Ecômico, nesta terça (20).
Ver “o que é anistiável e o que não é”
Posteriormente, ao voltar a falar nesse “pacto”, em pergunta sobre se o Brasil corria o risco de se tornar um país que não pune crimes cometidos por seus governantes, Temer disse que não saberia o que seria “anistiável” ou não de Jair Bolsonaro.
“Quando falo nesse pacto de pacificação, estou imaginando que seria verificado, se houver anistia, o que é anistiável e o que não é. Mas seria um gesto de harmonia no país.”
E, em seguida, fez possível referência à Lei da Anistia, da própria ditadura do Brasil, amplamente criticada pelos defensores dos direitos humanos e comunidade internacional por ter perdoado crimes da ditadura brasileira. O Pacto de Moncloa de 1977 da Espanha inspirou a Lei da Anistia no Brasil.
“A Constituição é pautada pela paz”, disse Michel Temer.
SYLAS CLOZEL PETROVCIC
21 de setembro de 2022 12:18 pmÉ um verdadeiro canalha
Cid Quintela
21 de setembro de 2022 12:28 pmSe Lula perdoar esse criminoso vai perder meu voto pelo resto da minha vida. Se isso acontecer NUNCA MAIS voto em Lula.
Ana Maria morau
21 de setembro de 2022 12:30 pmTemer deveria estar preso, assim como o inominável. Nos são bandidos. Não quero pacto nenhum com oapouador da ditadura. E eu sou o povo e temer não tem.meu aval para falar por mim
José Eduardo de Oliveira e Cruz
21 de setembro de 2022 12:43 pmNão sei até que ponto vai o cinismo de determinadas pessoas!! Isto para não ser mais enfático em minha colocação!!!
GalileoGalilei
21 de setembro de 2022 1:23 pmEventuais punições a Bolsonaro e sua família cabem exclusivamente à justiça. Lula, ou quaisquer presidentes, não devem interferir. Os pedidos de punição cabem à sociedade e a decisão à justiça. Ponto. Lula sequer deve se manifestar sobre eventuais punições.
Rudi Klingenberg
21 de setembro de 2022 1:29 pmSó de pensar em quem respiraria aliviado, fico bufando de indignação.
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de setembro de 2022 1:37 pmNem perdão, nem anistia. A paz somente será possível quando Bolsonaro e os militares que ele enfiou no Ministério da Saúde responderem pelas 500 mil mortes que causaram. O presidente do Banco Central que afirmou que reduzir as mortes decorrentes da pandemia faria mal para a economia também tem que ser processado e julgado.
Zé Matos
21 de setembro de 2022 1:39 pmAté a proposta é vergonhosa.
marciog
21 de setembro de 2022 2:32 pmSe Temer já está falando isso, provavelmente já está tudo acertado com os deputados, senadores, STF e tudo! Nossa política é muito desavergonhada, mesmo!
marcio gaúcho
21 de setembro de 2022 2:33 pmSe Temer já está falando isso, provavelmente já está tudo acertado com os deputados, senadores, STF e tudo! Nossa política é muito desavergonhada, mesmo!
Francisco
21 de setembro de 2022 4:32 pmO famoso ‘advogando em causa própria’, utilizando o outro como objeto do próprio desejo de garantia, não apenas pelo, “Tem que manter isso, viu?, como ‘otras cositas mas’, sabidas e feitas nos anos passados.
O presidente nada tem a ver com isso, ou melhor, tem sim e muito, a reforma a jato do judiciário, ora ex-lavajateiro com risco de tornar-se tremendamente evangélico, conforme o ‘datapovonaro’.
Werner
21 de setembro de 2022 4:54 pmEsse crápula deveria se recolher e apodrecer. Só favoreceu o desmonte a desconstrução e entreguismo de nossas riquezas.
Paulo Dantas
21 de setembro de 2022 6:40 pmBesteira muita vezes vem bem embalada, uma coisa é uma anistia na saída de um governo autoritário para um democrata , não é o melhor dos mundos mas se permite a transição se “engole”a anistia , outra é uma anistia em pleno “estadodidireito” elegendo um sujeito como o café-com-leite das brincadeiras infantis…
Carlos Alberto Poleti
21 de setembro de 2022 11:07 pmO interessante é que até hoje ninguém fala em anistia irrestrita para o Lula, mesmo com uma condenação sem provas. Aliás seria uma forma de fazer a reparação decidida pelo comitê internacional da ONU, para nunca mais se referirem a ele como ladrão. O que é um “triplex” no Guarujá perto de 107 imóveis registrados em cartório em nome da família, sendo 51 pagos em dinheiro “vivo”?
GalileoGalilei
22 de setembro de 2022 10:14 amE anistia para quem? Apenas para o 00? ou para os 01, 02, 03 e 04 também? Extensiva para a Micheque? Para os Weintraubs, Salles, Damares, Ernestos e Pazuelos? E as ex do 00, como ficam? E os milicos golpistas, também? Ia me esquecendo de todos os pastores da noite. Oh, quantas questões existenciais!
Luanne Dias
22 de setembro de 2022 10:58 amMuito curioso essa matéria aparecer dias depois de Lula fugir da pergunta se ele daria anistia a Bolsonaro. Isso só confirma minhas suspeitas, ele só quer chegar ao poder a todo custo e não pensa no povo!
Agora mais que nunca eu reforço meu voto no Ciro Gomes!
Mário Mendonça
22 de setembro de 2022 1:17 pmNormalíssimo, o capitalismo fazendo seu papel de perdoar despotas!
Carlos Alberto Poleti
22 de setembro de 2022 4:18 pmLuanne Dias: Estranho é aparecer esse assunto dias depois da entrevista da CNN onde o WW fez a pergunta. Será que isto não está tudo acertado para continuar “estancando a sangria, fazendo um acordo com o STF, com tudo”, segundo Romero Jucá? Não seria mais uma pressão anti-democrática de provocar uma revolta na opinião pública levando ao impeachment de Lula logo após a sua eleição? O poder econômico nesse país não aceita de forma nenhuma um partido de origem trabalhista genuíno por puro preconceito e para não permitir o Estado de Direito Social. São os “iguais” se defendendo para não perder o comando do dinheiro público. Privatização mas com o orçamento público à disposição. É nojento!!!