21 de maio de 2026

Trump quer presídios brasileiros para abrigar estrangeiros presos nos EUA e cobra ofensiva contra PCC e CV

Medida faz parte de pacote de segurança em negociação; Washington exige plano contra facções e dados de refugiados
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

▸ EUA propõem que Brasil receba presos estrangeiros capturados nos EUA em acordo contra crime transnacional.

▸ Washington exige dados biométricos e plano contra PCC, Comando Vermelho, Hezbollah e máfias chinesas.

▸ Brasil resiste à classificação das facções como terroristas para evitar intervenção e preservar soberania.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo de Donald Trump propôs formalmente que o Brasil receba, em suas unidades prisionais, cidadãos estrangeiros capturados pelas autoridades dos Estados Unidos, de acordo com informações de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. A medida, inspirada no modelo da penitenciária de alta segurança Cecot, em El Salvador, integra as negociações de um novo acordo de cooperação no combate a organizações criminosas transnacionais.

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O anúncio oficial da parceria era previsto para a visita do presidente Lula (PT) a Washington, inicialmente agendada para março, mas que deve ocorrer apenas em abril. O governo americano condiciona a cooperação à apresentação, por parte do Brasil, de um plano para desarticular o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e máfias chinesas em território nacional.

Exigências de Washington e biometria

Além da custódia de presos, a gestão Trump solicita o compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros que buscam refúgio ou já possuem o status de refugiado no Brasil. Segundo um alto funcionário americano informou à Folha, o objetivo é monitorar fluxos migratórios e bloquear a imigração em massa que utiliza portos e fronteiras brasileiras como rota.

As demandas surgiram como contraproposta ao plano original desenhado pelo Palácio do Planalto. No ano passado, durante telefonema que selou a trégua após tensões sobre tarifas comerciais, Lula sugeriu focar a cooperação em quatro eixos:

  • Combate à lavagem de dinheiro em paraísos fiscais como o estado de Delaware;
  • Bloqueio de ativos ilícitos de brasileiros nos EUA;
  • Fiscalização conjunta contra o tráfico de armas que abastece facções;
  • Intercâmbio de informações sobre transações com criptoativos.

Soberania e classificação de terrorismo

O Brasil resiste às exigências americanas e tenta evitar que Washington classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na avaliação do governo Lula, tal designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro sob o pretexto de segurança nacional.

Há também um forte componente político interno. O governo monitora o risco de o tema ser explorado pela oposição bolsonarista durante a campanha eleitoral. Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões para formular uma alternativa que preserve a soberania nacional sem romper o diálogo estratégico com a Casa Branca.

A expansão das facções

A pressão americana ocorre em um momento de consolidação das facções no Brasil. Levantamentos mostram que o Comando Vermelho e o PCC já atuam em todos os estados, detendo hegemonia em pelo menos 13 deles.

A projeção internacional desses grupos também preocupa os órgãos de inteligência: o CV mantém operações em oito países da América Latina, enquanto a presença do PCC já é detectada em 16 nações, consolidando-os como atores centrais no tráfico internacional de drogas e armas.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
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  1. Eduardo Pereira

    13 de março de 2026 12:36 pm

    Cenourão entrou numa de que aqui e um pinico. Deve ter tido essa percepção a partir do conhecimento da famaglia do Bozo, a verdadeira OrCrim do Brasil.

    Melhor incluir a gente fora dessa, Brasil não consegue cuidar dos presos brasileiros , Como vai ser? Guarda gringa? Não vai rolar. Tremenda casca de banana, provavelmente armada pelo foragido ex escrivão da PF e filho do Inelegivel.

  2. Rui Ribeiro

    13 de março de 2026 3:54 pm

    O Brasil tem superlotação carcerária. Deixa a elite dos EUA construir prisões. Ninguém aqui é Bukele Bucéfalo

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    13 de março de 2026 4:59 pm

    Donald Trump acha que pode dizer quem deve ser preso ou solto no Brasil. Ele começou uma guerra ilegal cometendo dois crimes de guerra. Se os EUA precisar, o Brasil pode trancar ele numa cela de segurança máxima à pedido do Senado Americano.

  4. emerson57

    13 de março de 2026 10:00 pm

    ATENÇÃO
    Replicar o PIG mata o jornalismo independente.
    Estão em fase terminal o DCM o 247 e o ICL.
    Quem quer saber a opinião do PIG, consulta e se informa pelo PIG.
    Transformar um canal de informação respeitado como esse em sinopse do PIG é rematada burrice.
    Isso aqui publicado aproveita à quem?
    Atentem, Nassif e equipe para isso!

  5. Paulo Dantas

    14 de março de 2026 11:30 am

    Teria ordenamento jurídico para isto ?

    Dúvida de leigo mesmo.

  6. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    15 de março de 2026 7:40 am

    Vivemos em mundo repleto de paradoxos. O presidente de um país controlado pelo crime super organizado, exigindo que outros países combatam o crime ortganizado. Será que eles também querem exclusividade para os seus carteis?

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