O governo de Donald Trump propôs formalmente que o Brasil receba, em suas unidades prisionais, cidadãos estrangeiros capturados pelas autoridades dos Estados Unidos, de acordo com informações de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. A medida, inspirada no modelo da penitenciária de alta segurança Cecot, em El Salvador, integra as negociações de um novo acordo de cooperação no combate a organizações criminosas transnacionais.
O anúncio oficial da parceria era previsto para a visita do presidente Lula (PT) a Washington, inicialmente agendada para março, mas que deve ocorrer apenas em abril. O governo americano condiciona a cooperação à apresentação, por parte do Brasil, de um plano para desarticular o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e máfias chinesas em território nacional.
Exigências de Washington e biometria
Além da custódia de presos, a gestão Trump solicita o compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros que buscam refúgio ou já possuem o status de refugiado no Brasil. Segundo um alto funcionário americano informou à Folha, o objetivo é monitorar fluxos migratórios e bloquear a imigração em massa que utiliza portos e fronteiras brasileiras como rota.
As demandas surgiram como contraproposta ao plano original desenhado pelo Palácio do Planalto. No ano passado, durante telefonema que selou a trégua após tensões sobre tarifas comerciais, Lula sugeriu focar a cooperação em quatro eixos:
- Combate à lavagem de dinheiro em paraísos fiscais como o estado de Delaware;
- Bloqueio de ativos ilícitos de brasileiros nos EUA;
- Fiscalização conjunta contra o tráfico de armas que abastece facções;
- Intercâmbio de informações sobre transações com criptoativos.
Soberania e classificação de terrorismo
O Brasil resiste às exigências americanas e tenta evitar que Washington classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na avaliação do governo Lula, tal designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro sob o pretexto de segurança nacional.
Há também um forte componente político interno. O governo monitora o risco de o tema ser explorado pela oposição bolsonarista durante a campanha eleitoral. Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões para formular uma alternativa que preserve a soberania nacional sem romper o diálogo estratégico com a Casa Branca.
A expansão das facções
A pressão americana ocorre em um momento de consolidação das facções no Brasil. Levantamentos mostram que o Comando Vermelho e o PCC já atuam em todos os estados, detendo hegemonia em pelo menos 13 deles.
A projeção internacional desses grupos também preocupa os órgãos de inteligência: o CV mantém operações em oito países da América Latina, enquanto a presença do PCC já é detectada em 16 nações, consolidando-os como atores centrais no tráfico internacional de drogas e armas.
Eduardo Pereira
13 de março de 2026 12:36 pmCenourão entrou numa de que aqui e um pinico. Deve ter tido essa percepção a partir do conhecimento da famaglia do Bozo, a verdadeira OrCrim do Brasil.
Melhor incluir a gente fora dessa, Brasil não consegue cuidar dos presos brasileiros , Como vai ser? Guarda gringa? Não vai rolar. Tremenda casca de banana, provavelmente armada pelo foragido ex escrivão da PF e filho do Inelegivel.
Rui Ribeiro
13 de março de 2026 3:54 pmO Brasil tem superlotação carcerária. Deixa a elite dos EUA construir prisões. Ninguém aqui é Bukele Bucéfalo
Fábio de Oliveira Ribeiro
13 de março de 2026 4:59 pmDonald Trump acha que pode dizer quem deve ser preso ou solto no Brasil. Ele começou uma guerra ilegal cometendo dois crimes de guerra. Se os EUA precisar, o Brasil pode trancar ele numa cela de segurança máxima à pedido do Senado Americano.
emerson57
13 de março de 2026 10:00 pmATENÇÃO
Replicar o PIG mata o jornalismo independente.
Estão em fase terminal o DCM o 247 e o ICL.
Quem quer saber a opinião do PIG, consulta e se informa pelo PIG.
Transformar um canal de informação respeitado como esse em sinopse do PIG é rematada burrice.
Isso aqui publicado aproveita à quem?
Atentem, Nassif e equipe para isso!
Paulo Dantas
14 de março de 2026 11:30 amTeria ordenamento jurídico para isto ?
Dúvida de leigo mesmo.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
15 de março de 2026 7:40 amVivemos em mundo repleto de paradoxos. O presidente de um país controlado pelo crime super organizado, exigindo que outros países combatam o crime ortganizado. Será que eles também querem exclusividade para os seus carteis?