21 de junho de 2026

Zarattini diz que projetos para evitar novos crimes na Abin não avançam no Congresso

Parlamentar ressalta que ficou claro que o governo de Jair Bolsonaro (PL) utilizada o órgão para acompanhar os opositores do governo
Crédito: Ananda Borges/ Câmara dos Deputados

O programa TVGGN 20 Horas da última sexta-feira (12) contou com a participação do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) para comentar o esquema de arapongagem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chamado de Abin Paralela.

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Zarattini comentou que acompanha a situação da agência há algum tempo e que ficou claro que o governo de Jair Bolsonaro (PL) utilizada o órgão para acompanhar os opositores do governo, o que pode ser entendido como uma ação absolutamente ilegal. 

“Começou lá naquele Sínodo da Amazônia [em 2019], quando eles não só colocaram agentes da Abin em comunidades católicas da Amazônia para saber o que iam discutir, o que iam levar para aquele Sínodo, como no próprio Sínodo tinha agentes da Abin”, lembra o parlamentar.

O deputado ressalta ainda o escândalo da First Mile, software utilizado para localizar pessoas, em que bastava adicionar o contato telefônico do alvo para que os agentes descobrissem sua localização. 

“Programa comprado de forma absolutamente legal, mas com utilização absolutamente ilegal, porque vai contra a própria lei”, continua o entrevistado. 

Outro ponto levantado por Zarattini é que o início da espionagem começou ainda no governo Temer, quando o Willian Pina Botelho, que se apresentava como Capitão Balta, se infiltrou em um grupo de jovens manifestantes na Avenida Paulista e os prendeu. 

Projetos

No governo Lula, apesar de o Gabinete de Segurança Institucional ainda ser comandado por militares, a Abin agora está sob a responsabilidade da Casa Civil, chefiada pelo ministro Rui Costa. 

Mas o entrevistado chama a atenção para o fato de o órgão de controle da Abin ser a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), que tem o poder para convocar os responsáveis pela Abin e outras agências de inteligência do governo para prestar contas. 

O Congresso Nacional, porém, não se interessa pelo monitoramento dos serviços de inteligência, de acordo com Zarattini. 

“A presidência da CCAI é feita por um ano pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, e esse ano pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que é o Renan Calheiros. Até agora, não tivemos uma única reunião da CCAI. Agora vamos entrar no período eleitoral, vamos passar mais dois meses, três meses sem ter uma única reunião. Talvez a gente tenha uma reunião lá em outubro, se for convocada”, lamenta o parlamentar.

Zarattini comenta que tem três projetos para por fim às irregularidades cometidas na Abin, porém um deles foi arquivado sem que o debate fosse feito, enquanto outros dois só podem ser discutidos em reuniões da CCAI ou na Câmara.

“Os dois têm mais ou menos com a mesma ideia: de que a Abin deve prestar informações à CCAI por ofício a cada três meses, dizendo duas atividades, inclusive as que estão sob sigilo, e as despesas”, conclui. 

Confira a entrevista na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos Lima

    14 de julho de 2024 7:58 pm

    Caro Nassif, com a sinceridade cidadã de médio, ou pequeno entendimento, em uma campanha em MG, aventaram que, não me lembro se Aécio ou Anastasia, haviam comprado um aparelhos ou mais para PM, que podia arapongar, no popular milhares de ligações telefônicas, em plena campanha eleitoral, não sei se comprou realmente e se fizeram o serviço, mas surgiu essa informação. Pois bem, essa questão da ABIN PARALELA, é verdade, porém a forma que foi detalhada, está incompleta, Isso não poderia ser executado sem núcleos regionais, o que está sendo exposto é só para configurar o crime, sem informar a dimensão total da espionagem, isso chegou nos cidadãos comuns também, e foi grave, essas denominações religiosas, a meu ver estão até o pescoço nisso, houve espionagem industrial, comercial e fiscal, para um GOLPE DE ESTADO absolutista, e proveitos econômicos. Se falarem de todos que foram espionados ilegalmente, será uma busca de indenizações sem precedentes, por isso acredito que seja só o básico de informação, e sem juízo de valor, é uma opinião pessoal, mas é questão de lógica que não pode ser descartada. E mais, isso começou, já com o governo Dilma, claro, sem ela saber, era notório que o que acontecia era uma traição, no governo TEMER, cristalizou, pavimentou, e deu no que deu.

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