1 de julho de 2026

Abin de Bolsonaro apurou se denúncia de Marielle chegava ao clã

PF encontrou "ações clandestinas realizadas pela estrutura paralela (da Abin) relacionadas à investigação do homicídio da vereadora MARIELLE"
Foto: Reprodução

Sob o governo de Jair Bolsonaro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apurou se as denúncias e investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes relacionavam a família do ex-mandatário ao crime.

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É o que revela a representação da Polícia Federal sobre a “Abin paralela”, que motivou a Operação Última Milha, nesta semana, e mostra como a Agência de Inteligência foi utilizada ilegalmente pelo governo anterior para benefício próprio. A informação foi divulgada pelo site O Cafezinho e o Jornal GGN confirmou, com acesso ao documento da PF, e trouxe em detalhes.

“As diligências policiais ao longo da investigação revelaram ações clandestinas realizadas pela estrutura paralela relacionadas à investigação do homicídio da vereadora MARIELLE”, traz a Polícia Federal, no documento.

Entre as ações ilegais de monitoramento e espionagem, a Abin, então sob o comando de Alexandre Ramagem, hoje deputado pelo PL-RJ, fez um relatório de inteligência listando todas as denúncias ligadas à morte da vereadora e do motorista, e quais delas detinham “informação da família Bolsonaro”.

Além do documento, a apuração da PF, tornada pública agora, revela que a Abin espionou a promotora de Justiça do GAECO, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), Simone Sibilio do Nascimento. Entre 2018 e 2021.

No Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MP, ela esteve à frente das investigações do assassinato da vereadora do PSOL. No requerimento da PF, o currículo da promotora aparece em um dos relatórios de inteligência:

Da mesma forma, foram produzidos “dossiê de informações” sobre Daniel Freitas da Rosa, o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro que assumiu as investigações em 2019:

Segundo a PF, Daniel Freitas da Rosa teria sido monitorado porque, como nomeação de Jair Bolsonaro, ele era parte do “núcleo-político” do governo e tinha como objetivo verificar se alguma informação ou publicação relacionada ao delegado poderia afetar o governo.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. marcio

    12 de julho de 2024 3:01 pm

    Levantem o Tapete !!!…..

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