Sugerido por Assis Ribeiro
Do Tijolaço
Querem mais superavit primário? Pois vejam de quem isso tira dinheiro: dos pobres
O blog Dinheiro Público, da Folha, publica três gráficos que reproduzo a seguir, com alterações, para mostrar a evolução dos gastos do Governo Federal com benefícios sociais – aposentadorias, pensões, auxílios diversos, seguro-desemprego, abono salarial, assistência a idosos e deficientes e, a partir do Governo Lula, o Bolsa Família.
Acrescentei aos gráficos o valor que representam como porcentagem do PIB brasileiro, corrigido, como os demais valores, pelo IPCA.
Verifique, abaixo, como foi o volume e perfil destes gastos no início do governo Fernando Henrique.
Repare que as despesas da previdência significavam mais de 80% dos gastos totais. Estes, por sua vez, representavam 5,45% do Produto Interno Bruto do país.
Logo no início do governo Lula, registrou-se uma pequena elevação:
Repare que as aposentadorias e pensões continuaram representando mais de 75% do total, porque além do crescimento natural, tiveram um salto com as antecipações de aposentadorias causadas pela reforma da Previdência, a dobra dos auxílios a deficientes e idosos e o início do Bolsa Família.
Agora, o último gráfico mostra o que ocorreu durante o Governo Lula e os dois primeiros anos do Governo Dilma.
Fica claro que, se os gastos do Governo Federal tivessem se mantido nos níveis recebidos por Lula de Fernando Henrique, crescendo apenas na proporção em que crescia a economia, seria fácil manter a geração de superávits primários num nível até acima do que os governos do PSDB fixavam.
Como estes benefícios, na maioria, são relacionados ao salário-mínimo, é fácil imaginar a redução de gastos se os governos Lula/Dilma não tivessem produzido uma elevação do mínimo, de cerca de 60%, nos seus governos.
Não são os gastos de custeio da máquina pública ou o da remuneração dos servidores que estão representando um aumento de despesas públicas.
É o que tem sido transferido – em aposentadorias, pensões, auxílios e abonos – aos segmentos mais frágeis do povo brasileiro e que faz girar a economia brasileira.
Quem defende superavits maiores tem de ter a honestidade – e a crueldade – de dizer que é destas pessoas que se terá de tirar, até porque são os mesmos que defendem a continuidade de uma política de juros altos que, todo ano, consome dois terços do valor que se destina a estes gastos sociais.
E assuma ser o que é: algoz dos pobres.



Assis Ribeiro
2 de dezembro de 2013 11:16 amDe um lado pouco se mudou em 50 anos
13 – 06:21
Eu buscava por esta imagem faz tempo. O Fernando Andrade enviou, por e-mail.
http://www.viomundo.com.br/humor/pouco-mudou-em-50-anos.html
ffp
2 de dezembro de 2013 11:26 amhttp://www.auditoriacidada.org.br.
D
http://www.auditoriacidada.org.br.
Dívida pública consome cerca de 46% do PIB para pagamento de juros, amortizações e refinanciamento. Valor para o ano de 2014 será de cerca de mais ou menos 1 trilhão de reais (1.000.000.000.000 de reais) para o pagamento para o setor financeiro e os detentores desses títulos da dívida ( a qual está cheia de ilegalidades em sua composição, segundo o site http://www.auditoriacidada.org.br).
ffp
2 de dezembro de 2013 11:32 amGastos sociais– cerca de 72
Gastos sociais– cerca de 72 milhões de benefícios. Milhões de brasileiros ganham.
Gastos com juros– para uma parcela pequena da população: entre 500 mil a 900 mil brasileiros. ( não sei os dados exatos, mas são poucos os que ganham).
evandro condé de lima
2 de dezembro de 2013 11:50 amO que me chama a tenção é que
O que me chama a tenção é que está havando aumento com gastos com bolsa família. Não sei se normal ou não, teria de sentar e fazer uma análise que não me sinto capaz. Mas se daqui a oito anos- já emos doze (ou seja o tempo de uma geração) tivermos estes dados crescentes, significa que em termos de emprego e similar avançamos menos que o necessário?
Gunter Zibell - SP
2 de dezembro de 2013 1:33 pmPrecisaria se ver a evolução
Precisaria se ver a evolução no tempo. Não ajuda comparar 2003 com 1995 se as pessoas foram se aposentando ao longo desses anos. Faria mais sentido comparar-se 2010 e 2002.
Adelina
2 de dezembro de 2013 10:40 pmdesenhinho maquiavélico
Já tinho lido esta excelente matéria no site do Tijolaço, pois passei antes por lá. Alguns comentaristas de lá, reclamaram com razão na minha humilde opinião, sobre colocar aposentadorias como gastos sociais. Afinal os aposentados não pagaram durante décadas para terem direito ao benefício? Outra coisa,o desenhinho. Talvez esteja paranóica, mas parece um detonador. É como dizer que o país iria explodir por conta dosinvestimentos (gastos) sociais. A nossa violência cotidiana mostra que o paísjá convive com pequenas detonações diárias, graças à nossa inequidade social. Este avanço, pequeno para extremistas, mas para mim valioso e dentro do possível é que tem sido atacado de maneira raivosa. Se continuar avançando, quem sabe teremos uma sociedade um pouco menos violenta.
Doney
3 de dezembro de 2013 12:33 pmSe o governo não tivesse
Se o governo não tivesse feito desonerações pontuais bilionárias e inúteis, não haveria problema em atingir a meta de superávit primário.