11 de junho de 2026

Em 12 anos, Brasil reduziu população subalimentada em 82,1%

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Do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome

O relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nesta quarta-feira (27), destaca os avanços brasileiros na redução do número de pessoas em situação de fome nos últimos anos. O Brasil é o país, entre os mais populosos, que teve a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, que foi de 82,1%. No mesmo período, a América Latina reduziu em 43,1% esta quantidade.

Entre os mais populosos, o país também é aquele que apresenta a menor quantidade de pessoas subalimentadas. São 3,4 milhões no Brasil, pouco menos de 10% da quantidade total da América Latina, que é de 34,3 milhões. “O relatório confirma o esforço e reconhece a trajetória do Brasil na ação de redução da pobreza e do combate à fome”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“O Brasil, ao contrário de outros países do mundo, sempre foi um grande produtor de alimentos. E, mesmo assim, a população passava fome. O nosso problema não era a disponibilidade de alimentos, o nosso problema era acesso aos alimentos e à renda. E isso conseguimos alcançar com políticas públicas”, explicou.

A publicação aponta também que o país alcançou todas as metas das Nações Unidas em relação à fome. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) era de reduzir pela metade a fome e o da Cúpula Mundial de Alimentação era de reduzir pela metade os números absolutos de subalimentados. O Brasil é um dos 29 países que conseguiram alcançar essas duas metas. “O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que está em processo de formatação, tem o objetivo de reduzir até menos de 5% até 2030. Desde o ano passado, nós já conseguimos alcançar esta meta”, contou a ministra.

As ações de segurança alimentar desenvolvidas e o Programa Bolsa Família foram citados como cruciais para o crescimento inclusivo que o Brasil alcançou. “A proteção social pode estabelecer um círculo virtuoso de progresso à população pobre com melhores salários, empregos e rendas”, destaca o relatório. “Estes programas reduziram significativamente a desigualdade de renda – entre 2000 e 2012, a renda média do quintil [20%] mais pobre da população cresceu três vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos.”

A ministra Tereza Campello explica que o país agora enfrenta um novo desafio. “O Brasil saiu do Mapa da Fome. Temos a primeira geração de crianças alimentadas, que estão na escola e não vão repetir a trajetória de seus pais. E nos deparamos com o Brasil vivendo problemas de saúde típicos de países desenvolvidos, como a obesidade. E, principalmente, a obesidade infantil”, destacando que é um dos principais temas que serão tratados pelos governos e sociedade durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, no segundo semestre deste ano..

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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11 Comentários
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  1. Pedro Mundim

    28 de maio de 2015 6:43 pm

    Nunca houve fome massiva no Brasil

    A fome no Brasil nunca foi massiva, mas localizada: ocorria e ainda ocorre em rincões do sertão onde a população pratica uma economia da mão para a boca, o que a torna vulnerável aos humores da natureza: se uma seca destruía os roçados, ficavam sem ter o que comer. Eu nunca vi criança esquelética com jeito de subnutrida em uma favela urbana, pelo menos não no RJ. No Brasil há muitos pobres, entretanto, se todo faminto é pobre, nem todo pobre é faminto. Mas não custa usar a palavra fome como uma metáfora de pobreza a fim de dramatizar.

    A fome é o corolário inevitável da persistência da chamada Economia Natural, aquela onde o produtor e o consumidor são a mesma pessoa. Praticantes da Economia Natural podem ser o agricultor que planta o que come, o índio que caça o que come ou o pescador que cata caranguejos no mangue para alimentar a família. O contrário da Economia Natural é a Economia de Mercado, aquela onde o produtor e o consumidor são pessoasl diferentes. Uma vez que na Economia Natural não existem trocas, tampouco há acumulação: se o indivíduo obtém mais do que pode comer, o excesso se perde; se obtém menos, passa fome. Como a oferta de alimentos está sujeita aos eventos naturais, como uma estiagem prolongada, períodos de fome são inevitáveis. Na Economia de Mercado há trocas e acumulação, de modo que a colheita que foi destruída em um local pode ser substituída pela importação de alimentos produzidos alhures. Essa importação é paga em dinheiro, o que significa que o indivíduo tem a escolha de se privar de alguma coisa menos importante no momento, ao invés de se provar de alimento. A fome só cessará por completo quando os últimos redutos onde se pratica a Economia Natural forem substituídos pela Economia de Mercado.

     

    1. cesarT

      28 de maio de 2015 7:46 pm

      Vc esta preso em  seu pobre

      Vc esta preso em  seu pobre “Mundim”,  va a uma favela ai na sua cidade/RJ em pleno sudeste, rico e próspero para constatar  os avanços,  onde a fome e a miseria perpetuavam gerações .

      Essa é a tática demotucana,  usar um economês chulo, primario, evasivo, para desqualificar  o sucesso do geoverno  PTista no combate a erradicação da fome.   

      1. Alan Souza

        28 de maio de 2015 8:32 pm

        Olha essa pérola:

        “se todo faminto é pobre, nem todo pobre é faminto”

        Mais Tucanês impossível!

        1. Pedro Mundim

          29 de maio de 2015 7:21 pm

          Nem só de pão vive o homem

          Os esquerdistas adoram reduzir o indivíduo a suas necessidades mais elementares para dizer que com um pedaço de pão, todos os seus problemas estão resolvidos. Mao Tsé Tung chegou ao poder prometendo dar uma cuia de arroz a cada chinês. E milhões morreram de fome.

          As necessidades humanas vão muito além de um pedaço de pão ou uma cuia de arroz.

    2. Sérgio Rodrigues

      28 de maio de 2015 8:11 pm

      Putz…quanta bobagem!…

      Pedro Mundim, quanto ignorância da realidade brasileira e do funcionamento de uma sociedade na economia capitalista!….

      Vá conhecer o Brasil!…

    3. Alan Souza

      28 de maio de 2015 8:42 pm

      Dê a corda a um direitista e ele mesmo se enforca…

      “Na Economia de Mercado há trocas e acumulação, de modo que a colheita que foi destruída em um local pode ser substituída pela importação de alimentos produzidos alhures.”

      Correto, irretocável seu raciocínio. E aí quem tem dinheiro paga pelo alimento importado – mais caro que o produzido aqui. A economia nacional se ressente da quebra da produção agrícola. E o agricultor que manejava a “colheita que foi destruída” fica sem trabalho e sem renda, mas o agricultor que exportou pra nós no lugar dele agradece.

      É por pensar assim que os Tucanos em 1999/2000 aplicaram 2,2 bilhões de reais através do Pronaf, programa de agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário. E é por não concordar com esse pensamento que o PT já em 2003/2004 aplicou 4,49 bilhões pelo mesmo programa – e em 2007/2008 já eram 9 bilhões…

      1. Pedro Mundim

        29 de maio de 2015 7:08 pm

        Quem tem dinheiro paga…

        Correto, quem tem dinheiro paga, quem não tem fica sem. Mas na Economia de Mercado, ter dinheiro é uma possibilidade. Na Economia Natural, o dinheiro nem existe.

        O agricultor que exportou vende mais caro do que o que foi produzido aqui, e agradece. Ele lucrou com a nossa desgraça, mas não foi o responsável por ela. O fabricante de remédios também lucra com uma epidemia,mas nem por isso fabricar remédios é imoral.

        A agricultura familiar já existia no Brasil muito antes do Pronaf. Tantos bilhões assim… foram parar no bolso de quem?

    4. zé lima

      29 de maio de 2015 2:13 am

      Entre a tua pobre…

      Entre a tua pobre argumentação e os números divulgados pela Organzação das Naçoes Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO, imaginas a quem levo a sério? 

      1. Pedro Mundim

        29 de maio de 2015 6:53 pm

        Números, números, números

        Já dizia um primeiro ministro inglês da era vitoriana, há três tipos de mentira: mentiras comuns, mentiras deslavadas e estatísticas.

        Eu até nem duvido dos números da FAO, mas será que a mais de 15 atrás a população brasileira vivia esfaimada?

        Eu não julgo pelas estatísticas publicadas, mas pelo que vejo a minha volta. E já vivi 5 décadas, mas até agora só vi fome no Brasil em buracos no interior em época se seca. Nunca vi uma criança de favela com costelas à mostra, ao menos não no RJ onde vivo.

  2. Alexandre Tambelli

    28 de maio de 2015 8:04 pm

    Viva o Brasil de 2015!

    Viva o Brasil de 2015!

    Por causa de informações como as informadas pela Ministra Tereza Campello, sumariamente abandonadas do noticiário no Brasil, é que não mais ouço, leio, assisto qualquer meio de comunicação tradicional diretamente ligado à velha mídia.

    Por causa de informações como esta é que não entro na onda terra arrasada que alguns analistas da esquerda e quase todos da direita + a maioria dos políticos de oposição ao Governo Dilma fazem da conjuntura brasileira em 2015.

    Análise unidirecional não vai nos mostrar a realidade brasileira. Ela é muito mais complexa hoje do que foi dos tempos de FHC para trás.

    O PT de Lula e Dilma fez uma revolução social sem precedentes neste País.

    E a Presidenta Dilma fez o Brasil virar de ponta cabeça com a intensificação dos programas sociais iniciados na Era Lula.

    Tolice crer que o povo vai aceitar o retrocesso, vai aceitar o retorno ao tempo da ausência de necessidades básicas, e ser impedido de participar do banquete social.

    Sejamos sinceros. Mudar a realidade de um País de barriga vazia é bem mais complicado e não aceitar que os outros tenham o que temos desde berço é egoísmo.

    Sou um privilegiado e quero que todos tenham em suas vidas todas minhas oportunidades de classe média tradicional: estudo de qualidade, alimentação saudável e saborosa, direito às baladas, viagens e condições de moradia em bairros dignos de se morar: com coleta de lixo, calçamento, luz elétrica, saneamento – água encanada, com tratamento do esgoto, parque perto de casa, boas escolas, posto de saúde, arborizados, etc.  

    Revolução, também, é mudar a realidade social das pessoas, vem antes, por sinal, penso eu. Uma revolução no sentido de que a imensa maioria dos brasileiros não está mais subalimentada é para ser comemorada.

    Que possamos adentrar numa segunda etapa com as barrigas cheias.

    Melhoremos a qualidade o ensino fundamental. Façamos uma nova grade curricular. Elevemos a consciência da população. Organizemo-nos para defender a sociedade que integra a todos.

    O futuro começou faz pouco mais de 12 anos. Não dá para querer tudo de uma vez.

    Certo é que há um desespero na “Casa Grande”, que está profundamente incomodada com a ruptura da sociedade de casta no País, onde apenas 30% pertenciam ao estrato social dos direitos.

    Hoje estamos todos misturados, ocupando os mesmos espaços, com mais ou menos vivências no cotidiano da sociedade dos incluídos e suas benesses. Isto é muito bom! Vai nos dar a oportunidade de exorcizar os males do passado, de construir um futuro mais irmão!

    Vivenciemos melhor o novo. Para além da narrativa do caos. É preciso desse choque social para fundarmos um novo Brasil. Ele está a caminho. Uma hora dessas ali no horizonte se alicerçará para sempre, quer queira ou não queira os privilegiados d´antanho.

    Eu adoro ver esta mistura social, os aprendizados dos que eram despossuídos ao verem um Brasil tão grande que lhes parecia inacessível e que hoje eles participam e aprendem a entendê-lo e a curti-lo.

    O ditado diz: “é vivendo que se aprende”.

    Aos poucos a realidade que nos espera vencerá o ódio dos privilegiados, e estes serão silenciados pelos fatos.

    Sejamos mais Brasil e mais confiantes.

    O Brasil de 2015 não voltará a ser o Brasil de 2002 para trás. Vai ser, isto sim!, cada dia melhor, mais justo e inclusivo.

    15/20 anos atrás as pessoas morriam de fome porque não tinham o que comer! Crianças não iam para a escola porque não tinham como chegar lá ou iam sem comer ou sem material escolar! Muitos lugares não tinham nem água para beber! Muitas crianças andavam descalças porque não tinham um par de tênis para colocar nos pés! Muita gente não sabia o que é ter lazer, como é gostoso um churrasco com cerva com os amigos! Como é bom dar um rolezinho nos shoppings e curtir um cineminha! Como é bom ir ver o mar, mesmo que no seu carro 1.0! Como é bom poder crescer na Vida com uma chance de um curso superior ou técnico! Como é bom ter um emprego diferente para além de ser simples cópia dos pais! Como é bom ter uma TV por assinatura! Como é bom acessar a Internet banda-larga ou via 3G! Como é bom viajar de avião e ir ver as Cataratas do Iguaçu! Como é bom poder ter 10 anos e brincar! Como é bom poder oferecer ao filho mais do que a palavra não por não ter um tostão no bolso!

    Vamos ver o lado bom das coisas! Vamos nos unir para tirar do caminho do nosso desenvolvimento a turma do atraso! Vamos nos aceitar mais! Vamos ajudar a construir o pensamento positivo! Vamos fazer análises sociais e econômicas equilibradas! E vamos pensar coletivamente!

    Vitória coletiva é muito melhor!

  3. Mateus Leonardo

    29 de maio de 2015 3:36 am

    Além de excelente ótimos

    Além de excelente ótimos comentários, assim produz um bom site de notícias.

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