O perecimento do velho assistencialismo

Por Diogo Costa

O PERECIMENTO DO VELHO ASSISTENCIALISMO – O governo federal já entregou mais de 750.000 cisternas no Nordeste. Isso fere de morte a secular prática eleitoreira dos velhos coronéis dos carros-pipa. 

O segundo ferimento, importantíssimo, foi transferir a tarefa do abastecimento com carros pipa, quando ainda necessários, ao Exército. 

E tem mais. 

O Bolsa Família esculhambou de vez com o assistencialismo barato e fajuto de vereadores, deputados e prefeitos que condicionavam a “ajuda” (cestas básicas, dinheiro, etc), em períodos eleitorais, aos mais necessitados habitantes do Nordeste. 

O cartão do Bolsa Família é praticamente um grito de independência e de liberdade das pessoas que antes tinham que se submeter aos chefetes dos grotões. 

Não há mais intermediários operando com fins escusos, hoje as pessoas que tem direito ao benefício o retiram diretamente no banco, com o seu cartão magnético, sem precisar sequer olhar na cara dos antigos coronéis que antes os mantinham em situação de vexatória dependência. 

Em função disto que foi relatado, e da várias outras coisas, é que o fenômeno Lula destruiu e varreu o PFL nos grotões do Nordeste, em 2006.
Assistencialismo era o que existia no tempo dos carros pipa bancados por chefetes políticos. Assistencialismo era o que existia no tempo dos “benefícios” condicionados que os coronéis ofereciam, em tempo eleitoral, ao povo mais humilde. 

As cisternas, o carro pipa sob controle do Exército e o cartão magnético do Bolsa Família, bem como este benefício em si, são o contraponto ao assistencialismo. Esta é a verdade incômoda que uns e outros teimam em não ver. 

Leia também:  Em marcha, o desmonte do Bolsa Família, Abono-Salarial e mais 2 programas sociais

Assistência social é o antônimo do velho e carcomido assistencialismo. E é assistência social que o Partido dos Trabalhadores vem construindo desde 2003, emancipando àqueles que dela se beneficiam.

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24 comentários

  1. É isso aí Diogo…….a

    É isso aí Diogo…….a “magoa” dos Marcos Macieis da vida só aumenta.. useiros e vezeiros que eram deste tipo de fazer política, e desta forma, perpetuando no poder. Não custa lembrar, também, do boca de pitomba, Heráclito Fortes; este ganhou os benefícios de um STF atrelado até o pescoço, com parlamentares vis, o que explica a omissão das nossas casas.  

    • Lula colocou o cartão do BF nas mãos da mulher

      Uma boa sacada de Lula foi não colocar o cartão do BF nas mãos do marido e sim da mulher. Pelo que passu na vida, ele(Lula) sabia que o marmanjo iria gastar o dinheiro com pinga. De fato os currais eleitorais foram derrubados, as pessoas tem mais liberdade prá votar, embora o clientelismo e os currais eleitorais permençam através de políticas locais dos prefeitos e governadores de direita. Seria uma boa se essas conquistas fossem de fato asseguradas de uma forma que não tivesse retorno num improvável governo Arrocho Neves

  2. Gosto demais dos textos do Diogo

    Porque ele sempre apresenta argumentos bastante ponderados e inquestionáveis. Além de jamais entrar em bate-bocas rasteiros.

     

    Para’bens, Diogo.

     

    [ ]s,

    Ninguém

  3. Pôxa, finalmente um texto

    Pôxa, finalmente um texto humorístico aqui no blog. 

    Parabéns ao autor pelo espírito irônico.

  4. O PERECIMENTO DO VELHO

    O PERECIMENTO DO VELHO ASSISTENCIALISMO.

    O titulo já entrega a rapadura, perece o velho assistencialismo e nasce o novo assistencialismo petista.

    Obrigado Diogo pela sinceridade.

  5. Maravilha, a esmagadora

    Maravilha, a esmagadora maioria dos deputados e senadores do Norte/Nordeste, muitos aliados do PT, são de oligarquias coronelisticas da melhor cepa, como o Senador Vital do Rego, neto do Governador Argemiro de Figueiredo, um dos grandes cardeais da politica nordestina nos anos 40 e 50 ou corneis modernos com os irmãos Gomes, que inauguraram um hospital incompleto em Sobral com show de Ivete Sangalo que custou 650 mil Reais.

    A mesma politica, o mesmo estilo de trocar presentes por votos, o que o autor diz é que hoje os que se beneficiam do assistencialismo são outros nomes mas o método é exatamente o mesmo, existe maior assistencialismo do que o Bolsa Familia qu capta gigantesca massa critica de votos para o PT sob a alegação “se a oposição ganhar voces vão perder o BF””?

    • A diferença e que o Bolsa

      A diferença e que o Bolsa família é um programa institucionalizado e permanente, além de ter regras claras. E não acontece apenas em anos eleitorais. Claro que o Governo que o implementou e o ampliou vai receber os dividendos eleitorais como qualquer outra politica pública. Ou FHC nao é conhecido como pai do real ? Do mesmo jeito que pai do apagão de 2001, é para o bem e para o mal. Nâo que estaja tudo perfeito, mas não considera o BF um avanço ? Toda mudança é gradual, não pode achar que o nordeste vai migrar dos coroneis de uma hora para outra.

    • Comparação absurda e irracional.

      Aliado do PT até o Maluf é. Esse caras querem captalizar os feitos e garantir a reeleição. Em um cenário político democrático vc não pode recusar apoio. O presidenciável E CAmpos também navegou nas ondas do PT pelo Nordeste, capitalizou as realizações do Lula por lá e hj vende como vitrine. Faz parte do jogo político. O BF não é uma solução, precisa de projetos complmentares para ser uma solução perene, porem atigiu seu maior objetivo e é exemplo de sucesso no mundo. 

    • Nessa altura do campeonato,

      Nessa altura do campeonato, depois de anos e anos de funcionamento, análises, prêmios internacionais, cópias, e sobretudo do resultado na mitigação da miséria história do povo brasileiro, ainda ter que ouvir um paspalho dizer que se trata de um programa assistencialista eleitoreiro é demais da conta.

      Se é isso, só isso, que as hienas do neoliberalismo têm a dizer, por favor, fiquem caladas.

  6. “varreu o PFL nos grotões do

    “varreu o PFL nos grotões do Nordeste, em 2006”

    mas os companheiros do PMDB estão bem obrigado

  7. Comentários do Diogo são

    Comentários do Diogo são sempre mortíferos contra a claque

    peessedebista e todos os outros que odeiam  o PT. Ao identificá-lo saem

    do conforto das sombras aos magotes, mostram-se,

    expoem-se sem nenhum pejo

    e sem o poderio de fogo e argumentação necessária para contrapor..

    É isso aí.

  8. Só há coronéis no nordeste?

    Ressalto, por oportuno, que o fenômeno dos coronéis é nacional, a exemplo de SP, onde impera o PSDB há décadas. Em cada Estado há as oligarquias que se revezam ou mantém-se no poder, com breves interrupções esporádicas.

    Aqui no Nordeste, de fato, a pobreza do sertão acaba por favorecer a política do assistencialismo, que foi defitinivamente baqueada por força do Bolsa-Família e pelos investimentos no ensino Técnico, que tem causado uma grande transformação social no interior.

    Mas ainda há muito o que se fazer. Aqui no RN as oligarquias se revezam no Poder, sendo eventualmente quebrada a corrente em casos isolados, que não consegue manter um padrão político – porque não possuem projeto político de desenvolvimento, são apenas bons na retórica ou fenômenos vazios de mídia e massa – Micarla e Wilma, por exemplo.

    Corremos o risco de ver eleito para Gov. o atual Presidente da Câmara, ilustre detentor de mais de 10 mandatos federais e, mesmo assim, olhe onde ainda estamos, em que pese esse poderio político todo.

    Há muito o que fazer – e isso passa pela manutenção do atual Governo, pois, mesmo sopesadas suas fragilidades e inconsistências, é uma opção “menos ruim” do que as que estão postas. 

  9. Mudança

    Mudou-se o velho estilo de assistencialismo, mas e fenômeno de currais eleitorais está longe de desaparecer, seja no Nordeste ou no resto do país. Para dar alguns exemplos da “cidade mais desenvolvida do país”, São Paulo, Santo Amaro está sob o comando de Milton Leite do PMDB há décadas, enquanto a Capela do Socorro está nas mãos da família Tatto do PT desde tempos imemoriais.

    Isso demonstra que currais eleitorais e assistencialismo, seja à moda antiga ou mais moderna, continuam existindo, e que cisternas e bolsas-famílias podem simplesmente levar à substituição de um grupo pelo outro, sem que a dependência política seja de fato diminuída.

  10. + comentários

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