11 de junho de 2026

Entrevista exclusiva: Ana Estela Haddad aborda o papel da tecnologia no serviço público

Em entrevista exclusiva, secretária de Informação e Saúde Digital explica o papel da tele saúde para pesquisas e políticas públicas
A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Um marco importante no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi registrado em 2023 com a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital, responsável pela integração de uma série de elementos que até então estavam fragmentados.

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“Quando a gente fala desde um prontuário eletrônico, dos sistemas de informação interoperáveis com o prontuário, a tele saúde também integrada, de um ecossistema todo que produz dados, dos dados faz análises, produz informação e orienta a tomada de decisão na clínica, no atendimento individual (…) , mas também orienta a vigilância em saúde para a predição, e a gente poder se planejar para novas emergências sanitárias ou preveni-las”, explica a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Em entrevista exclusiva à TV GGN 20 horas nesta sexta-feira (22/08), Ana Estela Haddad explica a importância da estratégia digital também como forma de orientar as pesquisas e as políticas públicas, além de orientar a vigilância em saúde para a predição e o planejamento para a prevenção e ação contra novas emergências sanitárias.

Além disso, a secretária explica a importância da tele saúde como uma ferramenta que vai muito além da comunicação entre um profissional e um paciente, o que ajuda a contextualizar o conceito de saúde digital.

“(A ideia da saúde digital vem) De a gente pensar a jornada do paciente que ela é às vezes presencial, às vezes remota, às vezes síncrona, às vezes assíncrona. Mas em todo esse processo, o que você pode fazer a distância, você faz para facilitar, agilizar, reduzir deslocamento, mas ao mesmo tempo você precisa cuidar de ter a produção de dados de informações relevantes e capacidade de análise para novas tomadas de decisão a partir dos dados gerados”, explica a secretária.

Ampliação do serviço digital

Dentro desse contexto, o programa Agora Tem Especialistas, lançado recentemente pelo Ministério da Saúde, passa a ter um componente do SUS digital. Além de todo o desenho do processo, a secretária de Informação e Saúde Digital do Brasil anunciou a abertura de dois editais para a seleção e a oferta de serviços de tele saúde.

Um desses editais é voltado para o setor público, e o segundo edital se refere ao credenciamento para serviços privados, não para uma contratação imediata, mas para ter um catálogo de serviços que o Ministério, de alguma maneira, avaliza, para que as secretarias municipais e estaduais de saúde possam contratar localmente.

Além disso, o Ministério da Saúde está investindo R$ 20 milhões para a compra de 3 mil kits de TI, que seria o kit do computador multimídia, uma TV e o equipamento necessário para preparar salas de tele atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Veja mais sobre este e outros assuntos na íntegra da entrevista com a secretaria de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    24 de agosto de 2025 9:03 am

    Cuidado com os dados dos pacientes, informação usada para analises estatísticas precisa proteger isto.

    Consigo pensar uma meia dúzia de mau usos.

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