4 de junho de 2026

Caixa deve criar fundo de previdência complementar para Estados e municípios

Do Estadão

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Com a criação do Prev-Federação, que ainda será discutido com o governo, banco teria o potencial para administrar a previdência de 460 mil funcionários públicos que ganham acima do teto do INSS, mas já há críticas em relação ao ‘monopólio’
 
João Villaverde
 
BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal deve criar um grande fundo de previdência complementar para administrar as pensões dos servidores de Estados e municípios. Relatório obtido pelo ‘Estado’ do grupo técnico criado na Caixa para estudar uma proposta do Ministério da Previdência é favorável à criação do fundo.

Os técnicos recomendaram a operação ao presidente da Caixa, Jorge Hereda. O universo potencial do fundo, chamado de Prev-Federação, é de 460 mil funcionários públicos de Estados e municípios que recebem acima do teto do INSS, hoje em R$ 4,4 mil por mês.

A mudança nas regras de aposentadoria dos funcionários públicos é uma discussão antiga no Brasil, que deu um passo à frente no ano passado, quando entrou em vigor a lei que mudou o regime previdenciário do funcionalismo federal.

Pelas novas regras, o servidor federal que foi contratado após 5 de fevereiro de 2013 não tem mais o direito à aposentadoria com salário integral. Fica submetido aos limites do INSS e, se quiser aumentar a renda, terá de optar por contribuir para um fundo de previdência complementar. No caso federal, foi criada uma entidade para gerir esses recursos, a Funpresp.

No caso de Estados e municípios, a mudança nas regras da aposentadoria dos novos servidores, com os limites iguais aos do INSS, precisa passar pela mudança nas legislações locais, mas vários deles já fizeram isso. E são os recursos dos servidores dessas entidades da Federação que a Caixa pretende gerir.

Depois de conversar com o secretário executivo da Previdência, Carlos Gabas, o presidente da Caixa vai se reunir nos próximos dias com o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, para discutir o projeto. O objetivo do governo Dilma Rousseff é reduzir o explosivo déficit atuarial de R$ 1,7 trilhão, acumulado pelos regimes previdenciários dos 27 Estados e suas capitais.

O Estado apurou que a criação do Prev-Federação interessa à capital de São Paulo e também a outros cinco Estados (Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Pernambuco), que já aprovaram leis reformando os regimes próprios de aposentadoria.

Atualmente, apenas a União, com a Funpresp, e os Estados de São Paulo e do Rio contam com fundos de previdência complementar próprios, criados em 2013. O futuro Prev-Federação seguirá as mesmas regras desses três fundos. Para receber, na aposentadoria, além do teto de R$ 4,4 mil do INSS, o servidor deverá aportar parte de seu salário em um fundo de pensão – o Prev-Federação, para os Estados e municípios que aderirem à ideia.

Sobre esse aporte, os governos farão uma contrapartida de até 8,5%, tal qual o Funpresp, taxa que é superior aos 7,5% do fundo de previdência do Estado de São Paulo, por exemplo. Hoje, os servidores contribuem com 11% do salário, em média, e os Estados e municípios chegam a fazer contrapartidas superiores a 20%. Haverá queda de gastos para as administrações públicas, no médio e longo prazos, além da separação total da conta previdenciária das demais despesas orçamentárias. O novo fundo poderá aplicar no mercado, em renda fixa (títulos públicos e debêntures) e também em projetos de infraestrutura.

Resistências. Há, porém, resistências internas à criação do Prev-Federação. O Estado apurou que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, é contrário ao projeto, por temer que a União possa acabar tendo de arcar com ônus, caso Estados e municípios não façam sua parte, dando “calote” nos servidores.

Segundo um dos maiores especialistas em assuntos previdenciários do País, o economista Marcelo Abi-Ramia Caetano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma reforma do regime de Estados e municípios é urgente. “A proposta é boa, porque os Estados e municípios precisam, com muita urgência, concluir a reforma da previdência do setor público. Mas a ideia de um grande fundo apenas, de um monopólio, não é boa. Quer dizer, para o banco que vai gerir certamente é. Mas o ideal seria fatiar, seria ver Bradesco, Itaú e mesmo bancos estrangeiros criando fundos semelhantes, para criar uma competição.”

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7 Comentários
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  1. Motta Araujo

    14 de maio de 2014 1:11 pm

    Grande providencia, é uma

    Grande providencia, é uma LOUCURA deixar Prefeituras criarem seus proprios fundos de previdencia porque serão SAQUEADOS pelas gangues que com raras exceções governam os municipios. A PF já desmantelou TRES quadrilhas de estelionatarios especializados em rapar fundos de previdencia municipais, vendendo TITULOS PODRES, rachando o lucro com o Prefeito, os famosos “”nézinhos” e “cidas”, ralés analfabetas que assumiram prefeituras em todo o Pais, com exceções importantes em alguns Estados do Sul, mas mesmo no Estado de SP aparacem essas jecas espertos para roubar municipios, desde o leite das creches até o asfalto, já surgiram em SP duas máfias do asfalto.

  2. DanielQuireza

    14 de maio de 2014 1:44 pm

    Seria, sem dúvida, uma grande

    Seria, sem dúvida, uma grande melhoria nas contas públicas e também na gestão de longo prazo destes recursos.

  3. alfredo machado

    14 de maio de 2014 2:00 pm

    Calote à vista

    Nassif,

    Não sei por onde passeia a mente deste pessoal da CEF.

    A CEF tem por obrigação, já que está presente em centenas de municípios espalhados por todo país, saber perfeitamente que o calote de estados e municípios ao fundo de previdência.-e inevitável.

    Um mandante em final de governo e sabendo que a oposição vai vencer a eleição, a patir de julho/agosto não paga mais nada, contas de serviços contratados, fornecedores, energia elétrica, etc…, e neste “beiço” estarão os fundos de previdência..No próximo janeiro, o “inimigo” vencedor se recusa a pagar todos os débitos contraídos pelo antecessor, e assim cresce a bola de neve. 

    Com os bancos privados participando, pode ser que se consiga amarrar o recebimento com mais cuidado, mas isto terá um preço.

    1. DanielQuireza

      14 de maio de 2014 2:42 pm

      O Fundo teria que ter uma

      O Fundo teria que ter uma divisão clara das cotas de cada Prefeitura e mais, de cada participante. Se a Prefeitura X atrasa o aporte do empregado Y, no outro dia tem que ser notificada e entrar em dívida. Ninguem vai assumir essa dívida, senão a Prefeitura.

      Melhorará muito mais a gestão se for realizado. Hoje deixam de pagar e ninguem fica sabendo. No minimo melhorará a transparência.

      Em teoria seria melhor o não monopólio, mas na prática, acho dificil viabilizar esse fundo inicialmente sem monopólio.

  4. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 2:59 pm

    Quero comentar outro assunto

    Quero comentar outro assunto relacionado com a Caixa Econômica Federal

    Descupem a minha eventual virulência.

    Acabo de voltar ao país e fiquei sabendo hoje que a Caixa já no dia 30 do mês passado aumentou o preço das apostas em seus jogos em 20% (vinte por cento!)
    E logo agora, exato nesse momento pelo qual estamos passando.

    Os comentários dos consumidores, deixo para o fácil exercício de imaginação  de quem esteja a me ler.

    Taí a ficha do principal responsável por esse desatino:
     
    “Fabio Ferreira Cleto
    [email protected]
    Vice-Presidência de Fundos de Governo e Loterias

    Com 39 anos, Fabio Ferreira Cleto é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e tem Mestrado em Modelagem Matemática pelo IME/FEA (USP). Fabio começou sua carreira como analista de renda variável em diversos bancos, como ABC Roma, Nacional Multiplic e Dresdner Bank. Além disso, tem forte experiência em corretagem na Bovespa e BM&F, Análise de Risco de Crédito e em Risk Management. Entre os anos de 2002 e 2009, foi Head Trader Moeda Nacional na mesa proprietária do Banco Itaú, sendo responsável pela Gestão da Carteira de Derivativos, Títulos Públicos, Carteira de Títulos Privados, Carteira de Papéis Securitizados entre outros.

    Antes de fazer parte do grupo de executivos da CAIXA, atuou durante um ano como CEO no Fundo de Investidor Estrangeiro na Aquitaine Investments LLC, onde tinha responsabilidade total pela Gestão do Fundo, Arbitragem de moedas(onshore /offshore), Gestão da Carteira de Renda Variável e Gestão de Carteira de Renda Fixa Brasil (títulos renda fixa / futuros / opções).

    Atualmente exerce na CAIXA a função de Vice-Presidente de Fundos de Governo e Loterias.”

    Agora, pergunto eu, já que o assunto é pertinente, por motivos óbvios.
    Vai ficar isto por isso mesmo?
    Ninguém do governo vai tomar nenhuma providência?
    Vão deixar esse cara no lugar onde ele já está?

    Como definí-lo?

    Tecnocrata idiota? Taíra? Infiltrado? Imbecil alienado?

    Quem foi responsável por sua nomeação?

    De novo: QUEM FORAM OS RESPONSÁVEIS POR SUA NOMEAÇÃO?

    Carambolas!

    Caramba!

    1. DanielQuireza

      14 de maio de 2014 4:39 pm

      Qual é o problema ? Do que

      Qual é o problema ? Do que está falando ?

      Alguem da área deve ser indicado para a função.

      Me parece que a mega sena passou de 2 para 2,5.

      E daí ?

      Por acaso é um produto essencial ?

      Alguem vai morrer se não fizer fezinha duas vezes por semana ?

      Deveria custar é 5 para as pessoas deixaram de jogar dinheiro fora com essas besteiras.

      1. Pedro Penido dos Anjos

        14 de maio de 2014 8:36 pm

        Dezenas de milhões de pessoas

        Dezenas de milhões de pessoas apostam nos jogos da Loteria!

        As pessoas saem das lojas falando em alta da inflação!

        Só idiotas não capazes de identificar o óbvio que há nos fatos!

        Sérá esse o seu caso, meu chapa.

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