Reforma da Previdência agora prevê idade mínima de 65 anos até 2038

Foto: Evaristo Sá/AFP
 
 
Jornal GGN – Sob pressão da opinião pública, que vem rejeitando vários pontos da Reforma da Previdência, a exemplo da imposição de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres terem acesso ao benefício integral, deputados mudaram o relatório final para inserir uma tabela progressiva com diferentes escalas de idade mínima.
 
Na prática, se a reforma for aprovada neste ano, como pretende o governo Michel Temer, as idades mínimas exigidas para aposentadoria começarão a aumentar a partir de 2020, de maneira diferente para trabalhadores do setor privado (regime geral-INSS) e servidores públicos.
 
No caso do INSS, o piso de 55 para homens subirá um ano a cada dois anos e, para as mulheres, a velocidade será ainda maior: a idade mínima de 50 anos aumentará um ano e seis meses no mesmo intervalo de tempo.
 
No setor público, onde já existe a idade mínima para aposentadoria (60 anos homens e 55, mulheres), a progressão será de um ano a cada dois anos, para os dois sexos. 
Com essa fórmula, os homens que atuam no serviço público atingirão a idade mínima idealizada pelo governo, de 65 anos, mais cedo, em 2028. Já homens e mulheres do regime geral chegarão à idade mínima de 65 anos em 2038.
 
“As mulheres do setor privado (INSS), que hoje podem se aposentar aos 60 anos de idade, também seguirão essa mesma tabelinha. Para os homens, nada muda nessa modalidade, porque atualmente eles só podem requerer o benefício aos 65 anos”, diz O Globo.
 
Além dessa progressão, os trabalhadores serão obrigados a observar o pagamento de pedágio, caso decidam se aposentar antes da idade mínima, por tempo de contribuição.
 
Antes, o governo Temer discutiu impor uma cobrança de 50%, ou seja, exigir que o trabalhador mantenha-se ativo por mais metade do tempo que faltaria para se aposentar pela idade mínima. Agora, a ideia é cobrar um pedágio de 30%.
 
TRATAMENTO DIFERENCIADO
 
Segundo O Globo policiais federais e civis e professores seguirão uma tabela de progressão diferenciada porque o governo Temer cedeu à pressão das categorias e vair permitir que eles se aposentem mais cedo, aos 60 anos.
 
“A diversidade de tabelas é um complicador a mais na mudança das regras da aposentadoria – um assunto árido por natureza. Mas elas serão necessárias, porque as normas atuais já são distintas entre os trabalhadores. Além disso, o governo recuou da decisão de adotar uma linha de corte única por idade – que era de 50 anos (homem) e de 45 anos (mulher) -para enquadrar os trabalhadores nas novas regra”, acrescentou.
 
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