10 de junho de 2026

O curioso caso da ex-BR Distribuidora, por Luís Nassif

O que aconteceu de lá para cá? A empresa foi privatizada no dia 30 de junho de 2021. Tornou-se a Vibra S/A.

Republicado com correção

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A BR Distribuidora foi privatizada em cima de uma mentira. Como declarou uma fonte entrevistada pelo Jornal Nacional:

“A ideia é que ela remaneje esses recursos para investir na produção de petróleo, tanto de pré-sal quanto de outras áreas de exploração, áreas que ela ainda nem comprou, por exemplo, como o excedente da cessão onerosa, que são áreas ainda a serem leiloadas pelo governo, e que a Petrobras deve ter interesse de entrar. Você vai aplicar esse dinheiro num investimento que vai te dar um rendimento ainda maior” Mentira! O dinheiro arrecadado saiu na forma de dividendos para os acionistas da Petrobras.

O que aconteceu de lá para cá? A empresa foi privatizada no dia 30 de junho de 2021. Tornou-se a Vibra S/A. Naquele dia, a ação estava cotada a R$ 26,88. Alguns dias depois, bateu o recorde dos últimos dois anos e foi para R$ 26,68.

Depois, veio ladeira abaixo. As cotações foram caindo e, ontem, 30.05.2023 bateu em R$ 16,05, queda de 45,5%.

Imediatamente saíram boatos de re-estatização da empresa. Dizia-se que esse trabalho estava sendo conduzido por Aloisio Nunes, velho aliado de José Serra. O motivo seria os prejuízos sofridos por Ronaldo César Coelho, velho tesoureiro de antigas campanhas de José Serra.

Será curioso saber o desfecho dessa história. Em fins dos anos 60, o mais liberal dos brasileiro, Roberto Campos, providenciou a estatização da Light, depois que a controladora Brascan passou a acumular prejuízos.

Post republicado para corrigir: a Cosan e a Shell são sócias na Raizen.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. Cláudio César Augusto Germânico

    1 de junho de 2023 2:27 pm

    Bob Fields, o da embaixada 10%, o inventor da facada fake? Nos deixou como legado o seu neto a foder nossos bolsos, dívidas e poupanças. Família abençoada….

  2. José Carvalho

    2 de junho de 2023 2:00 pm

    O cenário de uma empresa, mesmo que elas não reconheçam, está intimamente ligado ao cenário do Brasil. São as expectativas da economia do País, enquanto um conjunto de atividades que formam essas expectativas. Quando esse conjunto expressa as perspectivas de que serão colhidas situações melhores, todo esse conjunto recebe a recompensa ou os prêmios derivados disso. Independentemente de se foi para o Estado/Sociedade um bom ou um mal negócio essa privatização, o que importa de fato, é se diante da euforia momentânea recepcionada pelo valor das ações, as perspectivas da empresa aumentaram. Sem os investimentos que elevam e condicionam as expectativas, não apenas essa empresa, mas todas as atividades do País vão apresentar baixas perspectivas. A realidade das empresas pouco altera. Os investimentos são os que definem o que de fato é o cenário. Cenário onde só crescem os juros, impõem poucas perspectivas e castram a capacidade do conjunto das atividades econômicas.

  3. José Oliveira de Araújo

    3 de junho de 2023 3:52 pm

    A turma do CLUBE QUERO ME DAR BEM, adora uma privatação pricipalmente se a privatização for a preço subdisidado. Se a privatização for bem sucedida, se canta loas a eficiência da iniciativa privada, agora se der errado vamos defender a reestatização e assim o pessoal do clube, vai acumulando lucros e deixando o prejuizo para o erário.

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