O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou nesta terça-feira (11), em coletiva de imprensa, a 26º Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, também conhecida como Abril Vermelho.
Realizado anualmente, o evento marca os 27 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e a Marcha dos Sem Terra, realizada em 1996, em que 21 trabalhadores rurais foram assassinados e outros 69 foram mutilados.
A edição deste ano tem como lema “Contra a fome e a escravidão: por terra, democracia e meio ambiente”, em que a proposta é denunciar o descumprimento da função social da terra, como a concentração fundiária e crimes trabalhistas e ambientais.
Ocupações
Tema de preocupação entre os latifundiários, tanto que o ministro Flávio Dino compareceu nesta terça-feira na audiência da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados para dar esclarecimentos sobre invasões de terras, a liderança do MST descarta onda de ocupações ao longo do mês.
“O que acontecerá é alguma ocupação de terras, para denunciar latifúndios improdutivos, e denúncias sobre trabalho escravo, e também fazer atividades em frente a Incra e ministérios, mas não qualquer decisão da nossa organização de fazer qualquer ocupação de Incra e assim por diante”, afirmou João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST.
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