5 de junho de 2026

MST reocupa área da Embrapa para exigir a reforma agrária

Movimento volta ao território um dia antes do Semiárido Show para exigir que o Executivo cumpra acordos formalizados em abril.
Crédito: Divulgação/ MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltou a ocupar a área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Petrolina, no sertão de Pernambuco. Este ano, o movimento já tinha se instalado na área em abril.

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A decisão de voltar às terras da Embrapa foi tomada em assembleia, na tarde do último domingo (30), tendo em vista a realização do Semiárido Show, entre os dias 1 e 4 de agosto.

Com a ocupação, o movimento almeja chamar a atenção das autoridades presentes no evento, a fim de reafirmar a emergência da implementação da reforma agrária – acordada entre o MST e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em abri, mas que ainda não saiu do papel.

“Nós elegemos o governo Lula e precisamos que o ministério cumpra seu papel em atender as demandas da reforma agrária e possam cumprir as políticas voltadas para os movimentos sociais e não somente servir os interesses do agronegócio”, afirma Jaime Amorim, da direção do MST de Pernambuco.

Reivindicações

A primeira ocupação da Embrapa este ano ocorreu durante o Abril de Lutas, mês em que o movimento promove uma série de atividades. No dia 19 daquele mês, o MDA estabeleceu dois acordos para que as 1.550 pessoas deixassem a área.

O primeiro compromisso foi destinar parte dos dois mil hectares de terras da Embrapa para o assentamento das famílias, desde que os integrantes do MST deixassem o local. Depois de assentar as famílias, o próximo passo do acordo seria um levantamento de áreas da Codevasf, Chesf, DNOCS e outras terras que poderiam passar pela reforma agrária na região.

“Já faz quatro meses desse acordo, que tinha como intenção principal: distensionar a situação em Petrolina, resolver o problema do acampamento e ao mesmo tempo permitir que a Embrapa pudesse realizar o Semiárido Show, que é a única coisa que existe na área da Embrapa”, informa o movimento em nota no site.

O movimento afirma ainda que não quer atrapalhar o Semiárido Show, mas que não vai permitir a realização se o governo não cumprir o mínimo do mínimo.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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