Assim como Witzel, Doria segue a trilha do genocídio, por Luis Nassif

A morte de nove pessoas, pisoteada em baile Funk em Paraisopolis não é ponto fora da curva: é consequência óbvia da política de desumanizar os moradores de periferia

Não há diferenças essenciais entre o governador de São Paulo João Doria Jr, o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Ambos privilegiam o genocídio ao estimular a violência policial com o excludente de ilicitude, com a mudança de critérios de promoção, deixando de computar a letalidade como ponto negativo.

A morte de nove pessoas, pisoteadas em baile Funk em Paraisopolis não é ponto fora da curva: é consequência óbvia da política de desumanizar os moradores de periferia e de estimular a violência policial.

As desculpas são as mesmas de sempre, irrelevantes ante a violência do revide. Segundo a nota da Policia Militar, a PM realizava a Operação Pancadão quando dois homens em uma motocicleta teriam atirado contra os agentes. Aí, esses mesmos homens teriam corrido em direção ao baile efetuando disparos e provocando tumultos no público.

Bombas lançadas pela PM, tiros de borracha, nada disso influenciou na correria dos jovens. Foi um crime com dois agentes apenas: os dois motoqueiros e os jovens que dançavam.

No Rio, São Paulo ou Brasilia, a fórmula é a mesma, a do genocídio das minorias, dos pobres, pretos de periferia, dos índios, dos LBTGs.

É esse o Brasil que os democratas querem?

 

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18 comentários

  1. Witzel e Doria têm o mesmo comportamento na questão da criminalidade. Há apenas uma crucial diferença: Doria é vingativo, rancoroso, ingrato e vai até as últimas consequências para destruir quem dele diverge.
    Acho que , pelo que conheço de Doria, você comprou uma briga que vai lhe dar processos, dores de cabeça e uma infindável encheção de saco!

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    • Acho que vai acabar tudo em pizza. Ninguém será punido.
      Certamente seriam punidos se tivessem roubado um pote de margarina de um supermercado.

  2. Acho que é esse mundo que os democratas e muitos socialistas, comunistas e outros tantos esquerdistas querem. Basta lembrar a fala do atual governador da Bahia sobre a chacina do cabula.
    A vida dos indesejados ( pretos, pobres, índios, LGBT, ) não vale nada para essa gente.

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  3. se entre Dória e Witzel não há diferença quanto a política genocida de extermínio do povo pobre, negro e indígena, também não há em relação a Bolsonaro.

    mas e quanto a FHC, Alckmin, Luciano Huck?

    a classe dominante no Brasil sempre odiou nosso país e nossa população: sempre nos odiou. somos a casta dos intocáveis: os goy.

    seria por acaso Jorge Paulo Lemman um defensor da democracia brasileira? a classe dominante jamais será capaz de resolver os problemas do Brasil, justo porque ela é o problema.

    em 30 dias o movimento autônomo de massas conquistou no Chile aquilo que a frente ampla da Concertación não logrou em 30 anos: instaurar um processo constituinte.

    desde o Golpe de 2016, em 3 anos o grande empresariado brasileiro conseguiu reverter 30 anos de conquistas da população brasileira, a partir da Constituição de 1988.

    quem no Brasil mais teme o movimento autônomo de massas:

    a – BolsoNazi, Paulo Guedes e os Generais;
    b – a Ex-querda, os social-democratas e os liberais;
    c – a lumpenburguesia;
    d – o sindicalismo profissional, pelego e burocratizado;
    e – todas as anteriores juntas e combinadas.
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    • O primeiro passo seria colocar a capital federal de volta a alguma capital estadual……lá, no meio do serrado, distantes de tudo fica fácil para eles aprontarem suas mutretas sem fiscalização….. Brasília foi uma grande estupidez …..

      • -> Brasília foi uma grande estupidez

        quando Getúlio atira contra o próprio peito, disparando também a reação popular, a classe dominante decidiu ter chegado a hora de concretizar o sonho de Dom Bosco: reerguer sob o Sol do centro do Novo Mundo a capital de Akhenaton.

        satânica estupidez?
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  4. Como os dois querem ser presidente, um quer matar mais do que o outro…
    com a chegada de Bolsonaro, melhor propaganda política hoje em dia

    ou trata-se de treinamento intensivo da tropa para uma grande batalha nas ruas e avenidas, quando então todos ficarão com a certeza de que todo voto errado tem volta no lombo de todos

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  5. Nassif, como não consegui achar um outro canal de comunicação com o GGN, sou obrigado a tirar uma dúvida aqui mesmo, gostaria de saber por que alguns post não são abertos a comentários, como o texto de hoje do Fernando Horta.

  6. Esses pms fdps fariam o mesmo se criminosos entrassem numa rave nas perdizes ? Claro que não, pois lá os jovens teriam pele alva – e não e pele alvo -, e a maioria deles não teriam o sobrenome Silva . Essa foto desses fdps – Bolsonaro, Dória e Witzel – fazendo pateticamente exercícios a la recruta Zero é o resumo perfeito das trevas em que estamos, em que a reflexão deu lugar a flexão. Enquanto isso, a esquerda perde tempo e energia se estapeando com a escolha de Elizabeth Bishop pra próximo Flip porque ela apoiou o golpe de 64 (então por que fizeram uma Flip com Nelson Rodrigues, dramaturgo genial mas reacionário até a medula e que apoiou a ditadura que torturou até o seu próprio filho ? Então Flip com Manuel Bandeira não pode também, pois apoiou 64 e tinha horror a Miguel Arraes ) Estamos fodidos.

  7. Vagabundos fazem pancadaõ com tráfico não deixa ninguém dormir ,ai vem esse saite petistas taxa culpados…existe inúmeras maneiras de diversão…e pancadaõ e coisa de vagabundos e várias…petistas vocês perderam 80% da nação que mudanças e não a nada que vocês possam fazer

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  8. Ambos avisaram o que queriam e fariam. Quem votou nele sabia o que estava fazendo. Se aqui fosse um país, eu concordo que os dois governadores teriam que responder criminalmente pelo comando que dão a polícia. Mas o que faríamos com os eleitores?

  9. O argumento destes governos assassinos de que é tudo pela religião, pela família e em benefício da sociedade é uma grande farsa.
    A partir do golpe de 2016 até as eleições de 2018, ficou estabelecido uma gerra dos ricos contra os pobres no Brasil.
    O governo Bolsonaro promove o ódio e a morte de índios; pessoas de esquerda; negros pobres; brancos pobres; jovens pobres; crianças pobres; sem teto; sem terra; moradores de rua, ativistas e por aí vai.
    O pior, é que tudo isso está acontecendo com respaldo dos militares e da justiça brasileira, esta é a triste realidade.

  10. Witzel combate a criminalidade com rigor, era essa sua proposta de governo e foi para isso que o elegemos. Sempre vai ter uma galera defendendo os bandidos, mas não são maioria!

  11. Sabem por que continuo sendo um comentarista ou que quer que seja diferenciado?Eu não perco meu tempo postando comentários sobre o que representam WW e JD.Eles são exatamente iguais,exceto no tamanho.São ditadores,genocidas e nazistas.

  12. Nassif,
    Para conversar ninguém melhor que Eduardo Bolsonaro, o nosso embaixador do hamburger e amigo íntimo da família Trump.
    O país vive um momento de expansão do fascismo a olhos vistos, como o caso do incapaz Paulo Guedes a sugerir um AI-5 sem que ninguém reaja de acordo com a gravidade do assunto, nem mesmo o STF presidido por ADToffoli, que não cansa de deixar à vista de todos a sua pequenez e mais uma vez titubeou, um fraco.

  13. …Da cumplicidade silenciosa da sociedade que acolhe as práticas genocidas de Witzel e Doria Jr….
    (sobre o artigo “Assim como Witzel, Doria segue a trilha do genocídio”, do Luis Nassif)
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    Processos político-sociais imersos na barbárie e crueldades indescritíveis, que negam nosso senso mais primário do que seja civilizado e mesmo humano, tragicamente ocorrem, na maior parte das vezes com a cumplicidade ativa – mesmo que silenciosa… – das elites e classes médias de suas sociedades civis. O recrudescimento do racismo nos sul dos EUA nas décadas de 40 a 60 no século passado, o nazismo, e se voltarmos mais no tempo, a própria prática da escravidão, encarada como “normal” por séculos – evidência das mais cristalinas do que somos capazes, nós os “homo sapiens”.
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    O que assistimos há décadas nos grandes centros urbanos do Brasil, HOJE EXACERBADO E, NA PRÁTICA, LIBERADO pelos governadores Witzel e Doria Jr., encaixa-se à perfeição no descrito acima: os mapas que definem os eleitores que votaram em políticos com um discurso REPULSIVO, como os dois citados e a besta-fera mor, Jair Bolsonaro, revelam que as elites e classes médias brasileiras, usados como padrão a renda e a escolaridade, votaram nesses governantes num índice SUPERIOR A 70% – não é pouca coisa, ao contrário, sustenta a tese desse artigo, que são sim, “os cúmplices silenciosos” desse tempo de ódios e intolerâncias diversos, desse tempo em que LIBERAR OS PMs PARA A PRÁTICA DE GENOCÍDIOS, é defendido até pelo grande herói desses segmentos sociais: Sérgio Moro! Ora, a INSANIDADE CRIMINOSA E ASSASSINA havida na ideia central do projeto de Moro, conhecido como “o excludente de ilicitude”, nada mais é do que A LICENÇA LEGAL PARA ESSES ASSASSINATOS, e mal arranharam a imagem do “justiceiro-celebridade” dessas mesmas elites e classes médias. Esse apoio irrestrito ao fascismo, à perversidade e covardia de Bolsonaro, Moro, Witzel e Doria, repito, são reveladores “do que é” enquanto sociedade atrasada, preconceituosa, indiferente à vida humana dos excluídos e incivilizada, nossa elite e nossa classe média.
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    Porque chamar essa cumplicidade perversa de “silenciosa”? Porque são poucos os fascistas preconceituosos “ruidosos” em nossa sociedade, nesses segmentos sociais, os cretinos que vemos nas ruas – e infelizmente, às vezes, nas nossas famílias e rodas sociais… – e que gritam seu ódio com orgulho, em frases como:”tem que matar mesmo!”, ou “tá com pena? leva pra casa, esquerdopata!”, ou uma das mais boçais: “direitos humanos só para bandidos, nunca vi essa turma defendendo os policiais…” – como se os projetos de Lei defendendo os policiais não tivessem vindo, a maioria, pelas mãos de deputados e senadores da esquerda, como se os policiais não fossem eles mesmos, VÍTIMAS DESSAS GUERRA CIVIL, inclusive tendo um índice de suicídios imensamente superior aos “índices normais”… – quem sabe, um dia, essa classe digna de trabalhadores, os policiais, não perceba que são tão “descartáveis” para gente como Witzel e Doria, quanto os favelados que eles matam “com um tiro na cabecinha”… (sic). São a bucha de canhão, a ponta de lança de um sistema tão desumano e perverso, que não bastam as FAVELAS, a falta de oportunidades, a fome, o trabalho escravo na informalidade, NÃO BASTAM A MISÉRIA E A HUMILHAÇÃO, há de se matá-los, numa roleta russa de crueldade indizível, onde nenhuma dessas pessoas (os moradores das comunidades carentes) pode garantir que não será o próximo morto.
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    Mas o que fazem esses “cúmplices silenciosos”? – Em primeiro lugar, não percebem que odiar líderes como Lula e governos como os do PT, é odiar em si a ÚNICA PRÁTICA QUE PODE UM DIA ACABAR COM NOSSAS MISÉRIAS E COM ESSE HORROR: programas políticos que produzam a inclusão social! O que Lula fez como nenhum outro estadista antes dele, no Brasil, e poucos, na História.
    Não existe “vácuo ideológico” na mente humana: se SATANIZAMOS “um tipo de político e suas ideologias”, automaticamente nossa mente buscará a ANTÍTESE de tudo aquilo que “satanás representa”, como a resposta AO NOSSO NOJO!
    Por isso a grande mídia fez “um trabalho perfeito”, não ao “combater Lula e o PT”, mas torná-los exatamente nisso, “O SATANÁS”, o “mal absoluto” – como pode a mente de um homem que se acredita “do bem”, que vê em Moro um herói, ser racional e enxergar com lucidez tudo o que de bom Lula e o PT fizeram à nossa nação, ao nosso povo? Não consegue! A cegueira dos preconceitos e dos fanatismos agora arraigados em sua alma, não permite que veja com clareza. Coloca tudo, dentro de seus julgamentos “racionais”, éticos e emocionais, num “mesmo pacote” – “É coisa vinda do Lula ou do PT? Não quero, é lixo, é esgoto, quero a antítese disso para o meu país”… – eis o nível de doença psíquica e social com que lidamos, e eis, em parte, o que faz essas pessoas votarem em gente abjeta como Doria, Witzel e Bolsonaro.
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    A tragédia ainda maior desse estado de coisas, é que os Ministérios Públicos e o Poder Judiciário de um modo geral, abraçam essas crenças, essa cegueira, esse caldo fétido fascista que banha nosso país, com um vigor desconcertante! Promotores, juízes, procuradores, tendem a blindar políticos de linha contrária ao PT, fecham seus olhos aos genocídios em prática, e muitos, na verdade, celebram e apoiam todo o horror… – O que fazer, quando as instituições criadas para impor os limites da Lei aos governantes, QUEBRAM A LEI, OS DIREITOS HUMANOS, TUDO, TUDO, porque estão engajados pessoalmente, seus membros, nessas ideologias fascistas? Eis uma das questões mais cruéis desse tempo.
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    Nós, sociedade civil, temos que reagir com a máxima urgência e a máxima firmeza. Não cabe mais nos quedarmos deprimidos diante da avalanche do esgoto incivilizado, selvagem, covarde, odioso, que invade o Brasil de hoje. Temos que ecoar os textos e artigos que denunciam o horror. Temos que resistir! Abrir diálogo com os que ainda não estão totalmente cegos e surdos, tentarmos juntar uma parcela da sociedade que possa ir às ruas, às redes sociais, gritar que não queremos mais ser um país genocida!
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    Basta!

  14. + comentários

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